Comparativo rápido: Gibson ES-335 60s e as alternativas
Quanto custa o som de uma guitarra semiacústica de verdade? A tabela coloca a ES-335 60s ao lado de três instrumentos reais do Mercado Livre, com preços conferidos em 02/11/2026. Todas são semiocas, com dois humbuckers e corpo de duplo recorte; o que muda é a marca, a madeira, o acabamento e a conta no fim do mês.
| # | MODELO | CORPO / CAPTADORES | PREÇO MÉDIO | VEREDITO | VER PREÇO |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Gibson ES-335 60s Cherry | Maple e poplar · bloco central · braço de mogno · laca de nitrocelulose | R$ 52.696 | A ORIGINAL | Ver preço → |
| 2 | Epiphone ES-335 Dot Vintage Sunburst | Semiacústica · escala de 628,65 mm · acabamento gloss | R$ 9.418 | 1/5 DO PREÇO | Ver preço → |
| 3 | Ibanez Artcore AS73 Tobacco Brown | Linden laminado · braço de nyatoh · cerâmicos Classic Elite | R$ 5.918 | OUTRA PEGADA | Ver preço → |
| 4 | Strinberg SHS300 Red | Basswood escavado · maple colado · humbuckers cerâmicos | R$ 2.956 | ENTRADA | Ver preço → |
🎸 Top Picks — Escolha Rápida
Gibson ES-335 60s e as 3 alternativas que valem o clique
Cada card traz ficha, preço e o que eu olharia antes de fechar. Os dados vêm dos anúncios do Mercado Livre, conferidos em 02/11/2026, e como os vendedores mudam preço e estoque sem avisar, confirme o valor no botão. Quem ainda compara marcas pode passar antes pelo guia guitarra Gibson é boa?, que mostra a ES-335 ao lado da Les Paul, da SG e da Flying V.
A Gibson ES-335 60s é a guitarra que a Gibson lançou em 1958 e que nunca saiu de linha. A ficha do anúncio traz corpo em camadas de maple, poplar e maple, braço de mogno, diapasão de pau-rosa, escala de 628,65 mm e acabamento em verniz de nitrocelulose brilhante, na cor Cherry. É a receita das ES-335 de 1960: um corpo semioco com um bloco de madeira maciça no meio, que segura a microfonia e dá sustain de guitarra sólida com o ar aberto de uma caixa acústica.
No Mercado Livre, o anúncio de catálogo marcava R$ 52.696, com 7% de desconto sobre R$ 57.278, em 12 vezes de R$ 4.391 sem juros. O vendedor é uma loja com mais de 100 vendas, o estado é novo e o aviso era de última unidade em estoque, sem avaliações do produto. Um detalhe de conferência: o anúncio não lista o modelo dos captadores, então peça ao vendedor a ficha completa antes de pagar. Outras cores da ES-335, como a Antique Natural e a Iced Tea, apareciam por volta de R$ 59.800.
- ✔ Bloco central: sustain de maciça com a abertura de uma semiacústica
- ✔ Nitro, mogno e pau-rosa: a construção vintage original
- ✔ Valor de revenda muito acima de qualquer cópia
- ✔ Som de referência para blues, jazz e rock clássico
- ✘ R$ 52.696: o preço de uma boa moto usada
- ✘ Anúncio sem avaliações e com ficha de captadores incompleta
- ✘ Instrumento delicado, exige cuidado com umidade e batidas
A Epiphone ES-335 Dot é o jeito mais comum de ter o desenho da ES-335 sem pagar preço de Gibson. O nome vem dos marcadores em ponto (dot) no diapasão, e a descrição do anúncio fala em corpo semiacústico que reduz a realimentação em volumes altos, escala de 628,65 mm e acabamento gloss. O anúncio não detalha madeiras e captadores, então vale pedir a ficha ao vendedor. Em geral, a Dot vem com dois humbuckers e braço colado, como a original.
O preço consultado era R$ 9.418, em 12 vezes de R$ 784,88 sem juros, com duas unidades disponíveis, cerca de R$ 43 mil abaixo da Gibson. Para entender por que esse formato funciona tão bem para quem não toca só metal, leia o guia guitarra semiacústica vale a pena? e a comparação guitarra Epiphone é boa?.
- ✔ O formato ES-335 com um décimo do risco financeiro
- ✔ Escala de 628,65 mm, a mesma da Gibson
- ✔ Duas unidades disponíveis e frete grátis
- ✔ A semiacústica mais vendida da faixa de R$ 10 mil
- ✘ R$ 9.418: ainda é dinheiro para quem está começando
- ✘ Anúncio sem avaliações e sem ficha de captadores
- ✘ Não tem a laca de nitrocelulose nem o valor de revenda da Gibson
A Ibanez AS73 pertence à linha Artcore e segue o mesmo desenho de duplo recorte da Gibson ES-335, mas com uma receita bem própria. A ficha do anúncio informa laterais, fundo e tampo de linden laminado, braço de nyatoh, diapasão de nogueira e captadores Classic Elite cerâmicos, que entregam um timbre encorpado e mais moderno que o dos humbuckers vintage.
O anúncio consultado marcava R$ 5.918, em 12 vezes de R$ 493,24 sem juros, vendido por uma loja especializada. É uma boa pedida para quem curte jazz e blues mais limpos e quer pagar bem menos que a Epiphone. Um ponto de honestidade: o guitarra Ibanez é boa? mostra que a marca é mais conhecida por guitarras rápidas, e a AS73 é a exceção confortável da linha.
- ✔ Preço de R$ 5.918, bem abaixo da Epiphone
- ✔ Captadores cerâmicos de saída generosa
- ✔ Corpo laminado, resistente e sem muito cuidado
- ✔ Fabricada na Indonésia, com bom acabamento
- ✘ Timbre menos vintage que o da ES-335
- ✘ Cerâmicos soam mais duros que um Alnico em limpo
- ✘ Anúncio sem avaliações de compradores
A Strinberg SHS300 é a forma mais barata de sentir o que é uma semioca antes de investir na ES-335. Segundo a nossa review da Strinberg SHS300, ela traz corpo de basswood escavado, braço de maple colado, escala de 24,75", dois humbuckers cerâmicos e ponte Tune-O-Matic, o que a deixa bem perto da ficha das semiacústicas de marca.
O preço consultado era R$ 2.956, em 12 vezes de R$ 284,21 com o Mercado Parcelado, acima da faixa de R$ 2.000 a R$ 2.500 citada na review, o que mostra como o valor oscila. Em compensação, é a única opção deste artigo que cabe no orçamento de quem ainda está no primeiro ano de estudo; veja o ranking das 10 melhores guitarras para iniciantes para comparar.
- ✔ Braço colado, raro nessa faixa de preço
- ✔ Menos de R$ 3 mil para entrar no mundo das semiocas
- ✔ Circuito completo, com dois volumes e dois tones
- ✔ Marca brasileira, com peças fáceis de encontrar
- ✘ Basswood e cerâmicos soam mais leves que maple e Alnico
- ✘ Ação alta de fábrica na maioria dos exemplares
- ✘ Microfonia em volume alto com muito ganho
O que é a Gibson ES-335 60s e a quem ela se destina
Qual guitarra consegue soar bem em um bar de jazz e em um palco de rock? Muito provavelmente a ES-335, e a ES-335 60s é a versão da Gibson que repete o desenho lançado em 1958, o primeiro modelo semioco de sucesso comercial. O nome mistura o código ES, de Electric Spanish, com o número 335, e o resultado é um instrumento que dividiu o mundo entre quem queria uma maciça e quem queria uma acústica elétrica.
A Gibson ES-335 60s não é uma guitarra para o primeiro mês de estudo, e vale dizer isso com todas as letras. Ela é para quem já toca, sabe o que quer do timbre e procura uma guitarra de longa vida, para tocar por décadas e ainda revender. Se você ainda está montando o primeiro setup, o ranking das 10 melhores guitarras para iniciantes resolve a compra com muito menos dinheiro. Para entender o formato antes de gastar, leia o guia dos tipos de guitarra.
O comprador típico da ES-335 60s toca blues, jazz, soul ou rock clássico, grava em estúdio ou tem um segundo instrumento ao lado de uma Les Paul ou de uma Stratocaster. É um dos poucos casos em que o preço alto faz sentido: o valor de revenda de uma Gibson original raramente cai, e o formato tem 65 anos de uso que o comprovam.
Ficha técnica da Gibson ES-335 60s, item por item
A ficha abaixo vem do anúncio de catálogo no Mercado Livre, conferido em 02/11/2026. Use como roteiro de conferência na chegada: numa guitarra deste preço, qualquer divergência merece contato imediato com o vendedor.
| ITEM | GIBSON ES-335 60S |
|---|---|
| Corpo | Semioco · maple, poplar e maple em camadas · bloco central |
| Acabamento | Laca de nitrocelulose brilhante · cor Cherry |
| Braço | Mogno · destro |
| Diapasão | Pau-rosa |
| Comprimento da escala | 628,65 mm (24,75 polegadas) |
| Cordas | 6 |
| Origem | Estados Unidos |
| Captadores | Dois humbuckers (modelo não detalhado no anúncio) |
| Preço consultado | R$ 52.696 em 02/11/2026 |
Três números pesam no uso. O primeiro é a escala de 628,65 mm, mais curta que a da Stratocaster (648 mm): as cordas ficam mais macias e os bends saem com menos esforço. O segundo é o bloco central de maple, que une o tampo ao fundo e dá à ES-335 60s o sustain de uma guitarra sólida. O terceiro é a laca de nitrocelulose, fina e porosa, que deixa a madeira respirar, mas marca com o uso, o que muita gente considera parte do charme.
Bloco central e corpo em camadas: o que sustenta o timbre
O som da Gibson ES-335 60s nasce da construção. O corpo é feito de camadas finas de maple e poplar prensadas em formato de caixa, com f-holes nos dois lados, e por dentro corre um bloco de maple maciço do braço até a ponte. É esse bloco que impede a guitarra de apitar como uma acústica amplificada, e é ele que mantém as notas longas.
Atenção a um detalhe de honestidade: o corpo laminado soa diferente de uma tábua maciça de mogno, como a da Les Paul. Há mais ar, mais resposta e menos massa, e a ES-335 responde ao toque da palheta com um som que respira. Para comparar construção e peso com uma maciça, leia a review da Gibson Les Paul Standard 60s, que mostra o outro lado da história da marca.
Braço de mogno e diapasão de pau-rosa: o que muda na mão esquerda
O braço da Gibson ES-335 60s é de mogno, colado ao corpo, com diapasão de pau-rosa. Na prática, o conjunto entrega conforto e uma pegada firme: o perfil mais fino das ES-335 dos anos 1960 favorece solos rápidos e acordes com pestana, e quem vem de uma Stratocaster costuma estranhar a escala mais curta, mas se acostuma em poucos dias.
A escala de 24,75" deixa as cordas com tensão baixa, e os bends saem sem esforço. A regulagem é o que mais surpreende quem sobe de uma guitarra barata: a ponte tune-o-matic permite ajustar altura e oitava de cada corda. Aprenda o básico em como regular a ação das cordas e escolha o jogo no guia das melhores cordas para guitarra; um calibre .010 é a escolha mais segura.
Humbuckers: o som quente da Gibson ES-335 60s
Os captadores definem o timbre. A Gibson ES-335 60s usa dois humbuckers, e o que se espera de uma ES-335 original é um par de captadores de timbre vintage, com graves redondos, médios cremosos e agudos suaves. O anúncio consultado não informa o modelo, então confirme com o vendedor se o par é o da linha Original antes de pagar.
Na prática, o captador do braço entrega timbres quentes para blues, jazz e solos lentos, e o da ponte soa aberto e mordaz para rock. A chave de três posições deixa soar cada captador sozinho ou os dois juntos. Para entender por que um humbucker soa assim, leia single coil vs humbucker.
Ponte, tailpiece e controles: o hardware da Gibson ES-335 60s
O hardware da ES-335 60s é discreto, mas faz diferença. A ponte tune-o-matic com tailpiece trava as cordas no corpo e permite regular a oitava de cada corda, o que ajuda a entonação em todo o braço. As tarraxas precisam segurar a afinação mesmo com bends frequentes, e é o primeiro ponto que vale conferir na chegada.
Os controles seguem o padrão das Gibson de dois captadores: dois volumes e dois tones, um para cada captador, mais a chave seletora de três posições. Esse arranjo permite misturar os captadores em proporções diferentes e é um dos motivos da versatilidade da guitarra para quem aprende a usar os quatro botões.
Som e estilos: blues, jazz e rock na ES-335 60s
Que tipo de música a Gibson ES-335 60s faz melhor? Blues, jazz, soul, rock clássico e indie. O timbre de braço, no limpo, é o som de incontáveis solos de blues, e o de ponte, com ganho médio, é o som do rock dos anos 1960 e 1970. Eric Clapton usou uma ES-335 de 1964 na época do Cream, e Larry Carlton ganhou o apelido de "Mr. 335" tocando uma.
Existe um limite honesto: para metal e ganhos muito altos, uma maciça aguenta melhor, porque a semioca volta com microfonia. Para treinar solos, comece pela escala de blues na guitarra e depois passe à escala pentatônica, sempre com o captador do braço e o tone em 7.
Peso e conforto: o ponto honesto da Gibson ES-335 60s
Existe um assunto que os vendedores evitam: o peso e o tamanho. A Gibson ES-335 60s é mais leve que uma Les Paul, em geral entre 3,5 e 3,8 kg conforme o exemplar, mas o corpo largo e profundo é volumoso e pede mais espaço no palco e na capa. Antes de comprar, vale tocar o instrumento de pé, com correia, por pelo menos meia hora.
Uma boa correia larga distribui o peso, e o guia da correia de guitarra explica como escolher. Para transporte, uma capa acolchoada protege o acabamento em nitro; veja a capa para violão e guitarra. Evite deixar a guitarra perto de janelas e carros fechados: o nitro sofre com calor.
Amplificador e pedais para a Gibson ES-335 60s
Uma ES-335 60s pede um amplificador à altura, e a combinação clássica é um combo de 15 a 30 W com ganho baixo, para explorar o limpo quente e o crunch suave. O comparativo entre amplificador valvulado e transistorizado ajuda a decidir, e o ranking dos melhores amplificadores de guitarra lista opções por faixa de preço.
Sobre pedais, o primeiro costuma ser um overdrive de ganho baixo, que empurra o amplificador sem sujar demais. Veja a diferença entre distorção e overdrive. Com a semioca, evite distorção pesada em volume alto, porque o corpo oco vibra e realimenta. Um cabo de qualidade completa o kit.
A Gibson ES-335 60s vale o preço? Quando faz sentido gastar R$ 52 mil
A conta é direta: a ES-335 60s custa R$ 52.696, a Epiphone Dot, R$ 9.418, a Ibanez AS73, R$ 5.918 e a Strinberg SHS300, R$ 2.956. A diferença para a Dot é de R$ 43.278, o suficiente para comprar a Dot, um bom amplificador e ainda sobra para viajar. O que a Gibson entrega a mais é nitro, madeira selecionada, fabricação americana e valor de revenda que se mantém.
Outro caminho é o mercado de usados: veja o guia guitarra usada vale a pena? antes de pagar caro por um instrumento sem garantia. Se o dinheiro é o limite, pense em onde gastar mais: guitarra ou amplificador: uma Epiphone com um bom amplificador soa melhor do que uma Gibson com um combo ruim.
Gibson ES-335 60s ou Epiphone Dot, Ibanez e Strinberg?
A pergunta que mais aparece é: ES-335 60s ou Epiphone Dot? Depende de três pontos. O primeiro é o orçamento: R$ 52.696 contra R$ 9.418. O segundo é o acabamento: laca de nitrocelulose na Gibson e verniz gloss na Epiphone. O terceiro é o valor de revenda, maior na Gibson. A comparação de marcas está no guia guitarra Epiphone é boa?.
Quem quer outra pegada encontra na Ibanez AS73 um timbre mais moderno, e quem está começando acha na Strinberg SHS300 o menor risco. Para ver o formato ao lado de outras linhas, leia o guia da guitarra semiacústica; para comparar a Gibson com outros modelos clássicos, a review da Gibson Flying V mostra o lado mais agressivo da marca.
Veredito: vale a pena comprar a Gibson ES-335 60s?
Vale, para o perfil certo. A Gibson ES-335 60s entrega bloco central, corpo em camadas de maple e poplar, braço de mogno, pau-rosa e nitro por R$ 52.696, com a vantagem de ser a referência do formato. Os pontos fracos são o preço, o anúncio sem avaliações e a ficha de captadores incompleta. Para quem não precisa de uma Gibson, as alternativas deste artigo resolvem a maior parte do caminho.
Se eu estivesse comprando hoje, pagaria a Epiphone Dot (R$ 9.418) para ter o formato clássico com o melhor custo, a ES-335 60s (R$ 52.696) se o orçamento permitisse a original, a Ibanez AS73 (R$ 5.918) para um timbre mais moderno e a Strinberg SHS300 (R$ 2.956) para testar a semioca com o menor risco.
Para a maioria, a Epiphone Dot, pelo equilíbrio entre formato e preço. Para quem quer a original, a Gibson ES-335 60s. Para gastar o mínimo, a Strinberg SHS300.