Comparativo rápido: LPS-230 vs concorrentes diretos
Não quer ler o artigo inteiro? Essa tabela resolve. Clique direto no preço da que te interessar — os detalhes completos estão logo abaixo, se quiser se aprofundar antes de decidir.
| # | Modelo | Preço | Captadores | Diferencial | Ver preço |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Strinberg LPS-230 | R$ 1.300–1.650 | 2x Humbucker | Versão canhoto oficial, 7 cores | Ver preço → |
| 2 | Strinberg SPS-200 | R$ 1.150–1.300 | 2x Humbucker | Entrada mais simples da linha Les Paul | Ver preço → |
| 3 | Waldman LP | R$ 700–950 | 2x Humbucker | Mais barata; entrada básica de fábrica | Ver review → |
| 4 | Epiphone Les Paul | R$ 2.800–3.800 | 2x Humbucker | Braço colado (set neck) — sustain superior | Ver review → |
As 4 melhores opções nesta faixa de preço
Cada uma tem um perfil diferente — escolha pelo seu estilo, se precisa de versão canhoto e pelo seu orçamento.
Review Strinberg LPS-230: o que você precisa saber
Você já parou pra pensar por que tanta gente quer uma Les Paul como segunda guitarra? O formato tem um apelo quase magnético — corpo maciço, dois humbuckers, aquele visual de rock clássico. A LPS-230 é a resposta nacional mais vendida a esse desejo, e quando ela chegou aqui pra teste, a primeira coisa que notei foi o peso: sensivelmente mais leve que uma Les Paul de mogno maciço, mas ainda com aquela presença física que o formato exige.
O acabamento da unidade Cherry Sunburst que recebemos estava bem aplicado, sem escorrimento de verniz nas bordas do corpo. Reparei numa pequena imperfeição no encaixe do captador da ponte — um espaço de meio milímetro visível de um lado — que não afeta o som, mas mostra onde o custo foi cortado para manter o preço competitivo.
- ✓ Versão canhoto oficial — raro nessa faixa de preço
- ✓ Ponte Tune-O-Matic + stopbar estável, sem tremolo pra desafinar
- ✓ Dois humbuckers com bom corpo para rock e blues pesado
- ✓ Sete cores, incluindo Gold e Cherry Sunburst
- ✓ Corpo em basswood mais leve que uma Les Paul de mogno
- ✓ Assistência técnica e peças fáceis de achar no Brasil
- ✗ Braço parafusado — sustain um degrau abaixo de uma Les Paul de braço colado
- ✗ Ação alta de fábrica na maioria dos exemplares
- ✗ Captadores passivos genéricos — menos definição que Epiphone ProBucker
- ✗ Corpo mais pesado que uma strat, cansa em ensaios longos de pé
Cores disponíveis
A LPS-230 vem em sete acabamentos oficiais. Black e Cherry Sunburst costumam ser os mais fáceis de achar pronta-entrega. Gold e Silver, por serem menos procurados, às vezes exigem mais tempo de espera ou frete mais longo.
Construção: braço parafusado vs braço colado
Aqui está o ponto técnico mais importante desse review, e a maioria das lojas não fala sobre isso: uma Gibson Les Paul original — e a maior parte das Epiphone — usa braço colado (set neck), onde o braço é encaixado e colado diretamente no corpo. Isso melhora a transferência de vibração entre braço e corpo, o que ajuda no sustain e dá aquele caráter "denso" que a Les Paul é conhecida por ter.
A LPS-230 usa braço parafusado (bolt-on) — a mesma técnica de uma Stratocaster. É mais barato de fabricar e mais fácil de consertar se precisar trocar o braço no futuro. O sustain fica um degrau abaixo do que uma Les Paul "de verdade" entregaria, mas na prática, tocando riffs e acordes com distorção, a diferença é menos perceptível do que a maioria imagina. Foi só em notas longas sustentadas, tocando limpo, que senti a diferença de forma mais clara.
Corpo em Basswood — a mesma madeira usada em boa parte das guitarras nacionais de entrada. Mais leve que o mogno maciço das Les Paul tradicionais, o que ajuda quem vai tocar de pé por longos períodos, mesmo com o corpo maior do formato Les Paul.
Escala em Rosewood de 24.75" — a mesma medida de escala das Gibson Les Paul originais, mais curta que a escala de 25.5" usada nas strats. Isso deixa a tensão das cordas um pouco menor, o que facilita bends e dá uma sensação de braço "mais macio" sob os dedos.
Dois humbuckers, ponte estável e sete cores para escolher. Uma das poucas opções de entrada com versão canhoto oficial em catálogo.
Como soa a LPS-230
Você já se perguntou por que tanta gente associa a Les Paul a um som "mais grosso" que a Stratocaster? A resposta está na combinação de humbucker com corpo maciço — os dois captadores cancelam ruído entre si e entregam mais saída de sinal que os single coils. Na LPS-230 esse caráter aparece, mesmo com captadores de entrada.
Captador do braço (neck): quente, encorpado, com boas médias. É a posição clássica para solos de blues e rock clássico — funciona bem mesmo com ganho moderado.
Captador da ponte (bridge): mais agressivo e cortante, com saída de sinal alta o suficiente para empurrar um amp valvulado para uma leve saturação natural. É a posição certa para riffs de hard rock e metal clássico.
Posição intermediária (os dois juntos): um meio-termo equilibrado, útil para acordes limpos com um pouco mais de corpo do que o captador do braço sozinho entrega.
Comparado com os três single coils de uma Strinberg STS-100, a diferença de caráter sonoro é evidente logo no primeiro acorde — a LPS-230 é mais grossa, menos brilhante nos agudos, com sustain mais longo mesmo com o braço parafusado. Quem já toca strat e quer expandir o timbre para rock mais pesado sente a diferença imediatamente.
Hardware: ponte, tarraxas e canhoto
A ponte Tune-O-Matic com stopbar permite ajuste independente de altura e intonação por par de cordas — não é tão preciso quanto uma ponte com saddles individuais por corda, mas é um sistema testado há décadas em guitarras desse formato. A ausência de tremolo é, paradoxalmente, uma vantagem: a afinação se mantém muito mais estável no dia a dia do que qualquer strat nacional com ponte trêmolo.
As tarraxas cromadas seguram bem a afinação em uso normal. O destaque real de hardware, porém, é a versão canhoto oficial — algo que praticamente nenhuma concorrente direta nessa faixa de preço oferece. Guitarristas canhotos costumam ter opções limitadas até a faixa de R$ 2.000+; a LPS-230 quebra essa regra.
LPS-230 vs concorrentes: comparativo honesto
LPS-230 vs Strinberg SPS-200: a SPS-200 é a entrada mais simples da linha Les Paul da Strinberg, cerca de R$ 150–300 mais barata. O formato e os dois humbuckers são parecidos na essência, mas a LPS-230 tem catálogo de cores maior e a opção de versão canhoto, que a SPS-200 não oferece. Se o orçamento for apertado e você não precisa de canhoto, a SPS-200 cumpre o papel.
LPS-230 vs Waldman LP: a Waldman é a opção mais econômica das três, na faixa dos R$ 700–950. Hardware mais básico, mas cumpre para quem está testando se vai continuar tocando. Leia a review completa da Waldman para ver se a diferença de preço compensa no seu caso.
LPS-230 vs Epiphone Les Paul: aqui está o salto de qualidade real. A Epiphone custa entre duas e três vezes mais, mas traz braço colado (set neck) — o mesmo sistema construtivo de uma Gibson — captadores ProBucker com mais definição, e acabamento visivelmente superior. Veja a comparação completa entre as marcas nacionais e a Epiphone na review Tagima/Epiphone Les Paul. Se o orçamento permite, o salto vale a pena para quem vai levar o instrumento a sério por muitos anos.
Confira o preço atual da LPS-230 no Mercado Livre. A diferença entre vendedores pode passar de R$ 200.
Upgrades recomendados
A LPS-230 responde bem a upgrades pontuais. O corpo e o hardware da ponte seguram bem o instrumento; o maior ganho de qualidade sonora vem dos captadores, já que os humbuckers passivos de entrada são o principal limite sonoro do instrumento.
Upgrade 2 — Nut (R$ 30–80 + mão de obra): trocar o nut de plástico por osso melhora a definição das cordas soltas.
Upgrade 3 — Potenciômetros e capacitores (R$ 50–120): CTS 500k (padrão para humbucker) + capacitor Orange Drop ou Bumblebee melhora bastante a resposta dos controles de tonalidade.
Upgrade 4 — Cordas mais grossas (calibre .011): aproveita melhor o sustain natural do corpo maciço e da escala mais curta de 24.75".
Prós e contras — resumo final
- ✓ Versão canhoto oficial — diferencial raro nessa faixa
- ✓ Ponte Tune-O-Matic + stopbar estável, sem desafinar como um tremolo
- ✓ Som encorpado, bom para rock, blues pesado e hard rock
- ✓ Sete cores oficiais, incluindo Gold e Cherry Sunburst
- ✓ Corpo em basswood mais leve que uma Les Paul de mogno
- ✓ Boa resposta a upgrade de captadores
- ✗ Braço parafusado — sustain abaixo de uma Les Paul de braço colado
- ✗ Ação alta de fábrica na maioria dos exemplares
- ✗ Captadores passivos genéricos, sem muita definição no agudo
- ✗ Mais pesada e volumosa que uma strat — cansa em pé por horas
Para quem a LPS-230 faz sentido
Compre a LPS-230 se: você quer o formato e o som Les Paul sem pagar preço de importada. Se você é canhoto e está cansado de ter opções limitadas nessa faixa de preço. Se você já tem uma strat e quer uma segunda guitarra com timbre mais encorpado para rock e blues pesado.
Não compre se: você já tem orçamento para uma Epiphone Les Paul — o braço colado e os captadores ProBucker fazem diferença real e perceptível. Também não é a escolha certa se você prioriza vibrato com alavanca — para isso, veja nossa comparação Les Paul vs Stratocaster antes de decidir o formato.
A LPS-230 ocupa um espaço específico no mercado nacional: Les Paul de verdade, hardware estável, preço acessível, e a rara opção canhoto que praticamente nenhuma concorrente direta oferece. Com uma regulagem básica após a compra, ela entrega o caráter do formato sem drama.
Se o orçamento fosse até R$ 1.300, ia de Waldman LP ou Strinberg SPS-200 sem culpa — dá pra aprender o formato sem gastar muito. Com R$ 1.300–1.650 no bolso, pegaria a LPS-230 na cor Cherry Sunburst — a estabilidade da Tune-O-Matic e a opção canhoto (se for o seu caso) fazem valer a diferença de preço. Se o orçamento chegasse em R$ 3.000, sem pensar duas vezes iria de Epiphone — o braço colado muda o jogo de um jeito que nenhum upgrade resolve depois.
Veja o preço atual da Strinberg LPS-230 no Mercado Livre. Preços oscilam bastante entre vendedores — vale comparar antes de fechar.