Início Guitarras Top 10 Guitarras Para Iniciantes 2026
fileira de guitarras elétricas de cores diferentes, enfileiradas na parede de uma loja
GUITARRAS RANKING Atualizado Junho 2026 · 18 min de leitura

Guitarra para Iniciantes: as 10 Melhores de 2026 Testadas

Você está prestes a gastar entre R$ 850 e R$ 6.000. Qual guitarra vale cada centavo — e qual vai te frustrar em dois meses? Analisamos os modelos mais vendidos do Brasil para responder isso de vez.

Resumo rápido: Até R$ 1.100 → Strinberg STS 100. Até R$ 1.400 → Tagima TG-530 (melhor nacional, ponto final). Entre R$ 2.300 e R$ 3.000 → Ibanez GRX70QA. Acima de R$ 3.500 e quer comprar uma vez só → Yamaha PAC112V ou, se o orçamento chegar a R$ 5.500, a Squier Classic Vibe 60s. O ranking completo com preços reais e links diretos está logo abaixo.
# MODELO TIPO PREÇO MÉD. LINK
1 Tagima TG-530 Strat Elétrica R$ 950–1.350 Ver preço →
2 Strinberg TC120S Tele Elétrica R$ 890–1.100 Ver preço →
3 Ibanez GRX70QA Super Strat R$ 2.300–2.900 Ver preço →
4 Squier Affinity Strat Strat Elétrica R$ 2.900–3.100 Ver preço →
5 Tagima TG-510 Superstrat HSS R$ 1.330–1.570 Ver preço →
6 Strinberg STS 100 Strat Elétrica R$ 850–1.100 Ver preço →
7 Ibanez GRG121DX Super Strat HH R$ 2.330–3.000 Ver preço →
8 Tagima TG-540 Strat HSS R$ 1.310–1.460 Ver preço →
9 Squier Classic Vibe 60s Strat Elétrica R$ 5.400–6.000 Ver preço →
10 Yamaha PAC112V Strat HSS R$ 3.500–3.800 Ver preço →
+ Tagima TW-55 Tele Elétrica R$ 1.000–1.400 Ver preço →

🔥 Top Picks — Escolha Rápida por Orçamento

MENOR PREÇO DA LISTA
Strinberg STS 100
★★★★½ 4.5 · R$ 850–1.100
🛒 Ver Preço
MELHOR NACIONAL
Tagima TG-530
★★★★★ 4.7 · R$ 950–1.350
🛒 Ver Preço
CUSTO-BENEFÍCIO ATÉ R$ 3.000
Ibanez GRX70QA
★★★★½ 4.6 · R$ 2.300–2.900
🛒 Ver Preço
ACIMA DE R$ 3.500
Yamaha PAC112V
★★★★★ 4.7 · R$ 3.500–3.800
🛒 Ver Preço

Elétrica ou acústica? Decida antes de abrir o cartão

A resposta mais honesta: toque o estilo que você gosta. Elétrica tem cordas mais finas — machuca menos nos primeiros dias e é ideal para rock, blues e pop. Acústica não precisa de amp e é perfeita para MPB, sertanejo e forró.

Neste ranking, 9 dos 10 modelos são elétricos — é onde o custo-benefício é mais favorável em 2026. Nacionais (Tagima e Strinberg) dominam até R$ 1.600 e não têm concorrência importada nessa faixa. Acima de R$ 2.300, Ibanez GIO e Squier Affinity entram com um salto real de qualidade.

Repare que boa parte dessas guitarras copia silhuetas que já têm 70 anos — Strat, Les Paul, Telecaster. Não é falta de criatividade: são formatos que sobreviveram porque funcionam. Contamos essa história completa em As Guitarras que Marcaram Gerações: 15 Modelos que Mudaram a História do Rock.

Qual guitarra da lista combina com o seu estilo?

Todas as 10 tocam de tudo no começo, mas o captador e o hardware pesam mais em alguns estilos do que em outros. Resumo direto por gênero:

ESTILO MELHOR ESCOLHA DA LISTA POR QUÊ
Rock / Blues Tagima TG-530 3 single coils versáteis, quack clássico nas posições 2 e 4
Pop / MPB (limpo) Strinberg TC120S Captador de ponte da Telecaster corta bem no clean
Metal / Rock pesado Ibanez GRG121DX 2 humbuckers, braço fino, feita pra distorção e riff rápido
Indeciso entre estilos Tagima TG-540 Configuração HSS — cobre limpo e distorção sem trocar de guitarra
Sertanejo / Gospel Strinberg STS 100 Som equilibrado, preço mais baixo da lista pra quem ainda tá decidindo
01
Tagima TG-530 Woodstock
🏆 MELHOR NACIONAL · ESCOLHA DO EDITOR
★★★★★ 4.7/5 (avaliação da redação)
CORPO
Tília
BRAÇO
Maple (bolt-on)
ESCALA
Rosewood, 648mm
CAPTADORES
3x Single Coil
TRASTES
22 médios
PREÇO MÉD.
R$ 950–1.350

A guitarra de iniciante mais vendida no Brasil — e não é à toa. O hardware fica um degrau acima das concorrentes nacionais: tarraxas mais firmes, ponte bem regulada de fábrica, captadores que soam limpos no clean e aceitam distorção sem colapsar.

A unidade que testamos chegou com ação ligeiramente alta — um ajuste num técnico local (R$ 80–120) deixa ela excelente. O braço dela me pareceu mais fino que o da TG-510, o que ajuda muito nos primeiros acordes. Minha mão suou bastante no acabamento gloss depois de 40 minutos tocando; se preferir fosco, pesquise a versão matte antes de comprar.

✔ Prós
  • Hardware acima da média para o preço
  • Setup de fábrica razoável — chega tocável
  • Single coils limpos e versáteis
  • Responde bem a upgrades de captador
  • Várias cores sem variação de preço
✘ Contras
  • Tremolo perde afinação com uso exagerado
  • Não acompanha bag na maioria das vendas
  • Acabamento gloss escorrega na mão suada
02
Strinberg TC120S Telecaster
MELHOR ELÉTRICA ATÉ R$ 1.100 · 2 SINGLES
★★★★½ 4.6/5 (avaliação da redação)
CORPO
Basswood / Mogno
BRAÇO
Mogno (bolt-on)
ESCALA
648mm, 22 trastes
CAPTADORES
2x Single Coil
PONTE
Fixa (sem tremolo)
PREÇO MÉD.
R$ 890–1.100

A TC120S tem uma vantagem que a maioria dos iniciantes subestima: ponte fixa. Sem tremolo, afina mais fácil e mantém por muito mais tempo. Para quem está aprendendo, elimina uma fonte constante de frustração — e frustração mata o hábito de praticar.

Som telecaster — brilhante, cortante, com ataque seco — funciona muito bem para rock, country e blues. O captador da ponte ficou mais estridente do que eu esperava no clean; com um pouco de gain, suaviza bastante.

✔ Prós
  • Ponte fixa: afina e mantém sem drama
  • Som telecaster versátil e característico
  • Acabamento honesto para o preço
  • Braço de mogno confortável
✘ Contras
  • Apenas 2 captadores — menos opções de timbre
  • Hardware mais simples que a TG-530
  • Captador de ponte estridente no clean puro
03
Ibanez GRX70QA
💥 MELHOR CUSTO-BENEFÍCIO ATÉ R$ 3.000 · HSH
★★★★½ 4.6/5 (avaliação da redação)
CORPO
Basswood
BRAÇO
Maple, jumbo frets
ESCALA
648mm, 24 trastes
CAPTADORES
HSH
PONTE
Tremolo GRX
PREÇO MÉD.
R$ 2.300–2.900

24 trastes — dois a mais que a maioria das strats de entrada — e configuração HSH que cobre mais terreno sonoro. O acabamento quilt maple no topo é vistoso demais para o preço; toda vez que alguém vê, pergunta quanto custou.

Para quem quer versatilidade desde o começo sem abrir mão de solos com alcance real, é a escolha certa nessa faixa. Os captadores de fábrica são o ponto fraco — mas funcionam bem para aprender.

✔ Prós
  • 24 trastes — mais alcance para solos
  • Configuração HSH muito versátil
  • Acabamento quilt maple impressionante
  • Braço fino e rápido
✘ Contras
  • Captadores de fábrica básicos — pedem upgrade
  • Preço acima das nacionais
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04
Squier Affinity Stratocaster
ENTRADA DA FENDER · MARCA GLOBAL
★★★★½ 4.5/5 (avaliação da redação)
CORPO
Poplar
BRAÇO
Maple, perfil C moderno
ESCALA
648mm, 21 trastes
CAPTADORES
3x Single Coil Alnico III
PONTE
Tremolo sincronizado
PREÇO MÉD.
R$ 2.900–3.100

Desde a revisão de 2021, a Affinity melhorou de verdade: acabamento mais limpo, braço com perfil C moderno genuinamente confortável e captadores Alnico III que entregam o som característico da Stratocaster. Não é barata comparada às nacionais — mas você está comprando construção Fender que dura anos sem reclamar.

O headstock tem umas rebarbas no acabamento se você olhar de perto; nada que afeta o toque, mas se nota. Para quem quer o nome e a sonoridade Fender/Squier sem pagar Fender mexicana, faz sentido.

✔ Prós
  • Nome Fender/Squier — respeitado no mercado
  • Captadores Alnico III — som genuíno de Strat
  • Acabamento e hardware revisados em 2021
  • Braço perfil C confortável para qualquer mão
✘ Contras
  • Mais cara — nacionais chegam perto por menos
  • Apenas 21 trastes
  • Rebarbas visíveis no headstock
05
Tagima TG-510
ENTRADA CONFIÁVEL · ATÉ R$ 1.600
★★★★ 4.3/5 (avaliação da redação)
CORPO
Tília
BRAÇO
Maple (bolt-on)
ESCALA
648mm, 22 trastes
CAPTADORES
HSS (2x Single Coil + Humbucker)
PREÇO MÉD.
R$ 940–1.400

Irmã mais nova da TG-530, mas com humbucker na ponte (HSS) em vez de três single coils. Para orçamento mais apertado dentro da linha Tagima, é a escolha natural — não impressiona, mas não decepciona, que é exatamente o que você precisa no começo. Veja a review completa da TG-510 para specs e som em detalhe.

✔ Prós
  • Confiabilidade Tagima — marca consolidada
  • Preço acessível com construção sólida
  • Boa base para upgrades futuros
✘ Contras
  • Hardware mais simples que a TG-530
  • Acabamento menos refinado
06
Strinberg STS 100
⚡ MELHOR ATÉ R$ 1.100 · ENTRADA DE MERCADO
★★★★½ 4.5/5 (avaliação da redação)
CORPO
Basswood
BRAÇO
Maple (bolt-on)
ESCALA
Rosewood, 648mm
CAPTADORES
3x Single Coil
PREÇO MÉD.
R$ 850–1.100

A mais barata desta lista que ainda vale recomendar. Abaixo de R$ 800 o campo fica perigoso — trastes mal acabados e afinação instável frustram qualquer iniciante em menos de uma semana.

Acabamento decente, single coils funcionais, braço confortável. Os captadores zumbem um pouco em ambientes com ruído elétrico — normal nessa faixa de preço. Leia o review completo da STS 100 para mais detalhes.

✔ Prós
  • Mais barata do ranking com qualidade real
  • Acabamento brilhante caprichado para o preço
  • Boa para quem quer testar antes de investir mais
✘ Contras
  • Tremolo perde afinação com uso agressivo
  • Captadores com zumbido em ambientes ruidosos
07
Ibanez GIO GRG121DX
MELHOR PARA ROCK PESADO · HH
★★★★ 4.3/5 (avaliação da redação)
CORPO
Basswood
BRAÇO
Maple, perfil fino
ESCALA
648mm, 24 trastes
CAPTADORES
HH (2 humbuckers)
PREÇO MÉD.
R$ 2.330–3.000

Dois humbuckers de saída alta, braço fino de maple e 24 trastes. Se rock e metal são o destino, a GRG121DX aponta na direção certa. O braço fino é o diferencial — facilita muito as mudanças de posição nos solos. Menos versátil para clean ou blues, mas para quem sabe o que quer, entrega.

✔ Prós
  • 2 humbuckers — perfeito para rock e metal
  • Braço fino de maple — solos mais fáceis
  • 24 trastes para alcance máximo
✘ Contras
  • Pouco versátil para clean ou blues
  • Captadores de fábrica são o ponto fraco
08
Tagima TG-540
STRAT HSS · MAIS VERSÁTIL QUE A TG-530
★★★★ 4.4/5 (avaliação da redação)
CORPO
Tília
BRAÇO
Maple (bolt-on)
ESCALA
648mm, 22 trastes
CAPTADORES
HSS (humbucker + 2 single)
PREÇO MÉD.
R$ 1.310–1.460

A TG-530 com humbucker na ponte. Parece pequena diferença — muda bastante. Rhythm mais gordo para riffs, single coils para timbres limpos. Para quem toca um pouco mais de rock, faz mais sentido que a TG-530. A diferença de preço é pequena e o ganho de versatilidade é real.

✔ Prós
  • HSS cobre mais terreno sonoro que SSS
  • Humbucker na ponte para rock e rhythm
  • Qualidade Tagima consistente
✘ Contras
  • Preço levemente superior à TG-530
  • Tremolo com as mesmas limitações das strats de entrada
09
Squier Classic Vibe 60s Stratocaster
✨ MELHOR QUALIDADE DO RANKING · TOP SQUIER
★★★★★ 4.8/5 (avaliação da redação)
CORPO
Poplar (vintage contour)
BRAÇO
Maple, perfil C vintage
ESCALA
648mm, 21 trastes
CAPTADORES
3x Alnico III
PREÇO MÉD.
R$ 5.400–6.000

O teto deste ranking — e justifica cada centavo. Os captadores Alnico III têm o som dos anos 60 que a Affinity simplesmente não reproduz. Acabamento visivelmente superior, braço com perfil C vintage, afinação mais estável. Quando peguei nas mãos pela primeira vez, a diferença para as nacionais foi imediata.

Se você tem o orçamento e quer comprar uma vez só, esta é a guitarra que vai crescer com você por anos.

✔ Prós
  • Melhor qualidade geral do ranking
  • Captadores Alnico III — som vintage autêntico
  • Acabamento e hardware superiores
  • Vai durar anos sem precisar de upgrade
✘ Contras
  • Preço mais alto do ranking
  • Apenas 21 trastes
10
Yamaha Pacifica PAC112V
MAIS VERSÁTIL DO RANKING · COIL-SPLIT
★★★★★ 4.7/5 (avaliação da redação)
CORPO
Alder
BRAÇO
Maple (bolt-on)
ESCALA
648mm, 22 trastes
CAPTADORES
HSS c/ coil-split
PREÇO MÉD.
R$ 3.500–3.800

A mais versátil desta lista. O coil-split no humbucker da ponte permite alternar entre humbucker e single coil na mesma chave — único nesse ranking. Corpo em alder, a mesma madeira das Fender americanas. Hardware Yamaha é sempre confiável, sem surpresas.

Entre todas dessa lista, a Yamaha Pacifica ainda seria minha escolha se o orçamento permitisse. Não é a mais barata, mas foi a que passou sensação mais sólida nas mãos. O peso do corpo de alder é um pouco maior — depois de 2 horas tocando de pé, começa a pesar, mas vale o tradeoff de som.

✔ Prós
  • Coil-split — dois sons em uma chave
  • Corpo em alder — mesma madeira das Fender americanas
  • Hardware Yamaha robusto e confiável
  • A mais versátil do ranking
✘ Contras
  • Preço alto para iniciante
  • Corpo de alder pesa depois de 2h em pé
BÔNUS
Tagima TW-55
A ÚNICA TELECASTER COM CAPTADOR LIPSTICK DA LISTA
★★★★☆ 4.4/5 (avaliação da redação)
CORPO
Poplar
BRAÇO
Maple, shape C
ESCALA
648mm, 22 trastes
CAPTADORES
Single + Lipstick cerâmico
PREÇO MÉD.
R$ 1.000–1.400

Ficou de fora do Top 10 numérico só porque essa lista já tinha uma telecaster (a TC120S). Mas a TW-55 merece menção à parte: é a única guitarra nacional nessa faixa de preço com captador lipstick no braço, que entrega um timbre mais redondo do que o single coil comum. Ponte fixa string-through-body — mais sustain e afinação mais estável do que os modelos com tremolo desta lista.

Testamos a versão Butterscotch e o acabamento veio bem acima do que o preço sugere. Se você quer o som de telecaster mais do que o som de strat, ela entra na disputa direto com a TG-530 pelo topo do ranking. Fizemos o review completo da TW-55 com todos os detalhes de som e hardware.

✔ Prós
  • Captador lipstick — diferencial raro na faixa
  • Ponte fixa string-through — mais sustain e estabilidade
  • Acabamento acima da média para o preço
✘ Contras
  • Nut de plástico — candidato a upgrade cedo
  • Não tem versão para canhoto

Como escolher sua guitarra: 7 dicas antes de fechar a compra

Testamos e comparamos os dez modelos acima, mas a "melhor guitarra" muda de pessoa para pessoa. Estas sete dicas ajudam a filtrar o ranking para a sua situação real.

1. Defina o estilo musical que você quer tocar

Essa é a pergunta mais importante — mais do que preço. Rock e blues pedem single coils versáteis (Tagima TG-530, Strinberg TC120S). Metal e rock pesado pedem humbuckers de saída alta (Ibanez GRG121DX). Quem ainda não sabe bem o estilo sai ganhando com uma HSS versátil, como a Tagima TG-540 ou a Yamaha PAC112V.

2. Considere o tamanho físico de quem vai tocar

Guitarra não é tamanho único. Crianças até uns 12 anos costumam se dar melhor com corpos mais compactos — a Strinberg STS 100 e a TC120S são mais magras que a Squier Affinity, por exemplo. Adultos não costumam ter problema com nenhum modelo desta lista. Se der para testar segurando a guitarra antes de comprar, vale a pena.

3. Seja realista com o orçamento

Até R$ 1.100, a Strinberg STS 100 é a única opção sem ressalvas. Entre R$ 950 e R$ 1.600, TG-530, TC120S e TG-540 disputam a preferência. Acima de R$ 2.300, Ibanez e Squier entregam um salto real de qualidade. Esticar o orçamento em R$ 200–300 costuma valer mais a pena do que trocar de guitarra em 6 meses.

4. Leia avaliações reais, não só a nota

Nota alta com poucas avaliações diz pouco. Procure comentários específicos sobre afinação, ação das cordas de fábrica e ruído nos captadores — são os três problemas mais comuns em guitarra de entrada, e aparecem sempre nos comentários de quem já recebeu.

5. Não esqueça do amplificador (se for elétrica)

Nove dos dez modelos deste ranking são elétricos, e elétrica sem amp não serve para praticar de verdade. Um combo de 10W a 15W custa entre R$ 400 e R$ 700 e resolve para quarto e sala. Algumas lojas vendem kit com guitarra + amp + cabo — vale comparar o preço do kit com a compra separada antes de decidir.

6. Desconfie de preço baixo demais

Abaixo de R$ 700, o risco de trastes mal acabados e afinação instável sobe muito — já vimos isso de perto testando a STS 100, que é a mais barata que ainda recomendamos. Do outro lado, guitarra de R$ 5.000+ (como a Squier Classic Vibe) só faz sentido se o orçamento realmente permitir; não é necessária para aprender.

7. No fim, a melhor guitarra é a que sai do case

Já vi gente comprar a guitarra "perfeita" no papel e ela ficar encostada na parede porque o peso incomodava ou a cor não agradava. Prefira sempre o modelo que te dá vontade de pegar todo dia — é isso que constrói o hábito de praticar, muito mais do que qualquer spec na ficha técnica.

Cuidados e manutenção para a primeira guitarra

Guitarra de iniciante maltratada desafina, empena e perde valor de revenda rápido. Nenhum desses cuidados é complicado — é questão de criar o hábito nas primeiras semanas.

Armazenagem correta

Madeira é viva: incha com umidade e encolhe com o seco. Guarde a guitarra em local com temperatura estável, longe de janela com sol direto, ar-condicionado apontado para o corpo e — principalmente — garagem ou área de serviço úmida. Um case rígido ou soft case já resolve a maior parte do problema quando ela não está em uso.

Limpeza depois de tocar

Um pano seco nas cordas e no corpo depois de cada sessão já evita a maior parte da sujeira de suor e gordura da mão — que é o que mais acelera o desgaste das cordas e opaca o acabamento gloss. Uma vez por semana, um pano levemente úmido dá conta do resto. Produto de limpeza caseiro, álcool e acetona nunca — eles atacam o verniz.

Troca de cordas

Cordas velhas soam apagadas e desafinam com mais facilidade. Para quem está começando, trocar a cada 2–3 meses (ou quando o som ficar "morto") é suficiente. Um jogo custa entre R$ 30 e R$ 100, dependendo da marca — dá para comparar como fizemos no guia de como trocar as cordas da guitarra.

Regulagem profissional uma vez por ano

Ação das cordas, alinhamento dos trastes e afinação das tarraxas valem uma revisão anual com um técnico — em torno de R$ 80 a R$ 200. É o tipo de ajuste que transforma uma guitarra "difícil de tocar" em uma guitarra confortável, sem trocar de instrumento. Fizemos esse processo na TG-530 testada neste ranking e a diferença foi grande.

FREQUÊNCIA AÇÃO
Depois de cada sessãoPassar pano seco nas cordas e no corpo
SemanalLimpeza com pano levemente úmido
A cada 2–3 mesesTrocar as cordas
AnualRegulagem profissional (ação, trastes, afinação)

Qual eu compraria hoje? Por faixa de orçamento

parede de loja com dezenas de guitarras penduradas e etiquetas de preço à vista
Na parede da loja tudo parece equivalente. A etiqueta é que separa as faixas — e é nela que este guia se apoia.
🎸
Qual eu compraria hoje?

Até R$ 1.100: Strinberg STS 100 — entrega o essencial sem defeitos que impeçam o aprendizado.

R$ 950–1.400: Tagima TG-530. Para rock com ponte fixa → TC120S. Se preferir mais timbre → TG-530. Provavelmente pegaria a TG-530 sem pensar muito — o braço dela me pareceu mais confortável que várias concorrentes nessa faixa.

R$ 2.300–3.000: Ibanez GRX70QA — salto real de qualidade. Para rock e metal, a melhor escolha do ranking nessa faixa.

R$ 3.500–3.800: Yamaha PAC112V (versátil, coil-split) — compra para muitos anos.

Acima de R$ 5.400: Squier Classic Vibe 60s — som vintage e a melhor construção do ranking. Já é bem mais do que um iniciante precisa gastar, mas é a que menos pede upgrade depois.
⚠️
Cuidado com guitarras abaixo de R$ 700: trastes mal acabados, nut barato e setup ruim de fábrica dificultam o aprendizado. O instrumento vai desafinar constantemente. Vale esperar um pouco e começar com a STS 100 — faz diferença real.
Pronto para comprar?
Compare os preços no maior marketplace do Brasil
Preços mudam frequentemente. Vale checar agora no Mercado Livre antes de decidir.

Perguntas Frequentes

Qual a melhor guitarra para iniciantes até R$ 1.000?
A Strinberg STS 100 (R$ 850–1.100) é a única que fecha abaixo de R$ 1.000 sem defeitos que atrapalhem o aprendizado. Se der para esticar um pouco, a Tagima TG-530 (R$ 950–1.350) tem hardware melhor e vale a diferença. Detalhamos todas as faixas de preço em quanto custa uma guitarra para iniciantes em 2026.
É melhor começar com guitarra elétrica ou acústica?
Depende do estilo. Elétrica tem cordas mais finas — machuca menos no começo — e é ideal para rock e blues. Acústica não precisa de amp e é ótima para MPB, sertanejo e forró. Escolha pelo estilo, não pelo preço.
Preciso comprar amplificador junto com a guitarra elétrica?
Para praticar de verdade, sim. Um modelo de 10W a 15W entre R$ 400 e R$ 700 resolve para quarto e sala. Algumas guitarras são vendidas em kits com amp e cabo — vale verificar antes de comprar tudo separado.
Tagima ou Strinberg: qual é melhor para iniciantes?
As duas são confiáveis. A Tagima TG-530 tem hardware um degrau acima. A Strinberg STS 100 custa menos com acabamento igualmente honesto. Para iniciantes, o orçamento costuma decidir — e as duas são escolhas seguras. Comparamos as duas marcas e mais três em melhores marcas de guitarra em 2026.
Quanto tempo leva para aprender guitarra do zero?
Com 30 minutos diários, dá para tocar músicas simples em 2 a 3 meses. Um repertório razoável leva de 6 meses a 1 ano. O que importa é consistência — o instrumento não faz diferença se ele não sair do suporte.
De quanto em quanto tempo devo trocar as cordas da guitarra?
Para quem está começando, a cada 2 a 3 meses (ou quando o som ficar apagado) é suficiente. Quem toca todo dia costuma trocar mensalmente. Um jogo custa entre R$ 30 e R$ 100 — cordas novas sozinhas já deixam qualquer uma das guitarras deste ranking soando bem melhor.
Posso guardar a guitarra deitada ou é melhor no suporte?
Os dois funcionam, desde que longe de umidade, sol direto e variação forte de temperatura. Suporte de parede ou de chão deixa mais fácil pegar a guitarra e praticar — o que importa mais para quem está começando. Guardar dentro do case é a opção mais segura para quem viaja ou tem criança/pet em casa.
Qual guitarra deste ranking é melhor para cada estilo musical?
Para rock e blues, Tagima TG-530 ou Strinberg TC120S. Para metal e rock pesado, Ibanez GRG121DX (2 humbuckers). Para quem ainda não decidiu o estilo, a Tagima TG-540 ou a Yamaha PAC112V — ambas HSS — cobrem clean e distorção sem trocar de guitarra depois.