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violão de tampo sunburst deitado sobre um tecido xadrez, ao lado de um estojo antigo aberto
VIOLÕES GUIA DE COMPRA Publicado Out. 2026 · 17 min de leitura

Violão Di Giorgio é Bom? Usados e 6 Alternativas (2026)

A história da Di Giorgio, o que vale e o que evitar nos modelos usados, quanto custa e seis violões novos que fazem o mesmo papel, de R$ 419 a R$ 1.250.

Veredicto rápido: o violão Di Giorgio foi um dos violões mais importantes do Brasil, mas hoje é raro encontrar um novo: no Mercado Livre, em outubro de 2026, a busca por violão Di Giorgio trouxe só instrumentos usados e restaurados, de R$ 390 a R$ 2.500. Quem quer um Di Giorgio clássico para estudar sai melhor com o Yamaha C40 II (a partir de R$ 843); quem quer gastar menos encontra o Vogga VCA205N (R$ 419) e a Giannini Start N-14 (R$ 486).

Comparativo rápido: 6 alternativas ao violão Di Giorgio de R$ 419 a R$ 1.250

Como o violão Di Giorgio novo quase não aparece nas lojas, a tabela abaixo reúne os seis violões novos que mais se parecem com ele no uso: cinco de nylon, no estilo dos clássicos Estudante e Tárrega (dois deles com captação para palco), e um eletroacústico de aço. Os preços e as notas são de outubro de 2026.

# MODELO TIPO PREÇO MÉD. VEREDICTO VER PREÇO
1 Vogga VCA205N Nylon · clássico R$ 419 MAIS BARATO Ver preço →
2 Giannini Start N-14 Nylon · clássico R$ 486 MARCA NACIONAL Ver preço →
3 Tagima Memphis AC-60 EQ Nylon · eletroacústico R$ 780 NYLON COM PRÉ Ver preço →
4 Yamaha C40 II Nylon · clássico R$ 843 MELHOR COMPRA Ver preço →
5 Strinberg SD200C Aço · eletroacústico R$ 1.050 AÇO COM PRÉ Ver preço →
6 Tagima Kentucky Gran Reserva Nylon · eletroacústico R$ 1.250 TOP DE LINHA Ver preço →

🎸 Top Picks — Escolha Rápida

MELHOR PARA A MAIORIA
Yamaha C40 II
★★★★★ 4.7 · avaliação da redação · R$ 843
🛒 Ver Preço
MAIS BARATO
Vogga VCA205N
★★★★☆ 3.6 · avaliação da redação · R$ 419
🛒 Ver Preço
NYLON COM CAPTAÇÃO
Tagima Memphis AC-60 EQ
★★★★★ 4.7 · 290 avaliações no ML · R$ 780–980
🛒 Ver Preço
AÇO ELETROACÚSTICO
Strinberg SD200C
★★★★☆ 4.3 · avaliação da redação · R$ 1.050–1.400
🛒 Ver Preço

Violão Di Giorgio hoje: 6 modelos novos para comprar no lugar

Os seis violões abaixo substituem o Di Giorgio de estudo ou de palco, com a vantagem de serem novos, com garantia e assistência. Preços, notas e fichas foram conferidos em outubro de 2026 no Mercado Livre e nos artigos que o Guia da Guitarra já publicou sobre cada marca. Os valores mudam com promoção, então confirme no botão. Se o orçamento é apertado, o guia dos melhores violões para iniciantes traz mais opções.

01
Vogga VCA205N (clássico de nylon)
NYLON · 4/4 · TÍLIA · O MAIS BARATO DA LISTA
★★★★☆ 3.6/5 (avaliação da redação)
TIPO
Clássico (nylon)
TAMPO
Linden (tília)
FUNDO E LATERAIS
Linden (tília)
CAPTAÇÃO
Acústico
ASSISTÊNCIA
Limitada
PREÇO ATUAL
a partir de R$ 419

O Vogga VCA205N é a resposta mais barata para quem queria um violão Di Giorgio de estudo: corpo clássico de tamanho 4/4, tampo e corpo de tília e cordas de nylon, por a partir de R$ 419. Em outubro de 2026 os anúncios variam de R$ 419 a R$ 451, bem acima da faixa de R$ 280 a R$ 380 que o modelo tinha no começo do ano.

O limite está na assistência: a Vogga tem rede técnica menor que a Yamaha ou a Giannini, e a ficha é simples, sem detalhes de acabamento. Para aprender os primeiros acordes e fazer um teste de aula, atende. Para quem quer um instrumento que dure anos, vale subir uma faixa.

✔ Prós
  • ✔ Menor preço de toda a lista
  • ✔ Corpo clássico 4/4 de tamanho adulto
  • ✔ Boa opção para teste de aula ou presente
✘ Contras
  • ✘ Assistência técnica limitada
  • ✘ Ficha simples, sem tampo maciço
  • ✘ Preço subiu em 2026
02
Giannini Start N-14 (clássico de nylon)
NYLON · 4/4 · TÍLIA · A FÁBRICA QUE JÁ FEZ O ABREU
★★★★☆ 4.2/5 (avaliação da redação)
TIPO
Clássico (nylon)
TAMPO
Tília (linden)
ESCALA
650 mm · maple escurecido
ACABAMENTO
Verniz brilhante
CAPTAÇÃO
Acústico
PREÇO ATUAL
a partir de R$ 486

A Giannini Start N-14 é a escolha mais lógica para quem gostava do Di Giorgio por ser um instrumento brasileiro de tradição: a Giannini foi fundada em São Paulo em 1900 e até hoje é marca nacional com assistência em todo o país. O violão tem tampo e corpo de tília, escala de 650 mm e verniz brilhante, por a partir de R$ 486.

Fica no mesmo território do antigo violão Di Giorgio de estudo: som claro, braço de tamanho padrão e cordas de nylon macias. Não tem captação nem tampo maciço, e é nisso que a diferença para a faixa de R$ 800 aparece. Para começar com segurança, está entre as opções mais sensatas.

✔ Prós
  • ✔ Marca brasileira com mais de cem anos
  • ✔ Boa disponibilidade e assistência
  • ✔ Escala de 650 mm padrão de violão clássico
✘ Contras
  • ✘ Sem captação nem tampo maciço
  • ✘ Verniz brilhante marca com facilidade
  • ✘ Acabamento simples
03
Tagima Memphis AC-60 EQ (nylon eletroacústico)
NYLON · CUTAWAY · PIEZO · EQUALIZADOR MEQ-4
★★★★★ 4.7/5 (290 avaliações no ML)
TIPO
Clássico com cutaway
TAMPO E CORPO
Tília
ESCALA
Tech wood · 25,5"
CAPTAÇÃO
Piezo + MEQ-4
CORDAS
Nylon
PREÇO ATUAL
R$ 780–980

O Tagima Memphis AC-60 EQ é o violão de nylon eletroacústico mais indicado para quem estudava num Di Giorgio clássico e agora quer tocar na igreja, no barzinho ou em casa conectado. Tem cutaway, captação piezo e equalizador MEQ-4, com nota 4,7 em 290 avaliações por cerca de R$ 780 a R$ 980.

A Tagima é a marca com mais assistência técnica no Brasil, e isso pesa mais que a ficha: peças e luthiers existem em qualquer cidade. Quem só quer estudar em casa não precisa do pré, e pode economizar com a Giannini N-14.

✔ Prós
  • ✔ Nylon com captação piezo e equalizador
  • ✔ Nota 4,7 em 290 avaliações
  • ✔ Assistência técnica em todo o país
✘ Contras
  • ✘ Corpo de tília, sem tampo maciço
  • ✘ Mais caro que o nylon sem captação
  • ✘ Pré simples, bom para palco pequeno
04
Yamaha C40 II (clássico de nylon)
NYLON · ABETO · O PADRÃO DE ESCOLAS DE MÚSICA
★★★★★ 4.7/5 (avaliação da redação)
TIPO
Clássico (nylon)
TAMPO
Spruce (abeto)
CORPO
Meranti
ESCALA
Rosewood
CAPTAÇÃO
Acústico
PREÇO ATUAL
a partir de R$ 843

O Yamaha C40 II é o violão clássico que escolas de música e professores mais indicam, e por isso é a referência quando alguém pergunta pelo equivalente moderno de um violão Di Giorgio de estudante. Tampo de abeto, corpo de meranti e escala de rosewood, a partir de R$ 843 em outubro de 2026.

Aqui o dinheiro vai para o acerto de fábrica: ação das cordas baixa, braço reto e acabamento limpo. É o modelo que mais frequentemente chega pronto para tocar, sem precisar de luthier. Veja o review completo do Yamaha C40 para a análise de timbre.

✔ Prós
  • ✔ Tampo de abeto e braço reto de fábrica
  • ✔ Referência de escolas e professores
  • ✔ Boa revenda e assistência
✘ Contras
  • ✘ Não tem captação
  • ✘ Mais caro que Vogga e Giannini
  • ✘ Acabamento fosco discreto
05
Strinberg SD200C (eletroacústico de aço)
FOLK · CUTAWAY · AÇO · PRÉ SE-60 COM AFINADOR
★★★★☆ 4.3/5 (avaliação da redação)
CORPO
Folk · cutaway florentine
TAMPO
Sapele laminado
CORDAS
Aço .011/.048
PRÉ-AMPLIFICADOR
SE-60 com piezo e afinador
ESCALA
Indian Laurel
PREÇO ATUAL
R$ 1.050–1.400

Se o seu interesse em um Di Giorgio era o modelo de aço, o Strinberg SD200C é o eletroacústico mais completo da faixa: corpo folk com cutaway, tampo de sapele laminado e o pré SE-60 com afinador, notch e phase, que corta microfonia no palco. Custa de R$ 1.050 a R$ 1.400.

Para quem tocava num violão Di Giorgio de aço e queria ligar na caixa, é um jeito direto de fazer isso com marca nacional. O tampo laminado limita a projeção sem captação, e as cordas .011 machucam os dedos no começo, mas o conjunto de eletrônica pesa mais que a madeira nessa faixa de preço. Veja o review do Strinberg SD200C.

✔ Prós
  • ✔ Pré SE-60 com notch, phase e afinador
  • ✔ Cutaway folk confortável
  • ✔ Marca nacional com peças de reposição
✘ Contras
  • ✘ Tampo laminado, projeção acústica limitada
  • ✘ Cordas de aço .011 são duras para iniciantes
  • ✘ Não é violão de nylon
06
Tagima Kentucky Gran Reserva (nylon)
NYLON · HALF CUTAWAY · SAPELE · PIEZO + TEQ-8
★★★★★ 4.8/5 (55 avaliações no ML)
TIPO
Half cutaway com apoio
CORPO
Sapele
BRAÇO
Okoume · formato C
ESCALA
Tech wood · 25,5"
CAPTAÇÃO
Piezo + TEQ-8
PREÇO ATUAL
a partir de R$ 1.250

O Tagima Kentucky Gran Reserva é o degrau acima da lista e o mais próximo do que um Di Giorgio de série alta já foi: corpo de sapele, half cutaway com apoio de braço, braço de okoume e pré com equalizador TEQ-8. A nota é 4,8 em 55 avaliações, por a partir de R$ 1.250.

Para quem toca nylon com frequência, em aula, em culto ou em palco, o apoio de braço e o pré fazem diferença real no conforto. Se o uso é só estudo em casa, o dinheiro rende mais num Yamaha C40 II.

✔ Prós
  • ✔ Sapele e braço de okoume, acima da faixa de tília
  • ✔ Apoio de braço e pré TEQ-8
  • ✔ Nota 4,8 em 55 avaliações
✘ Contras
  • ✘ Base de avaliações menor
  • ✘ Preço três vezes o do Vogga
  • ✘ Exagero para quem só estuda em casa

Violão Di Giorgio é bom? O que a marca entrega

Já parou para pensar por que o violão Di Giorgio aparece tanto nas conversas de quem começou a tocar nos anos 1970 ou 1980? A resposta é simples: era o violão que todo mundo tinha. A marca paulistana fabricou instrumentos em escala industrial por décadas, e quase toda família brasileira com um violão em casa já teve um Di Giorgio no armário. Isso explica a fama, mas não responde à pergunta do título.

Então, afinal, o violão Di Giorgio é bom? Depende de qual violão Di Giorgio. Os modelos de série alta (Tárrega, Autor, Signorina), feitos com madeira maciça por luthiers da casa, são instrumentos respeitados e disputados por colecionadores. Já os modelos de estudo (Estudante, linha Classic, Talent), em madeira laminada, são violões simples: tocam bem se estiverem em bom estado, mas competem com um Yamaha C40 ou uma Giannini Start que custam menos e vêm prontos. Para entender a diferença de material, vale ler o guia do violão de nylon: como escolher.

cabeça de violão clássico de nylon com tarraxas douradas sobre um tecido claro
A cabeça com tarraxas laterais e o braço largo são marcas do violão clássico de nylon, estilo em que a Di Giorgio construiu sua fama.

Há dois pontos de atenção. O primeiro é a produção atual: segundo a imprensa, após a recuperação judicial de 2019 a fabricação migrou para a Ásia, e algumas linhas foram adaptadas. Isso significa que um Di Giorgio recente não é igual ao que a fábrica de Franco da Rocha fazia nos anos 1980. O segundo é o mercado de usados, cheio de instrumentos antigos vendidos como "raridade" por preços que nem sempre se justificam. Se a marca é nova para você, o guia de melhores marcas de violão ajuda a comparar.

História da Di Giorgio: de Romeu em 1908 à fábrica de Franco da Rocha

A história do violão Di Giorgio começa com o luthier Romeu Di Giorgio, nascido em Roma em 1889, que chegou ao Brasil ainda jovem e abriu em 1908, em São Paulo, o "Atelier de Violões Finos Romeu Di Giorgio". Os primeiros clientes eram a comunidade italiana, e a oficina fazia também violas, violinos e bandolins. Na década de 1940 o negócio virou indústria, com a razão social Indústria e Comércio de Instrumentos Musicais e Cordas Di Giorgio Ltda., instalada no bairro de Santana.

Foi nos anos 1960, com a Bossa Nova, que o Di Giorgio explodiu: a empresa passou a fazer só violões e chegou a cerca de mil unidades por mês. Em 1985 foi inaugurada a fábrica de Franco da Rocha, com 20 mil metros quadrados, 200 funcionários e capacidade de 6 mil violões mensais. A direção passou para a família Proetti, que comandou a casa até a terceira geração.

violão de tampo sunburst deitado sobre um tecido xadrez, ao lado de um estojo antigo aberto
Violões antigos como os da fase áurea da Di Giorgio costumam chegar ao mercado em estojos velhos: o estado do estojo já conta parte da história do instrumento.

A virada veio em 2019, quando a empresa pediu recuperação judicial para se reestruturar. Depois disso, a produção passou para a Ásia e algumas linhas foram adaptadas. Não encontrei confirmação oficial recente sobre quais modelos ainda são feitos e onde, então trate qualquer violão Di Giorgio "zero quilômetro" com cautela e peça o número de série ao vendedor. A fonte principal desta seção é a reportagem do Italianismo sobre a Di Giorgio.

Tárrega, Estudante, Autor e Signorina: os modelos que fizeram fama

Quem pesquisa violão Di Giorgio quase sempre quer saber de quatro nomes. O Tárrega é o mais famoso por ter sido o violão associado a João Gilberto e à Bossa Nova. É um modelo de timbre doce, com tampo fino, que muita gente compra por nostalgia. Colecionadores avisam que ele não é indicado para repertório clássico, e que a história de que existia um Tárrega de 1965 é discutida. O Autor é a série mais cara da fábrica, ligada a nomes como Baden Powell em relatos de colecionadores.

O Estudante (o famoso "Estudante nº 18") é o violão de entrada da marca, e é o que mais aparece no mercado de usados, de R$ 390 a R$ 1.000. A Signorina, lançada em 1977, foi uma linha intermediária bem popular. Já os nomes mais recentes, como Talent, Genesis, Classic e Havana (eletroacústico), são da fase mais industrial. Cada violão Di Giorgio tem uma lógica de uso, e o preço do usado reflete mais a fama do nome do que a qualidade da madeira.

mão esquerda segurando o braço de um violão de nylon durante um acorde, com a cabeça do instrumento em primeiro plano
O violão clássico de nylon é a base da linha Di Giorgio: braço largo, cordas macias e timbre doce, bom para aprender e para a Bossa Nova.

Se o seu interesse é o som da Bossa Nova, o que importa é o nylon, o braço largo e a dinâmica suave, características que qualquer bom violão clássico entrega. Para comparar o timbre de aço e de nylon antes de decidir, leia o comparativo de violão de aço e violão de nylon.

Violão Di Giorgio novo ou usado: o que existe no mercado

Em outubro de 2026, a busca por violão Di Giorgio no Mercado Livre devolveu só anúncios de usados ou restaurados. Filtrando por "novo", o resultado trouxe violões de outras marcas (Giannini, Vogga, Tagima, Strinberg) misturados com antigos vendidos como peças de coleção. Os preços observados foram estes:

MODELO ESTADO PREÇO OBSERVADO
Estudante nº 18usadoR$ 390
Amazônia (1974)usadoR$ 700
Genesis (2015)usadoR$ 900
Talent SL (2006)usadoR$ 1.199
Havana eletroacústicousadoR$ 1.380
Tárrega restaurado com caserestauradoR$ 2.500
Autor 3 (1966)coleçãoR$ 13.000

A conclusão prática é que o violão Di Giorgio deixou de ser uma compra de prateleira e virou uma compra de garimpo. Isso tem vantagem (modelos antigos de tampo maciço por preço baixo) e risco (instrumento com braço empenado, trincas, cupim ou peças trocadas). Por isso os cards deste guia são de violões novos, que o Guia da Guitarra pode recomendar com preço e nota verificados, enquanto o usado fica por sua conta.

Como avaliar um violão Di Giorgio usado antes de pagar

Se mesmo assim você quer um Di Giorgio antigo, siga um roteiro curto antes de fechar negócio. Peça fotos reais e vídeo do instrumento, com closes no braço, na ponte e na cabeça. Um anúncio sem foto da parte de trás do corpo ou do interior da boca costuma esconder trinca ou conserto mal feito.

  1. Braço reto ou empenado. Olhe o braço de lado, com a cabeça na altura dos olhos. Curvatura exagerada pede conserto caro.
  2. Ação das cordas. Uma ação muito alta no 12º traste indica braço vencido ou cavalete descolado.
  3. Trincas no tampo. Fios de cabelo no sentido da veia da madeira são comuns; rachaduras abertas, não.
  4. Cavalete e ponte. Descolamento nas pontas é o defeito mais comum em violões acima de 30 anos.
  5. Tarraxas e trastes. Tarraxas soltas e trastes gastos viram R$ 150 a R$ 400 de reparo.
  6. Cupim e umidade. Pontinhos de serragem na boca ou no fundo são sinal de infestação.
mão segurando o braço de um violão pelo lado das tarraxas para conferir o alinhamento do braço
Conferir o braço do violão de lado é o primeiro teste: se estiver empenado, o preço do usado precisa cair muito para compensar.

Se o braço estiver curvo, leia antes o texto sobre violão com braço empenado, que explica quando o conserto compensa. Peça também o número de série e a data de fabricação: a Di Giorgio mudou de materiais e de fábrica ao longo das décadas, e o ano muda bastante o valor de um violão Di Giorgio.

Quanto custa um violão Di Giorgio em 2026?

Os violões Di Giorgio usados observados em outubro de 2026 ficam entre R$ 390 e R$ 2.500, com exceção de peças de coleção como o Autor 3 de 1966, anunciado a R$ 13.000. A faixa de R$ 390 a R$ 1.000 concentra Estudante, Amazônia e Genesis; entre R$ 1.100 e R$ 1.400 aparecem Talent SL e Havana; e os Tárrega restaurados chegam a R$ 2.500. O preço de anúncio, porém, não é preço de venda: negocie e compare antes de fechar.

Quem prefere comprar novo e com garantia paga de R$ 419 a R$ 1.250 pelas alternativas desta lista, quase sempre menos que um Di Giorgio restaurado. Para ter uma noção maior da faixa de preços, veja o guia de quanto custa um violão e uma guitarra.

Alternativas ao violão Di Giorgio: Giannini, Yamaha, Tagima

Qual comprar no lugar de um violão Di Giorgio? Se a ideia é o clássico de nylon barato, a Giannini Start N-14 repete a lógica da marca paulistana de ser instrumento brasileiro e acessível; o Yamaha C40 II vai um passo além em acerto de fábrica; o Vogga é a opção mais barata. Para quem queria aço com captação, o Strinberg SD200C resolve com pré completo, e a linha da marca nacional está no violão Giannini é bom?. Quem prefere Tagima encontra a análise no violão Tagima é bom?, e a Yamaha tem página própria no violão Yamaha é bom?.

mão dedilhando as cordas de aço de um violão acústico de tampo vermelho, em close
Quem tocava um violão Di Giorgio de aço pode ir para um eletroacústico como o Strinberg SD200C sem trocar de estilo.

Se o plano é subir de faixa no futuro, os violões profissionais mostram para onde ir quando o violão de estudo ficar pequeno, e o guia dos melhores violões custo-benefício compara as faixas de R$ 300 a R$ 2.000.

Regulagem e cordas: o que fazer logo depois da compra

Seja um Di Giorgio usado ou um violão novo da lista, a primeira coisa a fazer é trocar as cordas e conferir a regulagem. Violões antigos costumam vir com cordas oxidadas e ação alta; os novos, de fábrica, também podem chegar com cavalete mal ajustado. Um luthier resolve em uma hora por um valor baixo, e a diferença na tocabilidade é grande. O guia de cordas do violão explica quais comprar, e o de como afinar violão mostra a ordem das cordas.

braço de violão em perspectiva, com as cordas e os trastes em close
A altura das cordas em relação aos trastes é o ajuste que mais muda o conforto de um violão antigo.

Guarde o violão Di Giorgio em local seco e longe do sol, de preferência na bag ou no estojo, como os do guia de capa para violão e guitarra, e use um suporte para violão e guitarra em vez de encostá-lo na parede. Em instrumentos com mais de 30 anos, umidade e calor são os maiores inimigos.

5 erros ao comprar um violão Di Giorgio

  1. Pagar preço de coleção por modelo de estudo. Um Estudante laminado não vale o preço de um Tárrega maciço.
  2. Comprar sem ver o braço. Sem foto de lado, o risco de braço empenado é grande.
  3. Acreditar no ano do anúncio. Peça número de série e fotos do selo interno.
  4. Ignorar o custo de restauro. Cavalete, trastes e tarraxas somam R$ 300 a R$ 800.
  5. Não comparar com violão novo. Um Yamaha C40 II sai por perto de R$ 843 e chega pronto.

Veredicto: vale a pena um violão Di Giorgio?

Se eu fosse comprar hoje, não pagaria caro por um violão Di Giorgio de estudo usado: com cerca de R$ 843 levo um Yamaha C40 II novo e pronto, e com R$ 486 uma Giannini Start N-14. O violão Di Giorgio faz sentido para quem busca o Tárrega, o Autor ou outra peça com história, sabe avaliar o estado e aceita pagar por nostalgia. Para a maioria que só quer aprender, as alternativas novas ganham em preço, garantia e assistência. Confirme sempre a ficha e a nota na página do anúncio antes de fechar.

🎸
Qual eu compraria hoje?

Para a maioria, o Yamaha C40 II: clássico de nylon, tampo de abeto e braço reto de fábrica, a partir de R$ 843. Para gastar menos, a Giannini Start N-14. E para tocar com captação, o Tagima Memphis AC-60 EQ.
⚡ Pronto para escolher?
Confira o preço atualizado antes de decidir: o estoque e as promoções no Mercado Livre mudam rápido.

Perguntas frequentes

Violão Di Giorgio é bom?
Depende do modelo. Os de série alta, como o Tárrega e o Autor, são respeitados e disputados por colecionadores; os de estudo, como o Estudante, são simples e hoje perdem para um Yamaha C40 ou uma Giannini Start que custam menos. Veja a lista de violões profissionais.
Ainda se fabrica violão Di Giorgio?
A empresa pediu recuperação judicial em 2019 e, segundo a imprensa, a fabricação migrou para a Ásia. Não há confirmação oficial recente de quais modelos seguem em produção, e no Mercado Livre de outubro de 2026 só apareceram violões usados da marca.
Quanto custa um violão Di Giorgio usado?
Em outubro de 2026, de R$ 390 (Estudante nº 18) a R$ 2.500 (Tárrega restaurado com case), fora peças de coleção que passam de R$ 10.000. O preço do anúncio costuma ser negociável.
Qual violão comprar no lugar do Di Giorgio?
Para nylon, o Yamaha C40 II (a partir de R$ 843) e a Giannini Start N-14 (R$ 486). Para aço com captação, o Strinberg SD200C (R$ 1.050 a R$ 1.400). Veja também o violão Yamaha é bom?.
O violão Di Giorgio Tárrega serve para música clássica?
Não é o mais indicado. O Tárrega ficou famoso pelo som doce da Bossa Nova, ligado a João Gilberto, e colecionadores avisam que ele não é um violão de concerto. Para repertório clássico, um violão de tampo maciço de nylon é melhor.
Violão Di Giorgio é bom para iniciante?
Pode ser, se estiver em bom estado, mas a compra de usado exige conferir braço, ação e cavalete. Para quem nunca tocou, um violão novo com garantia é mais seguro. Veja o guia dos melhores violões para iniciantes.

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