Comparativo rápido: Yamaha Revstar RSE20, RSS20 e RSS02T
Qual Yamaha Revstar comprar sem abrir vinte abas do Mercado Livre? A tabela resume as três versões que valem o clique, com preço e nota conferidos no fim de outubro de 2026. Todas têm corpo de mogno chambered, braço set-in e escala curta de 24,75 polegadas. O que muda é o acabamento do tampo, o captador e o que vem junto na caixa.
| # | MODELO | CAPTADORES | PREÇO MÉD. | VEREDITO | VER PREÇO |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Revstar Element RSE20 | 2 humbuckers · Dry Switch | R$ 4.308 | MAIS BARATA | Ver preço → |
| 2 | Yamaha Revstar Standard RSS20 | 2 humbuckers Alnico V · Focus Switch | R$ 5.913 | MELHOR COMPRA | Ver preço → |
| 3 | Yamaha Revstar Standard RSS02T | 2 captadores P90 · Focus Switch | R$ 6.174 | SOM DE P90 | Ver preço → |
🎸 Top Picks — Escolha Rápida
As 3 versões da Yamaha Revstar que valem a pena
Cada card abaixo traz ficha, nota real do Mercado Livre e o que eu olharia antes de fechar. A Revstar Element RSE20 tem só 10 avaliações, então a nota 5,0 pesa menos que a 4,9 das 46 opiniões da RSS20. Preço muda com promoção; confirme no botão. Quem ainda está montando o orçamento pode começar pelo guia da guitarra Yamaha, que mostra também as Pacifica.
A Yamaha Revstar Element RSE20 é a versão mais simples da família, mas não é uma guitarra “de mentira”. O corpo é de mogno chambered, o braço é set-in de mogno em três peças, a escala é de pau-rosa com 22 trastes jumbo e a pestana mede cerca de 41,9 mm. Os dois humbuckers vêm com um Dry Switch no controle de tom, que tira parte do “grave” do captador e deixa o som mais aberto. O preço fica perto de R$ 4.308, com nota 5,0 em 10 avaliações.
O ponto de atenção é a ficha do anúncio: o ML cita ímã Alnico III, e a Yamaha e as lojas citam Alnico V, então eu não afirmaria o ímã sem conferir. Anúncios da mesma Yamaha Revstar variam de R$ 3.927 a R$ 4.844 conforme a cor, e o estojo não vem incluso.
- ✔ Corpo chambered leve (cerca de 3,5 kg)
- ✔ Dry Switch e dois humbuckers
- ✔ Escala curta confortável
- ✔ Revstar mais barata da lista
- ✘ Só 10 avaliações no anúncio
- ✘ Sem alavanca de tremolo
- ✘ Sem estojo nem bag
A Revstar Standard RSS20 é a que eu colocaria no topo da lista. O corpo é de mogno chambered com tampo de bordo, o braço set-in tem três peças de mogno com reforço de carbono, a escala é de pau-rosa com 22 trastes e a escala de 628,65 mm é a mesma curta das guitarras de corte duplo clássicas. Os dois humbuckers de Alnico V trabalham com um Focus Switch passivo, e o anúncio inclui bag. Custa perto de R$ 5.913, com nota 4,9 em 46 avaliações, a maior base entre as três.
Um detalhe de leitura: o título do anúncio no ML escreve “Stratocaster”, mas o modelo é uma Revstar de corte duplo, e o código do catálogo não bate com a cor preta. Confira modelo e cor na página antes de pagar. A ficha indica fabricação na Indonésia.
- ✔ Tampo de bordo sobre corpo chambered
- ✔ Bag inclusa no anúncio
- ✔ Nota 4,9 em 46 avaliações
- ✔ Reforço de carbono no braço
- ✘ R$ 1.605 acima da Element
- ✘ Título do anúncio erra o formato
- ✘ Sem alavanca de tremolo
A Revstar Standard RSS02T usa a mesma base da RSS20, mas troca os humbuckers por dois captadores no estilo P90 de Alnico V. O P90 é um single coil largo: tem mais corpo e mordida que um single de Strato e menos “parede” que um humbucker. O corpo é o mesmo mogno chambered com tampo de bordo, o braço é set-in e o controle de tom traz o Focus Switch. A ficha do ML informa estojo incluso. Fica em torno de R$ 6.174, com nota 4,9 em 26 avaliações.
É a Yamaha Revstar para quem quer blues, rock alternativo e indie com mais textura. O anúncio traz uma foto só, então o carrossel é curto; vale pedir imagens extras ao vendedor.
- ✔ Captadores P90 encorpados
- ✔ Focus Switch para ajustar o brilho
- ✔ Nota 4,9 em 26 avaliações
- ✔ Estojo incluso segundo a ficha
- ✘ R$ 261 acima da RSS20
- ✘ P90 capta mais ruído que humbucker
- ✘ Anúncio com uma foto só
O que é a Revstar e por que ela chama atenção
Já reparou como a Yamaha Revstar parece diferente de qualquer Strato ou Les Paul na vitrine? O desenho é de corte duplo, com curvas generosas, ferragens à mostra e acabamentos que lembram as motos café racer dos anos 1960, e isso não é acaso: a Yamaha também fabrica motocicletas, e o nome Revstar vem desse imaginário de rotação, velocidade e estrada. A linha apareceu em 2015, foi refeita na geração atual com as séries Element, Standard e Professional, e hoje concorre com Epiphone, PRS SE e Gibson na faixa em que o guitarrista quer algo mais sério que uma guitarra de iniciante.
A resposta curta para quem pergunta se a Yamaha Revstar é boa é sim, e a explicação vem da engenharia: corpo chambered (com câmaras internas), braço set-in colado ao corpo, escala curta e captadores de projeto próprio. Compare com a guitarra Yamaha em geral: as Pacifica entregam Strato confiável por menos, e a Revstar é a aposta autoral da marca. Se a dúvida é entre as duas famílias, o tópico seguinte resolve.
Element, Standard e RSS02T: o que muda entre as três
A confusão mais comum na hora de comprar uma Revstar é achar que Element e Standard são “a mesma guitarra com outro adesivo”. Não são. A Element RSE20 corta custo no acabamento e no hardware, mas mantém a base: mogno chambered, set-in e dois humbuckers. A Standard RSS20 acrescenta tampo de bordo, braço com reforço de carbono, captadores Alnico V e bag. A RSS02T muda de personalidade ao trocar os humbuckers por P90.
| ITEM | ELEMENT RSE20 | STANDARD RSS20 | STANDARD RSS02T |
|---|---|---|---|
| Corpo | Mogno chambered | Mogno chambered + tampo de bordo | Mogno chambered + tampo de bordo |
| Braço | Mogno set-in, 3 peças | Mogno set-in, 3 peças, carbono | Mogno set-in |
| Escala | 628,6 mm · 22 trastes | 628,65 mm · 22 trastes | 628,65 mm · 22 trastes |
| Captadores | 2 humbuckers | 2 humbuckers Alnico V | 2 estilo P90 |
| Controle extra | Dry Switch | Focus Switch | Focus Switch |
| Bag ou estojo | Não incluso | Bag inclusa | Estojo incluso (ficha) |
| Preço médio | R$ 4.308 | R$ 5.913 | R$ 6.174 |
Em reais, a diferença entre a Element e a Standard RSS20 é de R$ 1.605. Pagar isso faz sentido? Se você já tem bag e não liga para o tampo de bordo, a Element resolve. Se vai comprar uma bag de qualquer forma e quer o conjunto mais completo, a RSS20 se paga. A RSS02T só vale se o som de P90 for o objetivo, porque custa só R$ 261 a mais que a RSS20 e muda o timbre inteiro.
Corpo chambered, tampo de bordo e braço set-in
O corpo chambered da Yamaha Revstar é um bloco de mogno com câmaras escavadas por dentro. O efeito prático é duplo: a guitarra fica mais leve (a Element pesa cerca de 3,5 kg em medições de revistas especializadas, bem abaixo de uma Les Paul maciça) e o timbre ganha ar e ressonância. Quem já sentiu o ombro reclamar depois de duas horas de ensaio com uma guitarra pesada entende o benefício.
Nas Standard, o tampo de bordo devolve um pouco de brilho e ataque ao mogno, que é naturalmente quente. O braço set-in, colado em vez de parafusado, melhora a transferência de vibração e dá mais sustentação, além de facilitar o acesso às casas agudas. A escala curta de 24,75 polegadas deixa as cordas um pouco mais frouxas, o que ajuda em bends e em solos longos. Para ver como esse desenho se compara ao de uma Strato, leia o guia Les Paul contra Stratocaster.
Captadores: humbuckers, P90 e os switches Dry e Focus
O captador é a alma da guitarra, e na Yamaha Revstar ele muda bastante entre as versões. Na RSE20, os dois humbuckers são projeto da Yamaha (linha VH3) e trabalham com o Dry Switch: ao puxar o controle de tom, o circuito corta o filtro do captador e libera mais agudos, útil para solos que precisam cortar a mixagem. Na RSS20, os humbuckers de Alnico V entregam um som aberto e dinâmico, e o Focus Switch passivo ajusta a definição.
A RSS02T é outra conversa. O P90 é mais largo que um single coil comum, soa gordo e mordido, e é o captador de muito blues, rock alternativo e indie. O preço do P90 é um pouco mais de ruído de fundo, algo que um bom cabo e um amplificador bem ajustado atenuam. Se você ainda se confunde com os termos, o texto sobre single coil e humbucker explica o essencial, e o guia de captador ativo e passivo mostra por que a Revstar usa captadores passivos e ainda soa moderna.
Ponte tune-o-matic e afinação da Yamaha Revstar
Todas as Yamaha Revstar desta lista usam ponte tune-o-matic com stopbar, o mesmo sistema das Les Paul. Sem alavanca, a afinação é muito estável: depois de trocar as cordas e esticá-las, a guitarra tende a ficar afinada por dias. O preço dessa estabilidade é abrir mão do tremolo, então quem gosta de dive bombs deveria olhar uma Pacifica em vez da Revstar.
A regulagem de fábrica costuma ser boa, mas uma conferência rápida no recebimento evita dor de cabeça: altura das cordas, oitavas e firmeza das tarraxas. O passo a passo está nos guias de regulagem de guitarra e, se a escala precisar de ajuste fino, um técnico resolve por pouco perto do preço da guitarra. Vale ainda investir em uma correia boa, porque o corpo chambered é leve, mas o desenho de corte duplo pede apoio firme no ombro, e em um cabo de qualidade.
Som e estilos: rock, blues e indie na Yamaha Revstar
Que som se espera de uma Yamaha Revstar? O mogno chambered dá médios cheios e graves controlados, o tampo de bordo das Standard acrescenta definição, e os humbuckers cuidam da pressão. Em timbres limpos, o resultado é redondo e sem aspereza; com drive médio, soa como rock clássico e hard rock; com ganho alto, mantém clareza nas notas de um power chord. Quem toca blues ganha sustentação para notas longas, e a escala curta ajuda nos bends.
A RSS02T, com P90, vai para outro lado: o timbre é mais cru e texturizado, bom para riffs de garagem, indie e blues sujo. Se a intenção é aprender a improvisar, comece pela escala pentatônica, que funciona bem com os dois tipos de captador. O guitarrista de metal pesado deve olhar outra família, porque a Revstar não é uma superstrato de ganho extremo, e sim uma guitarra de rock e blues com carisma próprio.
Amplificador e pedais para a Yamaha Revstar
Nenhuma guitarra soa bem em um amplificador ruim. A Revstar responde melhor a um combo valvulado ou a um transistorizado de 20 a 40 W com canal limpo decente, porque o timbre natural dela é quente e gordo e o amp só precisa deixar isso passar. O guia como escolher amplificador para guitarra mostra as faixas de potência, e o texto guitarra ou amplificador ajuda a dividir o orçamento.
Quanto a pedais, um overdrive transparente é o par ideal: realça o médio-grave que a Revstar já tem sem embolar. Evite pedais de fuzz muito densos com os P90 da RSS02T, porque o ruído fica evidente. E se o orçamento já foi quase todo na guitarra, prefira um bom cabo e um afinador a gastar com efeitos que você ainda não sabe usar.
Yamaha Revstar ou Epiphone, PRS SE, Gibson e Pacifica?
Com R$ 4.000 a R$ 6.200 no bolso, a Revstar divide a vitrine com as Les Paul da Epiphone, as PRS SE e as Gibson de entrada. A Epiphone tem o apelo do nome Gibson e costuma custar menos; a PRS SE tem acabamento refinado e tremolo em alguns modelos; a Gibson é a referência histórica, mas custa bem mais. A Revstar ganha em design próprio, peso e consistência de fábrica, e perde no apelo de marca. Compare nas fichas de guitarra Epiphone, guitarra PRS e guitarra Gibson.
E contra as Pacifica da própria Yamaha? A Pacifica é Strato, brilhante e com tremolo, e custa menos. A Revstar é corte duplo, gorda e sustentada, sem alavanca. Quem ainda hesita entre marcas pode abrir o duelo Tagima ou Yamaha e o guia guitarra barata vs premium para entender o que o preço a mais compra.
Vale comprar uma Yamaha Revstar usada?
A Yamaha Revstar segura bem o valor de revenda, e unidades usadas em bom estado costumam aparecer com desconto relevante. O cuidado é conferir o braço (empenamento e trastes), os potenciômetros e o acabamento do verniz, que marca com facilidade. Se for arriscar, siga o roteiro do guia guitarra usada vale a pena e peça vídeo da guitarra ligada. Nova, com garantia e bag, a RSS20 costuma ser a escolha mais tranquila.
Veredito: vale a pena comprar a Revstar?
Vale, desde que você queira o som de uma guitarra de corte duplo sem pagar preço de Gibson. A Yamaha Revstar entrega construção séria (chambered, set-in, ponte estável), peso confortável e captadores de bom nível. Os pontos fracos são o preço, bem acima de uma Pacifica, e a ausência de tremolo.
Se eu estivesse comprando hoje, escolheria a Yamaha Revstar Standard RSS20: tampo de bordo, Alnico V, bag inclusa e a nota 4,9 em 46 avaliações. A RSE20 serve para quem precisa economizar mais de R$ 1.600, e a RSS02T é a escolha de quem decidiu pelo P90. Confirme sempre ficha, cor e nota na página do anúncio.
Para a maioria, a Revstar Standard RSS20 (cerca de R$ 5.913). Para gastar menos, a Element RSE20. Para som de P90, a RSS02T.