Tabela comparativa
| # | Modelo | Potência | Falante | Peso | Preço | Ver preço | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 01 | Datrel BAS-100 | 100W | 10" | 13,6 kg | R$ 1.000–1.100 | TOP PICK | Ver preço → |
| 02 | Datrel BAS-200 | 200W | 12" | 17 kg | R$ 1.220–1.350 | BANDA | Ver preço → |
| 03 | Borne CB100 | 70W RMS | 10" + tweeter | — | R$ 1.600–1.900 | ACABAMENTO | Ver preço → |
| 04 | Datrel BAS-60K | 60W | 8" | 9,7 kg | R$ 950–1.050 | CASA | Ver preço → |
| 05 | Borne CB80 | 30W RMS | 8" | — | R$ 1.000–1.100 | COMPACTO | Ver preço → |
🔥 Top Picks — Escolha Rápida
O número no nome não é a potência
Essa foi a descoberta que mudou a ordem desta lista. Você olha "CB100" e assume 100 watts. Olha "BAS-100" e assume a mesma coisa. Só que um deles entrega 70W RMS e o outro entrega 100W.
Não é má-fé do fabricante — é uma convenção antiga de nomenclatura, em que o número indica a posição do modelo na linha, não a potência. O problema é que quem está comparando preços na tela do celular não sabe disso e acaba pagando mais por menos.
Vale para a lista inteira: o Meteoro Space Júnior "35BS", que ficou de fora por falta de foto oficial, entrega 25W RMS. O padrão se repete em praticamente toda a categoria de entrada.
1. Datrel BAS-100 — O Melhor Watt por Real
Cem watts de verdade por pouco mais de mil reais. Essa é a conta que faz o BAS-100 abrir a lista, e ela não é óbvia — dois dos concorrentes aqui custam mais caro entregando menos potência real. O falante de 10 polegadas com cone de alumínio empurra grave o suficiente para ensaio pequeno sem entrar em distorção.
O gabinete kickback é o detalhe que mais me agradou no uso. Inclinado, ele joga o som para cima em vez de bater na sua canela — você escuta o que está tocando sem precisar afastar o cubo três metros. Quem já ensaiou de pé ao lado de uma caixa reta sabe a diferença.
O que incomoda: 13,6 kg não é pouco para carregar em transporte público, e o acabamento é funcional, sem charme nenhum. É um equipamento honesto, não um objeto bonito. A saída XLR balanceada, por outro lado, é luxo nessa faixa — permite mandar direto para a mesa de som sem microfonar o falante.
- ✔ 100W reais pelo menor preço da lista
- ✔ Gabinete kickback joga o som para cima
- ✔ Saída XLR balanceada para PA
- ✔ EQ ativa de 3 bandas
- ✘ 13,6 kg pesa no transporte
- ✘ Acabamento sem nenhum capricho estético
2. Datrel BAS-200 — Quando a Banda Tem Bateria
Aqui está a pergunta que separa os dois primeiros da lista: você toca com baterista? Se sim, 100W começam a ficar apertados. O BAS-200 dobra a potência e sobe o falante para 12 polegadas, e a diferença não é só volume — é o grave que continua definido quando você abre.
Por uns 250 reais a mais que o BAS-100, é o upgrade mais barato desta lista em termos de watt adicional. A eletrônica é a mesma família: mesma EQ de três bandas, mesma XLR, mesmos dois canais para baixo ativo e passivo.
O preço disso é tamanho. Com 51,5 cm de altura e 17 kg, ele deixou de ser um cubo que você leva no ônibus. Se o seu ensaio é sempre no mesmo lugar, tudo bem. Se você carrega equipamento toda semana, pense duas vezes — esses 3,4 kg a mais que o BAS-100 se fazem sentir na terceira escada.
- ✔ 200W dão conta de banda com bateria
- ✔ Falante de 12" segura o grave no volume alto
- ✔ Mesmo conjunto de saídas do BAS-100
- ✔ Upgrade barato de potência
- ✘ 17 kg e 51,5 cm de altura
- ✘ Exagerado para quem só estuda em casa
3. Borne Impact Bass CB100 — Onde o Nome Engana
Repare no número: o modelo se chama CB100 e entrega 70W RMS. Não é defeito nem propaganda enganosa — é uma convenção de nomenclatura que a indústria inteira usa e que confunde quem está comparando planilha. Voltarei a isso mais abaixo, porque muda a leitura desta lista toda.
Dito isso, o CB100 tem o melhor acabamento entre os cinco. O revestimento é mais bem colado, os cantos têm proteção de borracha decente e o painel frontal é legível no escuro do palco. O tweeter é o diferencial real: se você toca slap ou usa corda nova, aquele estalo de agudo aparece com muito mais definição do que nos Datrel.
O problema é a conta. Você paga de 600 a 900 reais a mais que o BAS-100 para receber 30W a menos. Faz sentido se você valoriza acabamento, o brilho do tweeter e a rede de assistência da Borne. Não faz sentido se o critério for potência por real.
- ✔ Melhor acabamento e proteção de cantos
- ✔ Tweeter dá definição real no slap
- ✔ Entradas separadas para ativo e passivo
- ✔ Marca nacional com assistência
- ✘ 70W RMS apesar do "100" no nome
- ✘ O mais caro da lista entregando menos potência
- ✘ Sem saída XLR balanceada
4. Datrel BAS-60K — O Suficiente para o Quarto
Sessenta watts parecem pouco até você perceber que ninguém estuda em casa com o volume acima de 3. Para quarto e sala, o BAS-60K sobra — e sobra com o mesmo gabinete kickback e a mesma EQ de três bandas dos irmãos maiores.
Os 9,7 kg fazem dele o único Datrel da lista que dá para carregar sem drama. E a saída de fone importa mais do que parece: baixo em apartamento às onze da noite só existe com fone.
Onde ele cede: a saída de linha aqui é P10, não XLR balanceada como nos modelos acima. Para gravar em casa serve. Para mandar direto para a mesa de som de um palco, o cabo desbalanceado começa a captar ruído depois de alguns metros. E o falante de 8" não desce tanto — se você toca 5 cordas, o si grave vai soar tímido.
- ✔ 9,7 kg, o mais leve dos Datrel
- ✔ Sobra de volume para casa
- ✔ Mesmo kickback e mesma EQ dos maiores
- ✔ Saída de fone para tocar de madrugada
- ✘ Saída de linha P10, não XLR
- ✘ Falante de 8" não segura o si grave de um 5 cordas
5. Borne Impact Bass CB80 — O Primeiro Cubo
De novo o nome engana: CB80 significa 30W RMS. E aqui a conta fica difícil de defender — ele custa praticamente o mesmo que o Datrel BAS-100, que entrega mais que o triplo de potência.
Então por que ele está na lista? Porque é o mais compacto e o mais fácil de conviver. Cabe num canto de quarto pequeno onde o BAS-100 não cabe, e as duas entradas separadas para baixo ativo e passivo continuam ali, o que muitos concorrentes de 30W cortam.
Trinta watts para baixo é pouco. Dá para estudar sozinho e nada além disso — na primeira vez que você sentar ao lado de um baterista, vai sumir. Compre o CB80 sabendo que ele é temporário, ou pule direto para o BAS-100 e economize a segunda compra.
- ✔ O mais compacto da lista
- ✔ Entradas separadas para ativo e passivo
- ✔ Acabamento típico da Borne, bem montado
- ✘ 30W RMS pelo preço de um 100W
- ✘ Não acompanha bateria
- ✘ Vai virar upgrade em poucos meses
Como escolher um cubo para baixo
Três perguntas resolvem quase toda a decisão.
1. Você toca com baterista? Se não, 60W bastam e você economiza. Se sim, 100W é o piso — abaixo disso você some no ensaio e vai compensar abrindo o volume até distorcer, o que estraga o som e o falante.
2. Você carrega o equipamento? A diferença entre 9,7 kg e 17 kg parece pequena na ficha técnica e enorme na escada do prédio. Peso é o critério que as pessoas mais ignoram na compra e mais reclamam depois.
3. Você tem baixo de 5 cordas? Falante de 8 polegadas não reproduz bem o si grave. Se você toca 5 cordas, vá direto para 10" ou 12" — veja nosso ranking de baixos para iniciantes se ainda estiver escolhendo o instrumento.
Perguntas frequentes
O Datrel BAS-100, sem hesitar muito. Não é o mais bonito nem o mais bem acabado — o Borne CB100 ganha nos dois quesitos — mas cem watts reais, saída XLR e gabinete kickback por mil reais é uma conta que os outros não batem. Se eu ensaiasse toda semana com banda, pagaria os 250 reais a mais do BAS-200 e resolveria o problema de uma vez. E se eu morasse em quarto pequeno e só estudasse sozinho, o BAS-60K faria o serviço com 3,9 kg a menos nas costas.