Comparativo rápido: Gibson Flying V 70s e as alternativas
Quanto custa ter uma V de verdade, e quanto custa ter só o formato? A tabela coloca a Flying V ao lado de três opções reais do Mercado Livre, com preços conferidos em 02/11/2026. Todas têm corte em V e dois humbuckers; o que muda é a madeira, a escala, o país de origem e o tamanho do rombo na conta.
| # | MODELO | CORPO / BRAÇO | PREÇO MÉDIO | VEREDITO | VER PREÇO |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Gibson Flying V 70s Antique Natural | Mogno · set-in · 628,65 mm | R$ 41.166 | A ORIGINAL | Ver preço → |
| 2 | Epiphone Flying V Ebony | Mogno · 628,65 mm · ProBucker | R$ 11.065 | MAIS PRÓXIMA | Ver preço → |
| 3 | Jackson King V JS32T | Choupo · bolt-on · 648 mm · 24 trastes | R$ 3.670 | PARA METAL | Ver preço → |
| 4 | Strinberg FVS-450 | Poplar · bolt-on · 648 mm · 24 trastes | R$ 1.911 | MAIS BARATA | Ver preço → |
🎸 Top Picks — Escolha Rápida
Gibson Flying V 70s e as 3 alternativas que valem o clique
Cada card traz ficha, preço e o que eu olharia antes de fechar. Nenhum dos quatro anúncios tinha avaliações de compradores no dia da consulta, então a decisão pesa mais na ficha e na reputação do vendedor do que em estrelas. Preço muda com promoção; confirme no botão. Quem ainda compara marcas pode passar antes pelo guia da guitarra Gibson, que cobre Les Paul, SG e ES-335.
A Flying V 70s resgata o desenho da década de 1970: corpo e braço de mogno, braço colado (set-in), escala de rosewood com 22 trastes medium jumbo, raio de 12 polegadas e pestana Graph Tech de 43,05 mm. Os dois humbuckers 70s Tribute são ligados à mão aos capacitores Orange Drop, e o conjunto vem com tarraxas Grover Rotomatic, ferragens cromadas, cabeça combinando com o corpo e estojo rígido. No dia da consulta, o anúncio custava R$ 41.166 (preço de lista de R$ 44.746) e indicava a última unidade em estoque.
Não há estrelas de compradores nesse anúncio, o que é normal para um produto desse preço. Compre de vendedor com nota de reputação alta, peça nota fiscal e confira o número de série na chegada. É uma guitarra de colecionador e de palco, não de estreia.
- ✔ Visual e história inconfundíveis
- ✔ Mogno e laca de nitrocelulose
- ✔ Estojo rígido incluso
- ✔ Braço SlimTaper rápido e confortável
- ✘ Preço perto de R$ 41 mil
- ✘ Difícil de tocar sentado sem prática
- ✘ Sem avaliações no anúncio
A Epiphone Flying V é o caminho clássico para quem quer o formato Gibson sem pagar preço de Gibson. A ficha do anúncio traz corpo de mogno, braço de mogno, escala de 628,65 mm (a mesma da Gibson), 22 trastes medium jumbo e dois humbuckers ProBucker, o captador que a Epiphone usa na linha inspirada na Gibson. O diapasão é de figueira-benjamim, madeira mais clara e mais barata que o rosewood.
Um alerta de ficha: o anúncio informa origem “Estados Unidos”, o que não combina com a linha Epiphone, fabricada na Ásia. Confirme com o vendedor. E repare no preço de R$ 11.065: outros anúncios Epiphone V apareciam bem mais baratos (um deles, que cita fabricação coreana, por cerca de R$ 7.000), então compare antes de pagar.
- ✔ Mesma escala e mesmo formato da Gibson
- ✔ Mogno no corpo e no braço
- ✔ Visual idêntico no palco
- ✔ Marca com tradição no formato
- ✘ Preço alto neste anúncio específico
- ✘ Ficha com origem duvidosa
- ✘ Sem avaliações no anúncio
O Jackson King V não é uma Flying V, e vale entender a diferença. As asas são mais longas, finas e assimétricas, o desenho é agressivo e a proposta é metal e hard rock pesado. A ficha do anúncio informa corpo de choupo, braço de bordo parafusado, diapasão de amaranto, 24 trastes jumbo, escala de 648 mm (25,5 polegadas), dois humbuckers de alta saída, ponte tune-o-matic fixa e chave de três posições.
Em comparação com a Gibson Flying V, a escala é mais longa (cordas mais tensas), o braço é colado de outro jeito (bolt-on) e a madeira é mais leve. Em troca, o preço cai para menos de um décimo, e você ganha dois trastes extras para solos agudos.
- ✔ 24 trastes para solos agudos
- ✔ Humbuckers de alta saída para ganho alto
- ✔ Preço bem abaixo das V de marca Gibson
- ✔ Ponte fixa estável
- ✘ Escala longa de 648 mm exige adaptação
- ✘ Choupo soa menos cheio que mogno
- ✘ Sem avaliações no anúncio
A Strinberg FVS-450 é a porta de entrada para quem só quer saber como é tocar numa V. Corpo de poplar, braço de maple parafusado, 24 trastes, dois humbuckers passivos e ponte fixa. É leve, tem boa regulagem de fábrica e custa o preço de um pedal. O texto completo está na nossa review da Strinberg FVS-450.
Ela não vai soar como uma Gibson, e ninguém deveria prometer isso. Serve para ensaio, para descobrir se o formato combina com você e para quem toca em pé. Se a V virar paixão, a Epiphone é o próximo passo.
- ✔ Preço mais baixo da lista
- ✔ Corpo leve de poplar
- ✔ 24 trastes
- ✔ Review completa no site
- ✘ Acabamento e captadores simples
- ✘ Sem a sustentação do mogno
- ✘ Anúncio sem avaliações
O que é a Flying V e por que ela virou lenda
Quem olha uma Gibson Flying V pela primeira vez costuma ter a mesma reação: parece um erro de design. Duas asas abertas, sem curva de cintura, e mesmo assim a guitarra virou um dos símbolos do rock. A Gibson lançou a Flying V em 1958, junto com a Explorer, como parte de uma aposta moderna em madeira korina. O público achou estranho, a produção parou com menos de cem unidades vendidas e o formato só voltou ao catálogo nos anos 1960, desta vez em mogno.
O que salvou a Flying V foram os guitarristas. Albert King fez do formato a marca do blues elétrico, Jimi Hendrix pintou a dele com desenhos psicodélicos, e Michael Schenker a transformou em ícone do hard rock europeu. Hoje até a Epiphone vende um modelo com a assinatura de Dave Mustaine. Para ver onde o formato entra na história, leia as 15 guitarras que marcaram a história do rock e a lista dos maiores guitarristas da história.
A Gibson Flying V 70s deste review é uma releitura do modelo da década de 1970: mogno no corpo e no braço, acabamento antique natural, cabeça combinando com o corpo e ferragens cromadas. Se você ainda está decidindo entre formatos, o guia Flying V: prós e contras para iniciantes mostra o que o corte em V muda no dia a dia.
Ficha técnica da Gibson Flying V 70s, item por item
A ficha abaixo vem da descrição do anúncio no Mercado Livre, conferida em 02/11/2026. Quando a Gibson muda uma especificação entre lotes, a ficha do vendedor pode ficar para trás, então use a tabela como roteiro de conferência, não como garantia.
| ITEM | GIBSON FLYING V 70S |
|---|---|
| Corpo | Mogno, laca de nitrocelulose brilhante |
| Braço | Mogno, perfil SlimTaper |
| Escala | Rosewood · 628,65 mm · raio de 12 polegadas |
| Trastes | 22 medium jumbo · marcação em pontos acrílicos |
| Pestana | Graph Tech · 43,05 mm |
| Captadores | 2 humbuckers 70s Tribute |
| Controles | 2 volumes, 1 tone, chave de 3 posições |
| Ponte | Alumínio Nashville tune-o-matic + stop bar de alumínio |
| Tarraxas | Grover Rotomatic com botões kidney |
| Cordas e estojo | .010 a .046 · estojo rígido |
Dois números merecem atenção. A escala de 628,65 mm (24,75 polegadas) é a mesma das Les Paul e deixa as cordas mais folgadas que as de uma Stratocaster, o que ajuda em bends. E a pestana de 43,05 mm é larga o bastante para acordes abertos sem aperto, mas ainda confortável para quem tem mão média.
Captadores 70s Tribute: o som da Flying V
O som de uma Gibson Flying V começa no mogno e termina no captador. Os dois humbuckers 70s Tribute são captadores de saída moderada, pensados para soar quentes e articulados, sem a compressão dos modelos de alta saída. Ligados aos capacitores Orange Drop, mantêm o brilho quando você abaixa o tone, um detalhe que muita gente só nota depois de comparar com uma guitarra barata.
Na prática, o captador da ponte entrega riffs com mordida e o do braço dá solos redondos, e a chave de três posições combina os dois. Se você ainda se confunde com os termos, o texto sobre single coil e humbucker explica o essencial, e a comparação entre captador ativo e passivo mostra por que a Gibson mantém o passivo em quase todo o catálogo.
Ponte tune-o-matic, stop bar e afinação
A Flying V não tem alavanca. A ponte é a clássica Nashville tune-o-matic com stop bar de alumínio, o mesmo sistema das Les Paul, e o resultado é afinação muito estável: depois de trocar as cordas e esticá-las, a guitarra tende a ficar afinada por dias. As tarraxas Grover Rotomatic ajudam, porque a relação de transmissão é precisa e segura a afinação em dobras longas.
O preço dessa estabilidade é abrir mão do tremolo. Quem quer dive bombs deveria olhar outras guitarras, como a Stratocaster da linha guitarra Fender. Se a ponte apertar, o roteiro de regulagem de guitarra ensina a ajustar altura e oitava sem ferramenta cara.
Como é tocar sentado e em pé com uma Flying V
A pergunta que mais trava a compra é prática: dá para tocar uma Gibson Flying V sentado? Dá, mas com adaptação. O corte em V não tem cintura, então a guitarra não se apoia na perna como uma Les Paul. A solução é encaixar o vão do V na coxa ou prender a guitarra com a correia mesmo sentado. Em pé, a história muda por completo: as asas ficam longe do corpo, o peso se distribui bem e a postura de palco é natural.
Duas coisas ajudam muito. A primeira é uma correia boa, preferencialmente larga e com trava, porque a Flying V não perdoa um botão frouxo. A segunda é um suporte próprio, já que a maioria dos suportes comuns não encaixa nas asas. E o estojo? Vem incluso nesta Gibson, e isso economiza uns bons reais, porque estojos de formato V custam caro avulsos.
Som e estilos: hard rock, blues e metal na Flying V
Que som se espera de uma Gibson Flying V? O mogno dá médios cheios e graves controlados, e o resultado combina com hard rock, rock clássico e blues elétrico. Com o drive no ponto, os acordes têm corpo e as notas soltas ganham sustentação longa. No limpo, o som é redondo e quente, sem aspereza.
E o metal? Funciona, mas com ressalva: os humbuckers 70s Tribute são de saída moderada, então um timbre de metal moderno pede pedal de ganho ou amplificador com drive forte. Para riffs de metal extremo, a Jackson King V ou uma guitarra de captadores de alta saída costuma encaixar melhor. Se está montando o som, comece pelos guias pedal de distorção ou overdrive e melhores pedais de distorção.
Amplificador e pedais para a Gibson Flying V
Gastar R$ 41 mil numa guitarra e ligá-la num amplificador de ensaio seria desperdício. A Flying V responde melhor a um combo valvulado ou a um transistorizado de boa qualidade, com canal limpo decente e ganho que não esfarele. O guia amplificador valvulado ou transistorizado ajuda a decidir, e a lista de melhores amplificadores de guitarra mostra opções por faixa de preço.
Para o dia a dia, um cabo de qualidade evita ruído, e um cabo de guitarra bem escolhido custa pouco perto do preço da guitarra. Um wah, um chorus ou um delay entram depois: veja a ordem correta dos pedais antes de montar a pedalboard.
Gibson Flying V ou Epiphone, Jackson e Strinberg?
Chegamos à pergunta de R$ 30 mil: quanto da Flying V você realmente ouve e sente? A diferença está em madeira e acabamento (mogno com nitrocelulose contra mogno com acabamento brilhante comum), no captador e no controle de qualidade, não no formato. A Epiphone Flying V é a escolha de quem quer o mesmo desenho e a mesma escala por menos. A Jackson King V mira o metal. A Strinberg FVS-450 é a porta de entrada.
Para comparar marcas com mais calma, abra os guias de guitarra Epiphone, guitarra Jackson e guitarra SG. Se estiver em dúvida entre gastar muito ou pouco, o texto guitarra barata vs premium mostra o que o dinheiro a mais compra.
Vale comprar uma Gibson Flying V usada?
Uma Flying V usada pode aparecer com bom desconto, e as guitarras Gibson em geral seguram bem o valor. O cuidado é conferir o braço (empenamento e trastes), o acabamento de nitrocelulose (que racha com mudança brusca de temperatura) e se o estojo é o original. Se for arriscar, siga o roteiro do guia guitarra usada vale a pena e peça vídeo da guitarra ligada. Nova, com garantia e estojo, a 70s deste review é a escolha mais tranquila.
Veredito: vale a pena comprar a Gibson Flying V 70s?
Vale, desde que a Flying V seja desejo de verdade e o orçamento aguente. A Flying V 70s entrega mogno, nitrocelulose, braço SlimTaper e estojo rígido, e o preço de R$ 41.166 reflete o nome e a fabricação nos Estados Unidos. Os pontos fracos são o valor, a adaptação para tocar sentado e a ausência de avaliações no anúncio.
Se eu estivesse comprando hoje com orçamento folgado, ficaria com a Gibson Flying V 70s. Com orçamento de até R$ 12 mil, a Epiphone Flying V (confira o preço do anúncio). Para metal, a Jackson King V JS32T, por R$ 3.670. E para só testar o formato, a Strinberg FVS-450, por R$ 1.911.
Para colecionar e tocar a vida inteira, a Flying V 70s. Para ter o desenho com escala igual por menos, a Epiphone Flying V. Para riffs pesados, a Jackson King V.