GRG170DX vs. Concorrentes: Veja o Comparativo
Já está em dúvida entre a GRG170DX e outra Ibanez da linha GIO? Esse quadro resolve rápido:
| # | MODELO | ESTILO | PREÇO MÉD. | NOTA | VER PREÇO |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Ibanez GRG170DX TOP PICK | Rock / Metal HSH c/ tremolo | R$ 2.400–3.100 | ★★★★ 4.3 | Ver preço → |
| 2 | Ibanez GRG121DX | Rock / Metal HH hardtail | R$ 2.100–2.900 | ★★★★ 4.4 | Ver review → |
| 3 | Ibanez GRX70QA | Rock / HSH c/ tremolo | R$ 2.300–2.900 | ★★★★ 4.2 | Ver review → |
| 4 | Tagima TG-530 | Strat versátil | R$ 910–1.400 | ★★★★ 4.3 | Ver review → |
Melhores Opções Para Quem Quer Tremolo de Entrada
Se a GRG170DX não for exatamente o que você procura, essas são as alternativas que mais recomendamos nessa faixa:
O que é a GRG170DX e onde ela se encaixa na linha GIO
Você já quis o braço fino das Ibanez de ponta, mas também queria uma alavanca para brincar de Dive Bomb sem gastar o salário do mês inteiro? A GRG170DX existe pra isso.
GIO é a linha de entrada da Ibanez, fabricada na Indonésia com especificações inspiradas nas séries superiores da marca — braço fino, corpo ergonômico com dupla concha e captadores humbucker de formato agressivo. A diferença da GRG170DX para a GRG121DX que já testamos aqui é a ponte: em vez de hardtail fixa, ela vem com tremolo T102 e um terceiro captador single no meio, virando HSH.
Na prática, isso muda o personagem da guitarra. Não é só "a mesma coisa com alavanca" — o captador do meio abre um leque de timbres limpos que a versão hardtail simplesmente não tem.
Especificações técnicas completas
Vídeo: a GRG170DX de perto
Fotos de catálogo mostram o produto perfeito. Preferimos gravar a nossa unidade em cima da bancada, do jeito que ela chega na sua casa — com reflexo, poeira e tudo.
O braço GRG: o mesmo diferencial da irmã hardtail
Será que trocar de um braço grosso para um fino realmente muda o jogo? Muda — e isso já valia o preço sozinho quando testamos a GRG121DX.
A GRG170DX usa o mesmo perfil GRG, baseado no Wizard das Ibanez de ponta, só que simplificado para a linha de entrada. É perceptivelmente mais fino do que o perfil C de uma strat convencional. Acordes com pestana pedem menos esforço do polegar, mudanças de posição em solos saem mais rápido, e o raio mais plano da escala facilita bends sem a corda "cair" do braço.
Depois de algumas semanas com a unidade de teste, o verniz da escala já tinha marcas de uso na região dos primeiros cinco trastes — normal para quem toca todo dia, mas repare nisso se você prefere um instrumento que pareça "novo" por mais tempo.
Tremolo T102: liberdade com um porém
Você já tocou uma guitarra com tremolo e viu ela desafinar sozinha depois de puxar a alavanca com força? Isso pode acontecer aqui também, e é bom entrar sabendo.
A T102 é uma ponte de seis parafusos, com espaçamento de 10.5mm entre cordas — mais estreito que o padrão Fender, o que agrada quem tem dedos menores mas exige adaptação de quem vem de uma Strat tradicional. Ela não é travada: sem trava de nut, sem trava na ponte. Isso torna a troca de cordas bem mais simples do que num Floyd Rose de verdade, mas em compensação, dive bombs pesados e uso intenso da alavanca tendem a desafinar a guitarra com mais frequência.
Para vibrato sutil e uso ocasional, funciona bem. Para quem quer fazer divebomb estilo Steve Vai o dia inteiro, vale considerar um upgrade de tarraxas locking no futuro — ou aceitar que vai reafinar com mais frequência.
Captadores Infinity HSH: a versatilidade que a GRG121DX não tem
A configuração HSH — humbucker na ponte, single no meio, humbucker no braço — é o principal motivo para escolher a GRG170DX em vez de uma HH pura. Os dois Infinity R nos extremos dão conta da distorção com corpo suficiente para rock e metal moderado. O Infinity RS no meio é onde a mágica acontece: combinado em posições intermediárias do seletor de 5 vias, ele entrega aquele timbre "quack" que lembra Strat, ótimo para funk, blues e clean com um pouco de chorus.
Isso significa que a GRG170DX cobre um repertório mais amplo do que a GRG121DX de cara. Se seu plano é tocar só metal o tempo todo, a diferença não importa tanto. Se você quer arriscar outros estilos sem trocar de guitarra, o captador do meio faz diferença real no dia a dia.
Assim como na irmã hardtail, os Infinity são passivos e básicos — perdem definição em ganho muito alto e não têm o mesmo punch de um captador ativo tipo EMG. Para quem está começando, dão conta perfeitamente. É upgrade de médio prazo, não de dia um.
A GRG170DX tem preços diferentes por loja. Confira e garanta o melhor valor antes que acabe.
Cores e acabamentos disponíveis no Brasil
A GRG170DX costuma chegar ao Brasil principalmente em Black Night (BKN) — o acabamento preto brilhante que aparece nas fotos deste review — com a versão Silver (SV) aparecendo com menos frequência no estoque das lojas.
O acabamento é glossy (brilhante) em vez de satin — marca dedo com mais facilidade, mas também dá aquele visual de "guitarra de loja" que muita gente prefere para o primeiro instrumento mais chamativo.
Prós e Contras da GRG170DX
- ✓ Braço GRG fino — mesmo diferencial da linha hardtail
- ✓ HSH com single no meio: mais versátil que HH puro
- ✓ Tremolo dá acesso a vibrato e efeitos que a hardtail não tem
- ✓ 24 trastes jumbo com escala presa (bound)
- ✓ Preço ainda dentro da faixa de entrada da Ibanez
- ✗ Tremolo não travado — desafina mais fácil com uso pesado
- ✗ Captadores Infinity básicos — candidatos a upgrade
- ✗ Espaçamento de cordas mais estreito (10.5mm) estranha quem vem de Strat
- ✗ Acabamento glossy marca dedo com facilidade
- ✗ Ação pode vir alta de fábrica — regulagem recomendada
GRG170DX vs. GRG121DX: qual levar?
Essa é a primeira dúvida de quem está decidindo entre as duas Ibanez GIO mais vendidas no Brasil. Preços próximos, braço idêntico — a diferença está toda na ponte e nos captadores:
GRG170DX tem tremolo T102 e configuração HSH. Quer alavanca, quer versatilidade de timbre e não se importa em reafinar de vez em quando? GRG170DX.
GRG121DX tem ponte hardtail fixa e configuração HH. Quer soar pesado o tempo todo, afinar fácil e nunca mais se preocupar com molas de tremolo? Como já detalhamos no review completo da GRG121DX, a versão hardtail é mais prática para quem está começando e ainda não tem rotina de setup.
Na nossa experiência, quem já sabe que vai usar a alavanca de verdade — em solos, em passagens com vibrato — não se arrepende da GRG170DX. Quem só queria "ter" a alavanca por status geralmente esquece dela depois de um mês e teria sido mais feliz com a hardtail.
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Upgrades que fazem sentido (e os que não fazem)
A GRG170DX tem bom teto de upgrade para o preço. O que realmente vale a pena:
Captadores (vale muito): um Seymour Duncan SH-4 JB na ponte transforma o caráter da guitarra em distorção pesada, mantendo o Infinity RS do meio para os momentos limpos. Orçamento: R$ 400–900 dependendo do conjunto escolhido.
Tarraxas locking (vale se você usa muito a alavanca): trocar as tarraxas padrão por um set locking (Gotoh ou Sperzel, R$ 250–400) reduz bastante o problema de desafinação depois de dive bombs.
Cordas (vale sempre): D'Addario EXL110 ou Ernie Ball Regular Slinky (.010–.046) já melhoram o toque e o sustain em relação às cordas de fábrica.
Regulagem profissional (recomendado): guitarras com tremolo pedem regulagem de intonação com mais frequência do que hardtails. Um luthier cobra R$ 100–180 para deixar tudo redondo — vale o investimento logo na primeira semana.
Para quem a GRG170DX faz sentido — e para quem não faz
Faz sentido se você: quer alavanca e vibrato, valoriza um captador single no meio para timbres mais versáteis, gosta do braço fino da Ibanez e está no orçamento de R$ 2.400–3.100.
Não faz sentido se você: prioriza afinação estável acima de tudo (nesse caso a GRG121DX hardtail é a escolha certa), ou tem orçamento abaixo de R$ 2.000 — nesse caso, vale conferir nosso ranking de guitarras custo-benefício antes de decidir.
Entre as duas Ibanez GIO, a GRG170DX seria a minha se eu tivesse que escolher só uma para tocar de tudo um pouco. O captador do meio abriu portas que a GRG121DX simplesmente não tinha — passagens limpas e funk soaram muito melhor nela. O que me incomodou de verdade foi precisar reafinar depois de puxar a alavanca com mais força num ensaio; se seu foco é só metal pesado e afinação impecável, ainda prefiro a hardtail. Mas para quem quer versatilidade de verdade nesse preço, é difícil bater.
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