Resumo Rápido — Clique e Já Veja o Preço
Se você não quer ler o artigo inteiro, essa tabela tem o essencial. Para quem quer o detalhe, os cards completos estão logo abaixo.
| # | Modelo | Faixa de Preço | Nota | Ideal Para | Ver Preço |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Tagima Sixmart | R$ 1.100–1.400 | ★★★★½ | Iniciante avançado, Rock, Blues | 🔥 Ver preço → |
| 2 | Tagima TG-530 | R$ 910–1.150 | ★★★★★ | Intermediário, Versatilidade | Ver preço → |
| 3 | Strinberg STS-100 | R$ 700–900 | ★★★★ | Primeiro instrumento, Orçamento | Ver preço → |
| 4 | Yamaha Pacifica 112V | R$ 690–880 | ★★★★★ | Nível intermediário-pro | Ver preço → |
Nossas Escolhas por Faixa de Preço
Antes dos detalhes técnicos: se você só quer uma recomendação direta, aqui estão as quatro opções que valem a pena em 2026. A ordem não é um ranking de qualidade — a escolha certa depende de uma pergunta só, que é se você já tem amplificador. Se tem, a TG-530 entrega mais guitarra pelo mesmo dinheiro. Se não tem, a Sixmart resolve sozinha o que as outras exigiriam mais uns R$ 500 de equipamento para resolver.
Review Tagima Sixmart: O que Você Precisa Saber
Quando a Tagima Sixmart chegou aqui, a primeira coisa que percebi foi o peso. Não é leve. O corpo de tília sólida bate lá pelos 3,4 kg, o que pra quem vai tocar sentado por horas não é problema — mas se você ensaia de pé com correia barata, vai sentir no ombro depois de uns 40 minutos.
O acabamento da versão Candy Apple que testamos ficou bonito, sem bolhas nem irregularidades visíveis, e o escudo preto fecha bem com o vermelho metálico. No headstock tinha uma pequena rebarbinha na lateral — nada que compromete, mas se nota ao passar o dedo. Coisa de acabamento de fábrica nessa faixa.
O braço da Sixmart tem perfil em C — fino o suficiente para mão pequena se adaptar rápido, mas sem ser fino demais a ponto de perder conforto em acordes mais abertos. Tocando escalas no meio do braço, a sensação é fluida. Nas casas mais agudas (acima da 12ª), o acesso é OK para o corpo mas não é dos mais amplos.
A captação é HSS: dois single coils cerâmicos no braço e no meio, e um humbucker cerâmico na ponte. Na posição do braço o som é quente e arredondado, bom para blues limpo. Nas posições misturadas (2 e 4) o hum cai bastante e o timbre fica interessante para funk e indie. Já a ponte é outra conversa — o humbucker entrega saída bem mais alta e um médio encorpado, que é justamente o que segura o ganho alto sem esfarelar. Quem vinha de uma strat de três singles vai sentir a diferença logo no primeiro acorde com distorção.
Mas o que define a Sixmart não são os captadores — é o que vem embutido no corpo. Ela traz quatro efeitos controlados por knobs no próprio escudo: delay, reverb, overdrive e distortion. Não é um pedal simulado por app nem um modelador com telinha; são knobs físicos que você gira enquanto toca. Some a isso uma entrada auxiliar P2 e uma saída de fone de ouvido, e o que você tem é uma guitarra que funciona sozinha: pluga o fone, conecta o celular na P2, e ensaia em cima de uma backing track sem amplificador e sem acordar ninguém.
É aí que a conta muda de figura. Para quem mora em apartamento, divide quarto ou simplesmente não quer montar um setup, a Sixmart substitui guitarra, amp de estudo e três pedais em um objeto só. Os efeitos não competem com pedal dedicado — o delay é simples, o reverb é discreto, e a distortion tem um caráter próprio que você aceita ou não. Mas eles existem, funcionam e estão a um giro de knob de distância, o que na prática significa que você usa. Pedal guardado na caixa não faz som nenhum.
O outro lado disso é que você está pagando por esse circuito. Se o seu plano já inclui um amplificador decente e uma pedaleira, a Sixmart deixa de fazer sentido — nessa hora uma strat mais simples da própria Tagima entrega mais guitarra por real. A pergunta certa não é se os efeitos são bons, é se você vai usá-los.
- ✓ Delay, reverb, overdrive e distortion embutidos — em knobs físicos
- ✓ Saída de fone + entrada P2: ensaia com backing track sem amp
- ✓ Humbucker na ponte segura ganho alto sem esfarelar
- ✓ Braço fino e confortável — fácil de tocar por horas
- ✓ Trêmolo funcional e estável (sem sair muito do afinado)
- ✗ Você paga pelo circuito de efeitos — quem já tem pedaleira leva guitarra a menos por real
- ✗ Os efeitos não substituem pedal dedicado: delay simples, reverb discreto
- ✗ Chega com ação alta de fábrica na maioria dos exemplares
- ✗ Só duas cores: Candy Apple e Metallic Deep Silver
- ✗ Cordas de fábrica são fracas — troque logo ao receber
Como Ela Soa de Verdade?
Passei a primeira semana testando só com som limpo num amplificador de 15W. No canal do braço, a Sixmart soa quente e equilibrada — dá pra tocar desde blues tranquilo até inversões de acordes jazzísticos sem os agudos incomodarem. Essa é a posição onde ela brilha.
Adicionei overdrive leve (um TS-style pedal) e ficou muito bom para rock clássico. Riffs de Led Zeppelin, AC/DC — funciona. O problema aparece quando você empurra o ganho acima de uns 70%: a posição do bridge começa a ficar sibilante. Precisei cortar um pouco de presença no amp para ficar confortável.
Vem Regulada de Fábrica? (Resposta Direta)
Das três unidades que tivemos em mãos ao longo dos últimos meses, duas chegaram com ação alta — a corda na 12ª casa ficava uns 3mm acima do fundo da escala, o que cansa a mão. A terceira veio aceitável, quase pronta pra tocar.
Isso não é exclusividade da Tagima. Quase toda guitarra nessa faixa precisa de regulagem. O que você faz: leva num luthier de confiança, pede uma regulagem básica de ação e oitavas, paga em torno de R$ 80–120, e a guitarra fica completamente outra. Se você está comprando sua primeira guitarra, já conta esse valor no orçamento.
A Tagima Sixmart está com preço baixo no Mercado Livre esta semana. Confira antes de subir.
Sixmart vs Concorrentes: Quando Vale Gastar Mais?
Aqui vem a surpresa: a TG-530 é a mais barata das duas. Muita gente assume o contrário, porque a Sixmart parece a versão "simples" — mas é ela que carrega o circuito de efeitos, e isso custa. Na prática você economiza uns R$ 200 indo de TG-530. Vale a pena? Testei as duas lado a lado por uma tarde e tenho uma opinião bem formada sobre isso.
O braço da TG-530 é visivelmente mais fino que o da Sixmart — para quem tem mão pequena, isso muda muita coisa na hora de pegar acordes de barra. Mas tem um ponto que ninguém fala: a ação de fábrica da TG-530 costuma vir ainda mais alta. Dois dos três exemplares que testamos chegaram com ação beirando os 4mm na 12ª casa. Regulagem obrigatória.
Em compensação, o resultado depois da regulagem é notável. O som da bridge humbucker (na versão HSS) tem mais corpo, aguentando gain mais alto sem ficar sibilante — exatamente o que falta na Sixmart. Se você já sabe que vai tocar rock mais pesado, essa diferença de R$ 300 pode valer.
- ✓ Braço mais fino — excelente para mãos menores
- ✓ Versão HSS aguenta bem mais ganho
- ✓ Melhor resposta dinâmica nos captadores
- ✓ Ótima relação qualidade × preço após regulagem
- ✗ Ação de fábrica costuma ser ainda mais alta que a Sixmart
- ✗ Não tem efeitos, P2 nem saída de fone — depende de amplificador
A STS-100 é o argumento do "não preciso gastar mais que R$ 900". E honestamente, para quem está comprando a primeira guitarra e não tem certeza se vai continuar tocando, esse argumento é válido. O som é menos refinado, os captadores têm menos definição — mas toca, afina razoavelmente bem e não vai frustrar alguém que ainda está aprendendo acordes abertos.
Como fizemos na review completa da STS-100, o ponto fraco é a madeira do braço: fica um pouco pegajosa em dias quentes, o que atrapalha bastante nas posições mais altas. A minha mão suou bastante numa tarde de ensaio. Quem prefere acabamento fosco vai sofrer menos.
- ✓ Preço acessível — menor risco para iniciantes
- ✓ Afina relativamente bem e mantém
- ✓ Boa para aprender sem comprometer muito o bolso
- ✗ Braço fica pegajoso no calor — acaba irritando
- ✗ Captadores sem muita definição no agudo
- ✗ Vale pouco na revenda se quiser trocar depois
Até R$ 900 → Strinberg STS-100 cumpre o papel.
Até R$ 1.150 → Tagima TG-530 é mais guitarra pelo mesmo dinheiro.
Até R$ 1.400 → Tagima Sixmart, se você quer os efeitos embutidos.
A Pacifica 112V é a comparação mais honesta, porque as duas são HSS. A diferença está no coil-tap: na Pacifica você abre o humbucker da ponte e tira timbre de single coil dele, coisa que a Sixmart não faz. Como guitarra pura, a Pacifica leva — braço mais bem acabado, hardware um degrau acima. A Sixmart devolve o jogo em outro terreno: a Pacifica precisa de amplificador para produzir som, a Sixmart não. Se o seu problema é tocar às onze da noite sem incomodar ninguém, essa diferença vale mais que o coil-tap.
O problema é o preço, e ele é maior do que parece. A 112V está hoje na casa dos R$ 3.700 — quase o triplo da Sixmart. Não é "a próxima faixa", é outro campeonato. Se o orçamento permite, é a guitarra que você vai usar por anos sem querer trocar. Se não permite, a Sixmart cumpre bem o papel até você juntar a diferença — e são muitos meses de diferença.
Um alerta na hora de comprar: a busca por "Pacifica 112" no Mercado Livre devolve principalmente a 112J, que sai por R$ 1.100–1.400 e é fácil de confundir com a 112V. Não são a mesma guitarra. A 112J não tem o coil-tap, que é justamente o motivo de alguém escolher a 112V. Confira a letra no fim do nome antes de fechar o pedido.
- ✓ Humbucker coil-tap — versatilidade real de timbre
- ✓ Acabamento impecável — braço tratado, sem rebarbas
- ✓ Vem bem regulada de fábrica — tocável do zero
- ✓ Vai durar anos sem precisar de upgrade
- ✗ R$ 3.450+ — quase o triplo da Sixmart
- ✗ Peso levemente alto para o corpo (mesma família da Sixmart)
Depende do quanto tenho no bolso — e de uma pergunta antes do preço: você já tem amplificador? Com até R$ 900, ia de Strinberg STS-100 sem pestanejar, é o suficiente pra começar. Na faixa de R$ 1.150, a TG-530 é mais guitarra pelo mesmo dinheiro: braço mais fino, hardware equivalente, e sobra troco. Já os R$ 1.250 da Sixmart só se justificam se você não tem amp e não quer montar setup — aí os efeitos, o P2 e a saída de fone resolvem sozinhos o que exigiria mais uns R$ 500 em equipamento. A Pacifica 112V é incrível, mas só faz sentido se você já tem certeza que vai continuar tocando por muito tempo.
Perguntas Frequentes
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