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GUITARRAS REVIEW Atualizado junho 2026 · 10 min de leitura

Strinberg STS-100 é Boa? Review da Strat Nacional de R$ 900

A strat nacional mais vendida do Brasil. Testamos tudo — corpo, braço, captadores e a ponte tremolo que todo mundo reclama — e damos uma resposta direta: compra ou não?

Quantas guitarras você já comprou achando que seria a última? A STS 100 aparece em praticamente toda lista de recomendação para iniciante no Brasil — mas será que ainda faz sentido em 2026, com o preço que ela tá?

Veredicto rápido: A Strinberg STS 100 custa entre R$ 600 e R$ 900 dependendo da cor e do vendedor. Acabamento acima da média para o preço, single coils que funcionam de verdade, braço confortável. O tremolo é o ponto fraco — nada grave se você não for agressivo com ele. Para primeira guitarra elétrica nacional, continua sendo uma das melhores escolhas do mercado.

# MODELO PREÇO MÉD. NOTA IDEAL PARA LINK
1 Strinberg STS 100 TOP PICK R$ 700–900 ★ 4.5 Blues, Rock, Pop Ver preço →
2 Tagima TG-530 R$ 800–1.000 ★ 4.4 Rock, Pop Ver preço →
3 Condor ST R$ 600–800 ★ 4.1 Iniciante Ver preço →
4 Yamaha PAC112V R$ 3.000–3.800 ★ 4.8 Intermediário Ver preço →
🏆 MELHOR ATÉ R$ 900
Strinberg STS 100
★★★★½ · R$ 700–900
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⚡ CUSTO-BENEFÍCIO
Tagima TG-530
★★★★½ · R$ 800–1.000
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💰 MAIS BARATA
Condor ST
★★★★ · R$ 600–800
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🎯 DEGRAU ACIMA
Yamaha PAC112V
★★★★★ · R$ 3.000–3.800
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Ficha Técnica

01
Strinberg STS 100
STRATO NACIONAL · MELHOR CUSTO-BENEFÍCIO ATÉ R$ 900
★★★★½ 4.5/5 (avaliação da redação)
CORPO
Basswood
BRAÇO
Maple (bolt-on)
ESCALA
Maple, 648mm
TRASTES
22 trastes médios
CAPTADORES
3x Single Coil
CONTROLES
1 vol + 2 tons + seletor 5 pos.
PONTE
Tremolo vintage 6 parafusos
PESO
±3,3 kg
✔ Prós
  • Acabamento brilhante caprichado para o preço
  • Corpo basswood leve — confortável em sessões longas
  • Single coils versáteis: blues, rock, pop e funk
  • Perfil C no braço — ótimo para mãos menores
  • Recebe upgrades sem problema (captadores, tarraxas)
✘ Contras
  • Tremolo vintage perde afinação com uso agressivo
  • Captadores têm zumbido em ambientes ruidosos
  • Setup de fábrica pede ajuste de ação
  • Não acompanha bag na maioria das compras
Vermelho Azul Preto Sunburst Redburst

Design e acabamento

detalhe do corpo da Strinberg STS 100: escudo mint, três captadores single coil e ponte com trêmolo
De perto: escudo mint, três single coils e o trêmolo. O acabamento sunburst é melhor do que a faixa de preço costuma entregar.

Tirando a STS 100 da caixa pela primeira vez, a impressão é boa — melhor do que o preço sugere. O acabamento em poliéster brilhante não tem bolhas, a tinta está bem aplicada e o hardware cromado segura a aparência.

A silhueta é claramente Stratocaster: contorno duplo no corpo, pickguard de três camadas, três captadores alinhados. Para quem quer esse visual clássico, a STS 100 entrega sem economia.

O peso fica em torno de 3,3 kg — leve o suficiente para não cansar os ombros em ensaios longos. Depois de umas duas horas tocando de pé, o peso não foi um problema real. O contorno traseiro do corpo ajuda muito quando sentado.

💡
Dica de upgrade barato: O pickguard vem parafusado e é fácil de trocar. Trocar por um pickguard de outra cor custa R$ 40–80 e muda completamente a cara da guitarra. É uma das personalizações mais impactantes por menos dinheiro.

Como ela soa na prática

Os três single coils têm o timbre claro e brilhante típico do formato. No clean, a posição do meio tem aquele ataque cristalino que funciona bem para funk e acordes em arpejo. As posições 2 e 4 entregam aquele quack característico das strats — perfeito para blues e soul.

No captador do braço o som fica mais gordo e suave, bom para solos lentos. Na ponte, mais agressivo e brilhante — funciona para rock com distorção leve. Testamos no canal limpo de um amp de 15W com EQ plana e o resultado foi melhor do que em algumas strats importadas da mesma faixa.

O problema clássico dos single coils baratos é o zumbido, e a STS 100 não foge disso. Em apartamento perto de monitor ou TV ligada, o hum aparece. Não é horrível, mas está lá. Se o seu contexto tem muito ruído elétrico, vale considerar uma guitarra com captadores hum-canceling.

⚠️
Atenção: O som da guitarra muda bastante com o amplificador. Se você está avaliando guitarras, sempre teste no mesmo amp para comparar com honestidade.
Som limpo e com distorção da STS 100, direto do captador — dá pra ouvir o zumbido dos single coils que mencionamos acima.
🎸 MELHOR PREÇO AGORA

A STS 100 costuma ter variação de preço entre vendedores. Vale checar o Mercado Livre agora para não perder promoção.

Construção e materiais

verso da Strinberg STS 100, com a chapa de junta do braço de quatro parafusos e a tampa do trêmolo
O verso conta o resto da história: braço parafusado com chapa de quatro parafusos e a tampa da cavidade do trêmolo.

O corpo em basswood é uma escolha prática: madeira leve com resposta equilibrada, sem exagero de graves ou agudos. O peso baixo é uma vantagem real para quem vai tocar de pé por mais de uma hora.

O braço de maple parafusado (bolt-on) é sólido. O perfil em C é confortável para mãos pequenas e médias. Os trastes saem de fábrica razoavelmente bem nivelados para o preço — mas ainda assim, um setup inicial num técnico faz diferença enorme no conforto. A ação que veio de fábrica no nosso exemplar estava um pouco alta, o que dificultava acordes na primeira casa.

A escala é de maple, com marcação de pontos pretos — o mesmo material do braço, num corpo só. Isso muda a manutenção: escala de maple vem selada com verniz, então nada de óleo de limão, que é coisa de rosewood. Aqui basta um pano seco depois de tocar. O verniz também deixa o tato mais liso e escorregadio, o que a maioria dos iniciantes acha mais fácil para deslizar entre as casas.

O ponto que mais divide opiniões é a ponte tremolo vintage de 6 parafusos. Para vibratos suaves funciona bem — aquele balanço delicado nos solos de blues. Mas mergulhos exagerados tiram a afinação. Não é um defeito da Strinberg especificamente, é uma limitação do sistema. Quem precisa de tremolo estável para uso intenso precisa olhar para Floyd Rose — mas aí estamos falando de outra faixa de preço.

Como ela se compara às concorrentes

Será que gastar R$ 200–300 a mais realmente faz diferença? Na faixa até R$ 1.000, as principais concorrentes são a Tagima TG-530 e a Condor ST. Veja o que cada uma entrega:

# MODELO CORPO CAPTADORES PREÇO MÉD. NOTA
1 Strinberg STS 100 Basswood SSS R$ 700–900 ★ 4.5
2 Tagima TG-530 Basswood SSS R$ 800–1.000 ★ 4.4
3 Condor ST Alder SSS R$ 600–800 ★ 4.1

A Tagima TG-530 costuma sair levemente mais cara, com hardware um pouco mais robusto. A STS 100 fica bem no meio do caminho: acabamento superior à Condor, preço mais acessível que a Tagima na maioria das lojas. Comparada diretamente, achei o braço da TG-530 um pouco mais fino — questão de preferência pessoal. Se o orçamento for ainda mais apertado, vale conferir também nossa review da Memphis MG30, a strato mais barata da linha Tagima.

Veredicto: compra ou não?

A STS 100 é uma boa guitarra de entrada. Não tem defeitos que impeçam o aprendizado — e isso, para o preço, já é muito.

O acabamento está acima da média da categoria. O braço é confortável. Os single coils funcionam de verdade. O tremolo tem limitações, mas não vai estragar o seu som se você usar com cuidado.

Para iniciantes que querem uma strat nacional confiável até R$ 900, a STS 100 é uma das melhores escolhas do mercado. Para quem já toca há algum tempo e quer uma segunda guitarra para experimentar pedais e afinações alternativas, também faz sentido.

Quem não deveria comprar: guitarristas intermediários que precisam de um instrumento mais exigente, ou quem depende muito do tremolo. Nesses casos, vale olhar para faixas acima de R$ 1.500.

🎸
Qual eu compraria hoje?

Se o orçamento é até R$ 900, a STS 100 sem pensar muito. O acabamento e o conforto no braço colocam ela acima das opções mais baratas. Se eu tivesse R$ 1.200 disponíveis, compararia com a Tagima TG-540 antes de decidir — o hardware dela é visivelmente mais robusto. E se tivesse R$ 2.500, a Yamaha PAC112V ganharia fácil: outra liga completamente.
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Perguntas Frequentes

A Strinberg STS 100 é boa para iniciantes?
Sim. A STS 100 tem ação ajustável, peso confortável e single coils versáteis que funcionam bem para rock, blues e pop. É uma das strats nacionais mais recomendadas até R$ 900 — e não é por acaso que aparece em praticamente todo guia de compra de guitarra nacional.
Qual a diferença entre a STS 100 e a STS 200?
A STS 200 tem captadores de qualidade superior e hardware levemente melhorado. Para quem está começando, a diferença não é significativa o suficiente para justificar o preço maior. Faz mais sentido comprar a STS 100 e investir o restante num amplificador decente.
A Strinberg STS 100 desafina com o tremolo?
Um pouco, sim. O tremolo vintage de 6 parafusos não é o sistema mais estável. Vibratos suaves em solos não atrapalham. Mergulhos exagerados tiram a afinação. Uma dica prática: engraxe os pontos de contato das cordas — no nut e nos cavaletes — e o problema diminui bastante.
Vale a pena trocar os captadores da STS 100?
Depende do seu nível. Se está começando, os captadores originais cumprem bem. Quando evoluir e o som começar a limitar, a troca faz sentido — e a STS 100 recebe upgrades sem problema. Captadores Seymour Duncan ou DiMarzio no padrão strat encaixam direto.
A STS 100 vem com case ou bag?
Depende do vendedor e do kit. Em muitas lojas ela vem apenas com a guitarra. Vale confirmar antes de comprar. Algumas lojas oferecem kits completos com bag, cabo e correia — às vezes por menos do que comprando tudo separado.
Quanto custa a Strinberg STS 100 em 2026?
O preço médio fica entre R$ 700 e R$ 900, dependendo da cor e do vendedor. Azul e preto costumam ser mais fáceis de achar com desconto. Sunburst e Redburst às vezes são um pouco mais caros pela demanda maior.

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