Início Comparativos Yamaha F310 vs Tagima Memphis AC60
Violão Yamaha F310 dreadnought em pé sobre bancada de madeira
VIOLÕES COMPARATIVO 8 min de leitura

Violão Yamaha vs Tagima: Comparativo Direto

Os dois violões de aço mais recomendados pra quem está começando no Brasil. Um japonês com fama de infalível, outro nacional bem mais barato. Coloquei os dois lado a lado — corda por corda — pra ver se a diferença de preço se justifica.

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Resposta direta: A Yamaha F310 tem acabamento mais consistente, som mais equilibrado e controle de qualidade mais rígido — é a compra mais segura. A Tagima Memphis AC60 custa menos e entrega o essencial, mas a ação de fábrica varia mais de unidade pra unidade. Se o orçamento aguenta os dois, vá de Yamaha. Se cada real conta, a Tagima ainda cumpre o papel.
Yamaha F310 Tagima Memphis AC60
Preço médio R$ 900–1.150 R$ 550–750
Tipo Dreadnought, cordas de aço Folk, cordas de aço
Tampo Spruce (laminado) Spruce (laminado)
Corpo/fundo Meranti Mogno (agatis)
Braço Nato, perfil confortável Mogno, perfil um pouco mais grosso
Tarraxas Fechadas, giro suave Fechadas, um pouco mais duras
Peso ~2,0 kg ~1,9 kg
Melhor pra Iniciante que quer acerto garantido Orçamento mais apertado
Nota ★★★★★ 4,8 ★★★★☆ 4,3
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Construção e acabamento

detalhe do tampo e roseta de violão acústico, verniz brilhante e acabamento uniforme
O tampo é onde a diferença de acabamento mais aparece nessa faixa de preço.

Peguei uma F310 na loja e o verniz estava impecável — sem bolha, sem marca de lixa mal feita nas bordas do tampo. Já peguei duas Memphis AC60 diferentes ao longo dos anos dando aula, e o acabamento variou: uma estava ótima, a outra tinha um filete meio torto no aro. Não é regra, mas o controle de qualidade da Yamaha é notavelmente mais rígido.

A colagem do braço também conta história parecida. Na Yamaha, o encaixe braço-corpo é justo, sem folga perceptível. Na Tagima, já vi unidade com uma leve sensação de "jogo" nessa junção — nada que afete a tocabilidade no dia a dia, mas é o tipo de detalhe que separa fábrica com processo maduro de fábrica que ainda está ajustando linha.

Isso não quer dizer que toda Memphis AC60 vem com problema. A maioria que vejo em lojas está correta. Só que a variação existe — com a Yamaha, essa loteria praticamente não acontece.

Como cada um soa

Toquei os dois na mesma sala, mesmas cordas (Elixir Nanoweb 0.012), pra tirar a variável de fora. A Yamaha F310 tem um som mais equilibrado entre grave e agudo — o dreadnought entrega volume sem que o grave engula as notas do meio. Rasgueios em acordes abertos soam cheios, mas não abafados.

A Tagima Memphis AC60 tem um pouco mais de grave — o fundo de mogno (agatis) dá um "corpo" gostoso pro violão, mas em compensação o agudo fica menos definido. Dedilhados mais delicados perdem um pouco de clareza comparado com a Yamaha.

No sustain, a Yamaha segura a nota por mais tempo antes de morrer — detalhe que faz diferença em baladas e dedilhado lento. Se o seu estilo é mais rasgueio e acordes abertos, a diferença é menor. Se você faz muito dedilhado e valoriza clareza nota a nota, a Yamaha entrega mais.

💡
Detalhe que notei: As cordas de fábrica de ambos são medianas — na primeira semana, troque por um encordoamento melhor (tipo Elixir ou D'Addario). Isso muda mais o som do que a diferença entre as duas marcas.

Braço e ação de fábrica

O braço da F310 é de nato, perfil fino que cabe bem em mão pequena — inclusive é o violão que mais recomendo pra criança ou adolescente iniciando. A ação de fábrica que peguei estava baixa o suficiente pra não machucar o dedo nas primeiras semanas, sem trastejar.

O braço da Memphis AC60 é de mogno, um pouco mais grosso na mão. Não é ruim, mas quem tem mão pequena sente mais esforço no início. A ação de fábrica é onde mais notei diferença entre unidades: uma estava confortável, outra exigia mais pressão nas primeiras casas — sinal de que precisaria de uma regulagem de ação logo de cara.

Se você é professor ou vai comprar pra uma criança, esse detalhe pesa bastante. Ação alta desanima iniciante rápido — a mão dói e a vontade de praticar cai.

Afinação e tarraxas

headstock de violão acústico com tarraxas fechadas cromadas
Tarraxa que gira solta ou range é o primeiro sinal de economia de fábrica.

As tarraxas da Yamaha giram macio, sem folga, e o violão segura afinação por dias mesmo com uso diário. A Tagima tem tarraxas funcionais, mas um pouco mais duras de girar — e nas primeiras semanas desafina um pouco mais rápido, principalmente enquanto as cordas ainda estão "assentando".

Isso melhora bastante depois da primeira troca de cordas em qualquer um dos dois. Mas se você é aluno iniciante que ainda não sabe afinar de ouvido, esse detalhe da Yamaha é uma vantagem real — menos frustração na primeira semana. Vale a pena já ir acostumando com um afinador clip-on em ambos os casos.

O elefante na sala: preço

A Tagima Memphis AC60 fica em torno de R$ 550–750. A Yamaha F310, entre R$ 900–1.150. É uma diferença de R$ 300 a R$ 400 — relevante pra quem está decidindo se compra o violão ou o kit completo (capa, afinador, cordas extras).

A Yamaha justifica o preço? Na maior parte dos casos, sim. O controle de qualidade mais consistente significa menos chance de pegar uma unidade problemática, e isso vale dinheiro — principalmente pra quem não tem experiência pra notar um defeito na loja. Mas se o orçamento realmente não fecha, a Tagima cumpre o papel de um primeiro violão sem vergonha.

Prós e contras — resumo por violão

Yamaha F310

✔ Prós
  • Controle de qualidade mais rígido — menos loteria na compra
  • Som equilibrado entre grave e agudo
  • Braço fino, confortável pra mão pequena
  • Tarraxas macias, segura afinação por mais tempo
  • Facilidade de revenda — marca mais conhecida
✘ Contras
  • R$ 300–400 mais caro que a Memphis AC60
  • Grave um pouco menos encorpado
  • Modelo básico, sem captação (precisa de outro modelo pra plugar)

Tagima Memphis AC60

✔ Prós
  • R$ 300–400 mais barato que a Yamaha F310
  • Grave mais encorpado — fundo de mogno
  • Marca nacional, assistência mais fácil de achar
  • Mais leve — ~100g a menos
✘ Contras
  • Ação de fábrica varia mais entre unidades
  • Tarraxas mais duras — desafina mais nas primeiras semanas
  • Braço mais grosso — menos confortável pra mão pequena
  • Agudo menos definido no dedilhado
🎸
Qual eu compraria hoje?

Dou aula pra iniciante há anos e, entre os dois, ainda indico a Yamaha F310 na maioria das vezes. Não é porque a Tagima seja ruim — é porque o risco de pegar uma unidade com ação alta ou desafinando toda hora é menor com a Yamaha, e isso importa muito no primeiro mês de aula, quando qualquer dificuldade extra pode fazer o aluno desistir.

Mas se o orçamento realmente não fecha os R$ 300–400 a mais, a Memphis AC60 resolve. Só recomendo já reservar uma verba pra uma regulagem de ação, caso a unidade venha mais dura que o ideal.

Por faixa de orçamento:
— Até R$ 750 → Tagima Memphis AC60 sem dúvida
— Acima de R$ 900 → Yamaha F310 vale o investimento

Perguntas Frequentes

Violão Yamaha F310 ou Tagima Memphis AC60: qual comprar?
Se o orçamento é o mais apertado possível, a Memphis AC60 é mais barata e entrega o essencial. Se você pode esticar um pouco mais, a Yamaha F310 tem acabamento mais consistente e é a compra mais segura pra quem está começando.
O violão Yamaha F310 é bom para iniciante?
Sim. É um dos violões mais vendidos do mundo para iniciantes. Tampo de spruce, corpo dreadnought, ação de fábrica geralmente boa e controle de qualidade mais rígido que a média da faixa de preço.
O violão Tagima Memphis AC60 é bom?
Para o preço, sim. É um violão de aço nacional com boa projeção sonora e braço confortável. A ação de fábrica varia mais de unidade pra unidade que a Yamaha, então vale testar ou já reservar uma verba pra regulagem.
Qual violão afina melhor: Yamaha F310 ou Tagima Memphis AC60?
As tarraxas da Yamaha seguram afinação por mais tempo e giram com mais suavidade. A Tagima desafina um pouco mais nas primeiras semanas — período normal de acomodação das cordas — mas estabiliza depois da primeira troca de cordas.
Onde comprar com melhor preço?
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