Tabela comparativa
| # | Modelo | Eletrônica | Trastes | Corpo | Preço | Ver preço | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 01 | Tagima TBM-5 | Ativo | 21 | Basswood | R$ 1.450–1.600 | ENTRADA | Ver preço → |
| 02 | Tagima Millenium 5 | Ativo | 24 | Basswood | R$ 1.600–1.700 | TOP PICK | Ver preço → |
| 03 | Strinberg SAB55 DW | Ativo | 24 | Ash | R$ 1.850–2.000 | MADEIRA | Ver preço → |
| 04 | Strinberg JBS155AD | Ativo/passivo | 21 | Basswood | R$ 1.950–2.100 | PALCO | Ver preço → |
| 05 | Squier Classic Vibe '70s V | Passivo | 20 | Poplar | R$ 5.500–5.900 | NUT 47,6 MM | Ver preço → |
| 06 | Yamaha TRBX305 | Ativo/passivo | 24 | Mogno | R$ 3.030–3.450 | PREMIUM | Ver preço → |
🔥 Top Picks — Escolha Rápida
O que muda de verdade na quinta corda
A propaganda diz que você ganha cinco semitons graves. Verdade. Mas a conta completa tem três itens que ninguém coloca no anúncio.
O braço sofre mais. A si adiciona tensão e o braço tende a entortar com mais facilidade que num 4 cordas. Por isso o tirante bilateral — que ajusta nos dois sentidos — deixa de ser luxo. Dois modelos desta lista têm.
O amplificador precisa acompanhar. A si desce a cerca de 31 Hz. Falante de 8 polegadas não reproduz isso; você escuta o harmônico e acha que o baixo é fraco. Se você vai de 5 cordas, veja nosso comparativo de cubos para baixo — a partir de 10 polegadas.
A mão precisa se adaptar. Cinco cordas no mesmo espaço significa cordas mais juntas ou braço mais largo. A largura do nut vira a especificação mais importante da ficha, e quase ninguém olha.
1. Tagima TBM-5 — O Mais Barato Que Vale
Entrar no mundo das 5 cordas por menos de R$ 1.600 costumava significar instrumento ruim. O TBM-5 quebra isso com um argumento específico: captador MM único na posição central, que é justamente onde o si grave soa mais definido.
Passei um tempo com o branco de escudo tortoise e o que mais me chamou atenção foi o equilíbrio entre as cordas — defeito comum em 5 cordas baratos é a si sumir ao lado da mi. Aqui ela aparece.
O que decepciona: 21 trastes são poucos para quem quer subir no braço, e o raio de 10" é mais curvo que o padrão moderno, o que atrapalha um pouco quem toca com ação baixa. E, sendo ativo, ele para de funcionar quando a pilha de 9V acaba — não tem chave passiva de emergência como o Yamaha.
- ✔ O mais barato que ainda entrega si definida
- ✔ Captador MM bem posicionado
- ✔ EQ ativo de 3 bandas
- ✔ Equilíbrio de volume entre as cordas
- ✘ Só 21 trastes
- ✘ Sem chave passiva se a pilha acabar
- ✘ Raio de 10" é curvo para o padrão atual
2. Tagima Millenium 5 — O Equilíbrio da Lista
Por cerca de R$ 150 a mais que o TBM-5 você ganha três trastes a mais, um segundo captador e um raio de 14", que é bem mais plano e confortável. É o melhor upgrade por real desta lista.
Os dois soap bars com controle de balanço resolvem a limitação do irmão mais barato: dá para fechar no captador do braço e ter grave gordo, ou abrir no da ponte e ter aquele ataque seco de dedilhado. A ponte high-mass ajuda no sustain — nota longa não morre.
O ponto fraco é o mesmo de quase todo baixo nacional nessa faixa: a ação de fábrica vem alta. Precisei baixar o tirante e os saddles para deixar confortável. Não é defeito, é regulagem — mas conte com uma visita ao luthier ou uma tarde aprendendo a fazer. Se você nunca regulou nada, veja como regular a ação das cordas.
- ✔ 24 trastes e raio 14", bem mais plano
- ✔ Dois soap bars com balanço
- ✔ Ponte high-mass segura o sustain
- ✔ Upgrade barato em relação ao TBM-5
- ✘ Ação de fábrica alta, pede regulagem
- ✘ Sem chave passiva
- ✘ Basswood é madeira sem graça nenhuma
3. Strinberg SAB55 DW — A Madeira Faz Diferença
Aqui a conversa muda de assunto. Enquanto os Tagima usam basswood — madeira barata, leve e sonoramente neutra — o SAB55 traz corpo em ash maçiço, que é mais denso e devolve mais médio. Em ensaio isso significa aparecer na mistura sem precisar abrir o volume.
O acabamento fosco natural mostra o veio da madeira e envelhece bem — não marca digital como os gloss. O tirante bilateral é um detalhe técnico que quase ninguém menciona e que importa muito num 5 cordas: a tensão extra da si entorta braço, e poder ajustar nos dois sentidos evita dor de cabeça.
Contrapartida: ash é pesado. Depois de uma hora de pé o ombro reclama, e esse é o baixo mais cansativo da lista de usar em ensaio longo. O acabamento fosco também é mais difícil de limpar suor — mancha e você precisa de pano seco na hora.
- ✔ Corpo em ash maçiço, mais médio na mistura
- ✔ Tirante bilateral, essencial em 5 cordas
- ✔ 24 trastes
- ✔ Acabamento fosco envelhece bem
- ✘ O mais pesado da lista
- ✘ Fosco mancha com suor
- ✘ Ficha oficial não informa raio nem comprimento de escala
4. Strinberg JBS155AD — O Jazz Bass de 5 Cordas
Esse é o que eu levaria para um palco sem saber o que vai acontecer. O motivo cabe em uma palavra: push-pull. Puxando o volume, o baixo vira passivo e continua funcionando mesmo com a pilha morta. Nenhum outro desta lista faz isso.
O braço em roasted maple — maple torrado — não é só estética. O processo térmico tira umidade da madeira e deixa o braço mais estável a mudança de clima. Num país em que você sai de um ensaio com ar-condicionado direto para 32 graus de rua, isso conta.
Reclamações: 21 trastes de novo e o escudo dourado é polarizador — combina com o preto ônix, mas não é discreto. E o knob concêntrico de grave/agudo tem curso curto demais, difícil de ajustar fino no meio de uma música.
- ✔ Push-pull ativo/passivo salva com pilha morta
- ✔ Braço roasted maple, mais estável
- ✔ Formato Jazz Bass familiar
- ✔ Tirante bilateral
- ✘ Só 21 trastes
- ✘ Knob concêntrico com curso curto
- ✘ Escudo dourado divide opiniões
5. Squier Classic Vibe '70s Jazz Bass V — O Braço Mais Largo
Se você leu a seção sobre largura de nut e ficou preocupado com corda apertada, aqui está o oposto: 47,6 mm, o braço mais largo desta lista com folga. Contra os 43 mm do Yamaha, são quase cinco milímetros a mais de espaço — uma diferença enorme na mão.
É também o único passivo da seleção, e isso é escolha de projeto, não economia. Dois volumes e um tone, sem pilha, sem pré. O som vem dos captadores alnico com espaçamento dos anos 70 — mais separados que o padrão moderno, o que dá aquele médio anasalado de Jazz Bass setentista.
O preço é o problema óbvio: custa mais que o Tagima Millenium 5 e o Yamaha TRBX305 somados. E são 20 trastes, o menor número da lista. Você paga por acabamento, madeira e o nome na headstock — não por especificação. Se isso te incomoda, ele não é para você.
- ✔ Nut de 47,6 mm, o mais confortável para slap
- ✔ Passivo: nunca fica sem pilha
- ✔ Captadores alnico com resposta ao toque
- ✔ Acabamento e hardware muito acima da lista
- ✘ Mais caro que dois concorrentes somados
- ✘ Só 20 trastes
- ✘ Sem EQ: o ajuste fino fica todo no amplificador
6. Yamaha TRBX305 — Se o Orçamento Permitir
Custa o dobro do Tagima Millenium 5. Vale? Se você já sabe que vai levar o baixo a sério, vale. O braço de cinco peças alternando maple e mogno é muito mais rígido que um braço de peça única — e num 5 cordas, em que a si puxa bem mais tensão, rigidez é o que mantém a afinação estável.
Os captadores Alnico V têm resposta ao toque que os cerâmicos dos concorrentes não têm: tocando de leve sai um som, cavando sai outro. E o raio de escala de 600 mm é quase plano, o mais confortável da lista para quem toca com ação baixa.
O que atrapalha: o nut de 43 mm é mais estreito que os 45 mm dos outros quatro. Corda mais junta ajuda quem tem mão pequena e atrapalha quem toca slap — sobra menos espaço para o polegar. Vale testar antes se você vem de um 5 cordas de 45 mm.
- ✔ Braço de 5 peças, muito mais estável
- ✔ Captadores Alnico V com resposta ao toque
- ✔ Chave ativo/passivo
- ✔ Escala quase plana, 600 mm de raio
- ✘ O dobro do preço do Millenium 5
- ✘ Nut de 43 mm aperta para slap
- ✘ A Yamaha não publica galeria de fotos do modelo
Como escolher um baixo de 5 cordas
Em ordem de importância, e essa ordem não é a que os anúncios sugerem.
1. Largura do nut. 45 mm é o padrão e dá espaço confortável. 43 mm, como no Yamaha, aproxima as cordas — bom para mão pequena, ruim para slap. Se der, teste os dois antes.
2. Tirante bilateral. A tensão extra da si cobra o seu preço do braço. Poder corrigir nos dois sentidos evita ter que trocar o braço lá na frente.
3. Número de trastes. 21 contra 24 parece detalhe e não é. Se você toca solo ou linha aguda, os três trastes finais fazem falta todo dia.
4. Chave ativo/passivo. Só importa se você toca fora de casa. Mas se você toca fora de casa, importa muito.
Perguntas frequentes
O Tagima Millenium 5. Não é o melhor da lista — o Yamaha é, e não chega perto — mas é o único que entrega 24 trastes, dois captadores e escala plana por menos de R$ 1.700, e o que sobra dá justamente para o cubo de 10 polegadas que um 5 cordas exige. Comprar um baixo de R$ 3.000 e ligar num cubo de 8" é o erro mais comum de quem migra para 5 cordas. Se o orçamento fosse folgado e eu já tivesse amplificador, aí sim iria de TRBX305 sem pensar.