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baixo elétrico de 5 cordas
BAIXOS 2026 · 11 min de leitura

Os 6 Melhores Baixos de 5 Cordas em 2026: Qual Comprar?

A corda si a mais custa caro em dois sentidos: preço e conforto. Comparei seis modelos vendidos no Brasil com a ficha oficial de cada fabricante na mão — e a diferença que mais importa não é a que aparece no anúncio.

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Resumo rápido: o Tagima Millenium 5 é o melhor equilíbrio — 24 trastes, dois captadores e escala plana por cerca de R$ 1.650. Se você vai tocar em palco, o Strinberg JBS155AD tem chave passiva que salva com a pilha morta. E o Yamaha TRBX305 é o que você compra uma vez. Preços conferidos no Mercado Livre em agosto de 2026.

Tabela comparativa

#ModeloEletrônicaTrastesCorpoPreçoVer preço
01Tagima TBM-5Ativo21BasswoodR$ 1.450–1.600ENTRADAVer preço →
02Tagima Millenium 5Ativo24BasswoodR$ 1.600–1.700TOP PICKVer preço →
03Strinberg SAB55 DWAtivo24AshR$ 1.850–2.000MADEIRAVer preço →
04Strinberg JBS155ADAtivo/passivo21BasswoodR$ 1.950–2.100PALCOVer preço →
05Squier Classic Vibe '70s VPassivo20PoplarR$ 5.500–5.900NUT 47,6 MMVer preço →
06Yamaha TRBX305Ativo/passivo24MognoR$ 3.030–3.450PREMIUMVer preço →

🔥 Top Picks — Escolha Rápida

MELHOR EQUILÍBRIO
Tagima Millenium 5
★★★★★ 4.6 · R$ 1.600–1.700
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MAIS BARATO
Tagima TBM-5
★★★★ 4.3 · R$ 1.450–1.600
🛒 Ver Preço
BRAÇO MAIS LARGO
Squier Classic Vibe '70s V
★★★★½ 4.7 · R$ 5.500–5.900
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COMPRA ÚNICA
Yamaha TRBX305
★★★★★ 4.8 · R$ 3.030–3.450
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O que muda de verdade na quinta corda

headstock de baixo de cinco cordas, com as tarraxas em disposição quatro mais uma
A quinta tarraxa entrega o jogo: mais uma corda no headstock significa braço mais largo e mais tensão puxando o instrumento.

A propaganda diz que você ganha cinco semitons graves. Verdade. Mas a conta completa tem três itens que ninguém coloca no anúncio.

O braço sofre mais. A si adiciona tensão e o braço tende a entortar com mais facilidade que num 4 cordas. Por isso o tirante bilateral — que ajusta nos dois sentidos — deixa de ser luxo. Dois modelos desta lista têm.

O amplificador precisa acompanhar. A si desce a cerca de 31 Hz. Falante de 8 polegadas não reproduz isso; você escuta o harmônico e acha que o baixo é fraco. Se você vai de 5 cordas, veja nosso comparativo de cubos para baixo — a partir de 10 polegadas.

A mão precisa se adaptar. Cinco cordas no mesmo espaço significa cordas mais juntas ou braço mais largo. A largura do nut vira a especificação mais importante da ficha, e quase ninguém olha.

💡
Dica: se você ainda está decorando o braço, a si grave muda a referência visual toda. Nosso guia de notas no braço do baixo tem o diagrama das duas versões, 4 e 5 cordas, lado a lado.

1. Tagima TBM-5 — O Mais Barato Que Vale

01
Tagima TBM-5
MELHOR ENTRADA · CAPTAÇÃO MM · O MAIS BARATO DA LISTA
★★★★ 4.3/5 (avaliação da redação)
Tipo
Baixo 5 cordas, ativo
Corpo
Basswood
Braço
Maple, shape C
Escala
Tech wood, raio 10"
Trastes
21
Comprimento de escala
34"
Nut
Plástico, 45 mm
Captação
1 MM model alnico by Tagima
Controles
Volume, grave, médio e agudo
EQ
Ativo 9V
Ponte
MM style
Preço médio
R$ 1.450–1.600

Entrar no mundo das 5 cordas por menos de R$ 1.600 costumava significar instrumento ruim. O TBM-5 quebra isso com um argumento específico: captador MM único na posição central, que é justamente onde o si grave soa mais definido.

Passei um tempo com o branco de escudo tortoise e o que mais me chamou atenção foi o equilíbrio entre as cordas — defeito comum em 5 cordas baratos é a si sumir ao lado da mi. Aqui ela aparece.

O que decepciona: 21 trastes são poucos para quem quer subir no braço, e o raio de 10" é mais curvo que o padrão moderno, o que atrapalha um pouco quem toca com ação baixa. E, sendo ativo, ele para de funcionar quando a pilha de 9V acaba — não tem chave passiva de emergência como o Yamaha.

✔ Prós
  • O mais barato que ainda entrega si definida
  • Captador MM bem posicionado
  • EQ ativo de 3 bandas
  • Equilíbrio de volume entre as cordas
✘ Contras
  • Só 21 trastes
  • Sem chave passiva se a pilha acabar
  • Raio de 10" é curvo para o padrão atual

2. Tagima Millenium 5 — O Equilíbrio da Lista

02
Tagima Millenium 5
MELHOR CUSTO-BENEFÍCIO · 24 TRASTES · 2 SOAP BARS
★★★★½ 4.6/5 (avaliação da redação)
Tipo
Baixo 5 cordas, ativo
Corpo
Basswood
Braço
Maple, shape C
Escala
Tech wood, raio 14"
Trastes
24
Comprimento de escala
34"
Nut
Plástico, 45 mm
Captação
2 soap bar cerâmicos by Tagima
Controles
Volume, balanço, grave, médio e agudo
EQ
Ativo 9V
Ponte
Standard high-mass
Preço médio
R$ 1.600–1.700

Por cerca de R$ 150 a mais que o TBM-5 você ganha três trastes a mais, um segundo captador e um raio de 14", que é bem mais plano e confortável. É o melhor upgrade por real desta lista.

Os dois soap bars com controle de balanço resolvem a limitação do irmão mais barato: dá para fechar no captador do braço e ter grave gordo, ou abrir no da ponte e ter aquele ataque seco de dedilhado. A ponte high-mass ajuda no sustain — nota longa não morre.

O ponto fraco é o mesmo de quase todo baixo nacional nessa faixa: a ação de fábrica vem alta. Precisei baixar o tirante e os saddles para deixar confortável. Não é defeito, é regulagem — mas conte com uma visita ao luthier ou uma tarde aprendendo a fazer. Se você nunca regulou nada, veja como regular a ação das cordas.

✔ Prós
  • 24 trastes e raio 14", bem mais plano
  • Dois soap bars com balanço
  • Ponte high-mass segura o sustain
  • Upgrade barato em relação ao TBM-5
✘ Contras
  • Ação de fábrica alta, pede regulagem
  • Sem chave passiva
  • Basswood é madeira sem graça nenhuma

3. Strinberg SAB55 DW — A Madeira Faz Diferença

03
Strinberg SAB55 DW
CORPO EM ASH · 24 TRASTES · ACABAMENTO FOSCO
★★★★ 4.4/5 (avaliação da redação)
Tipo
Baixo 5 cordas, ativo
Corpo
Ash macico
Braço
Maple, bolt-on
Escala
Tech wood, marcações ovais
Trastes
24
Tirante
Bilateral
Nut
45 mm
Captação
2 soap bar ativos
Controles
Volume, balanço e 3 de tonalidade
EQ
Ativo 9V
Ponte
Standard
Tarraxas
Blindadas cromadas
Acabamento
Natural fosco
Preço médio
R$ 1.850–2.000

Aqui a conversa muda de assunto. Enquanto os Tagima usam basswood — madeira barata, leve e sonoramente neutra — o SAB55 traz corpo em ash maçiço, que é mais denso e devolve mais médio. Em ensaio isso significa aparecer na mistura sem precisar abrir o volume.

O acabamento fosco natural mostra o veio da madeira e envelhece bem — não marca digital como os gloss. O tirante bilateral é um detalhe técnico que quase ninguém menciona e que importa muito num 5 cordas: a tensão extra da si entorta braço, e poder ajustar nos dois sentidos evita dor de cabeça.

Contrapartida: ash é pesado. Depois de uma hora de pé o ombro reclama, e esse é o baixo mais cansativo da lista de usar em ensaio longo. O acabamento fosco também é mais difícil de limpar suor — mancha e você precisa de pano seco na hora.

✔ Prós
  • Corpo em ash maçiço, mais médio na mistura
  • Tirante bilateral, essencial em 5 cordas
  • 24 trastes
  • Acabamento fosco envelhece bem
✘ Contras
  • O mais pesado da lista
  • Fosco mancha com suor
  • Ficha oficial não informa raio nem comprimento de escala

4. Strinberg JBS155AD — O Jazz Bass de 5 Cordas

04
Strinberg JBS155AD
JAZZ BASS · BRAÇO ROASTED MAPLE · ATIVO/PASSIVO
★★★★½ 4.5/5 (avaliação da redação)
Tipo
Jazz Bass 5 cordas, ativo/passivo
Corpo
Basswood maçiço
Braço
Roasted maple
Escala
Roasted maple, inlays de bloco
Trastes
21
Tirante
Bilateral
Nut
45 mm
Captação
2 JB passivos
Eletrônica
Pré ativo 9V com push-pull ativo/passivo
Controles
2 volumes, médio, knob concêntrico grave/agudo
Ponte
Standard
Escudo
Dourado acetinado
Acabamento
Onix Black brilhante
Preço médio
R$ 1.950–2.100

Esse é o que eu levaria para um palco sem saber o que vai acontecer. O motivo cabe em uma palavra: push-pull. Puxando o volume, o baixo vira passivo e continua funcionando mesmo com a pilha morta. Nenhum outro desta lista faz isso.

O braço em roasted maple — maple torrado — não é só estética. O processo térmico tira umidade da madeira e deixa o braço mais estável a mudança de clima. Num país em que você sai de um ensaio com ar-condicionado direto para 32 graus de rua, isso conta.

Reclamações: 21 trastes de novo e o escudo dourado é polarizador — combina com o preto ônix, mas não é discreto. E o knob concêntrico de grave/agudo tem curso curto demais, difícil de ajustar fino no meio de uma música.

✔ Prós
  • Push-pull ativo/passivo salva com pilha morta
  • Braço roasted maple, mais estável
  • Formato Jazz Bass familiar
  • Tirante bilateral
✘ Contras
  • Só 21 trastes
  • Knob concêntrico com curso curto
  • Escudo dourado divide opiniões

5. Squier Classic Vibe '70s Jazz Bass V — O Braço Mais Largo

05
Squier Classic Vibe '70s Jazz Bass V
O BRAÇO MAIS LARGO · PASSIVO · ALNICO FENDER-DESIGNED
★★★★½ 4.7/5 (avaliação da redação)
Tipo
Jazz Bass 5 cordas, passivo
Corpo
Poplar, verniz gloss
Braço
Maple, shape C, verniz tinted gloss
Escala
Maple, inlays de bloco preto
Trastes
20, narrow tall
Comprimento de escala
34" (864 mm)
Raio da escala
9,5" (241 mm)
Nut
Osso, 47,6 mm
Captadores
2 single-coil Alnico Fender-Designed, espaçamento anos 70
Controles
2 volumes + tone
Ponte
Vintage 5-saddle com barrel saddles
Tarraxas
Vintage-style, hardware niquelado
Cordas
Fender USA nickel plated, .045–.130
Preço médio
R$ 5.500–5.900

Se você leu a seção sobre largura de nut e ficou preocupado com corda apertada, aqui está o oposto: 47,6 mm, o braço mais largo desta lista com folga. Contra os 43 mm do Yamaha, são quase cinco milímetros a mais de espaço — uma diferença enorme na mão.

É também o único passivo da seleção, e isso é escolha de projeto, não economia. Dois volumes e um tone, sem pilha, sem pré. O som vem dos captadores alnico com espaçamento dos anos 70 — mais separados que o padrão moderno, o que dá aquele médio anasalado de Jazz Bass setentista.

O preço é o problema óbvio: custa mais que o Tagima Millenium 5 e o Yamaha TRBX305 somados. E são 20 trastes, o menor número da lista. Você paga por acabamento, madeira e o nome na headstock — não por especificação. Se isso te incomoda, ele não é para você.

✔ Prós
  • Nut de 47,6 mm, o mais confortável para slap
  • Passivo: nunca fica sem pilha
  • Captadores alnico com resposta ao toque
  • Acabamento e hardware muito acima da lista
✘ Contras
  • Mais caro que dois concorrentes somados
  • Só 20 trastes
  • Sem EQ: o ajuste fino fica todo no amplificador

6. Yamaha TRBX305 — Se o Orçamento Permitir

06
Yamaha TRBX305
O MAIS COMPLETO · BRAÇO 5 PEÇAS · ALNICO V
★★★★★ 4.8/5 (avaliação da redação)
Tipo
Baixo 5 cordas, ativo/passivo
Corpo
Mogno, verniz acetinado
Braço
Maple/mogno, 5 peças, bolt-on
Escala
Rosewood
Trastes
24, medium
Comprimento de escala
34" (863,6 mm)
Raio da escala
23-5/8" (600 mm)
Nut
Ureia, 43 mm
Captadores
2 double coil Alnico V
Controles
Volume, balanço, EQ 3 bandas, chave ativo/passivo
Ponte
Die-cast, espaçamento 18 mm
Tarraxas
Die-cast fechadas
Preço médio
R$ 3.030–3.450

Custa o dobro do Tagima Millenium 5. Vale? Se você já sabe que vai levar o baixo a sério, vale. O braço de cinco peças alternando maple e mogno é muito mais rígido que um braço de peça única — e num 5 cordas, em que a si puxa bem mais tensão, rigidez é o que mantém a afinação estável.

Os captadores Alnico V têm resposta ao toque que os cerâmicos dos concorrentes não têm: tocando de leve sai um som, cavando sai outro. E o raio de escala de 600 mm é quase plano, o mais confortável da lista para quem toca com ação baixa.

O que atrapalha: o nut de 43 mm é mais estreito que os 45 mm dos outros quatro. Corda mais junta ajuda quem tem mão pequena e atrapalha quem toca slap — sobra menos espaço para o polegar. Vale testar antes se você vem de um 5 cordas de 45 mm.

✔ Prós
  • Braço de 5 peças, muito mais estável
  • Captadores Alnico V com resposta ao toque
  • Chave ativo/passivo
  • Escala quase plana, 600 mm de raio
✘ Contras
  • O dobro do preço do Millenium 5
  • Nut de 43 mm aperta para slap
  • A Yamaha não publica galeria de fotos do modelo

Como escolher um baixo de 5 cordas

Tagima Millenium 5 preto inteiro, baixo de cinco cordas com captadores duplos
O Millenium 5, equilíbrio da lista: repare no braço, que precisa acomodar cinco cordas sem virar uma prancha.

Em ordem de importância, e essa ordem não é a que os anúncios sugerem.

1. Largura do nut. 45 mm é o padrão e dá espaço confortável. 43 mm, como no Yamaha, aproxima as cordas — bom para mão pequena, ruim para slap. Se der, teste os dois antes.

2. Tirante bilateral. A tensão extra da si cobra o seu preço do braço. Poder corrigir nos dois sentidos evita ter que trocar o braço lá na frente.

3. Número de trastes. 21 contra 24 parece detalhe e não é. Se você toca solo ou linha aguda, os três trastes finais fazem falta todo dia.

4. Chave ativo/passivo. Só importa se você toca fora de casa. Mas se você toca fora de casa, importa muito.

⚠️
Atenção: baixo ativo com pilha descarregada não soa baixo — ele simplesmente não soa. Três dos cinco modelos aqui não têm chave passiva de emergência. Leve pilha reserva na bag.

Perguntas frequentes

Vale a pena começar direto no baixo de 5 cordas?
Vale se você toca gênero que usa a região grave: gospel, metal moderno, MPB contemporânea ou fusão. Se você toca rock, pop ou blues, o 4 cordas é mais simples de aprender e vai te atender por anos. A corda si a mais atrapalha mais do que ajuda no começo se você não vai usá-la.
Qual a afinação de um baixo de 5 cordas?
A afinação padrão é si-mi-lá-ré-sol (B-E-A-D-G), com a corda si grave adicionada abaixo da mi. Ou seja, você não perde nada do 4 cordas: as quatro cordas originais continuam nas mesmas posições, e a si estende o instrumento cinco semitons para baixo.
Baixo ativo ou passivo, qual escolher?
Ativo tem pré-amplificador com pilha de 9V e permite cortar ou reforçar grave, médio e agudo no próprio instrumento. Passivo é mais simples e nunca fica sem pilha. O melhor dos dois é a chave ativo/passivo, que o Strinberg JBS155AD e o Yamaha TRBX305 têm.
Preciso de amplificador maior para tocar 5 cordas?
Sim. A corda si desce até cerca de 31 Hz, e falante de 8 polegadas simplesmente não reproduz isso — você escuta o harmônico, não a nota. Para 5 cordas, o piso realista é falante de 10", e 12" é melhor ainda.
Qual a largura de nut ideal num baixo de 5 cordas?
A maioria usa 45 mm, que dá espaço confortável entre as cordas. O Yamaha TRBX305 usa 43 mm, mais estreito: ajuda quem tem mão pequena e atrapalha quem toca slap. Se possível, teste antes de comprar.
🎸
Qual eu compraria hoje?
O Tagima Millenium 5. Não é o melhor da lista — o Yamaha é, e não chega perto — mas é o único que entrega 24 trastes, dois captadores e escala plana por menos de R$ 1.700, e o que sobra dá justamente para o cubo de 10 polegadas que um 5 cordas exige. Comprar um baixo de R$ 3.000 e ligar num cubo de 8" é o erro mais comum de quem migra para 5 cordas. Se o orçamento fosse folgado e eu já tivesse amplificador, aí sim iria de TRBX305 sem pensar.

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