Comparativo rápido: Jazz-1900 vs a outra guitarra da linha Jazz N Blue
Não quer ler o artigo inteiro? Essa tabela resolve. Clique direto no preço da que te interessar — os detalhes completos estão logo abaixo, se quiser se aprofundar antes de decidir.
| # | Modelo | Preço | Corpo / Ponte | Diferencial | Ver preço |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Tagima Jazz-1900 | R$ 3.400–4.400 | Archtop oco / Ponte flutuante | Formato jazz clássico, case incluso | Ver preço → |
| 2 | Tagima Ekosonic | R$ 3.800–4.800 | Semi-oco / Tune-O-Matic fixa | Mais versátil com ganho | Ver preço → |
| 3 | Strinberg SHS-300 | R$ 2.000–2.500 | Basswood escavado / Set neck | Mais em conta, formato ES-335 | Ver preço → |
| 4 | Epiphone ES-335 | R$ 6.000–8.000 | Maple laminado / Set neck | Referência internacional semi-hollow | Ver review → |
Para quem cada archtop/semi-acústica faz sentido
Corpo oco de verdade ou semi-oco com ponte fixa — a escolha depende de que tipo de música você toca com mais frequência.
Review Tagima Jazz-1900: o que você precisa saber
Você já viu aquelas guitarras de capa de disco de jazz antigo, com corpo grande, curva única (Florentine cutaway) e cordal em formato de harpa? A Jazz-1900 é exatamente isso — um design que não tenta ser moderno, e não precisa: o formato archtop clássico já vende sozinho pra quem procura esse visual.
Quando peguei a Jazz-1900 pela primeira vez, o que mais chamou atenção foi o peso — bem mais leve que uma guitarra de corpo sólido, já que é totalmente oca por dentro. Isso é ótimo pra tocar sentado por horas, mas também significa que ela reage diferente: qualquer batida no corpo ressoa, e o volume acústico sem amplificação já é considerável.
- ✓ Case rígido incluso — economia real sobre comprar separado
- ✓ Tampo flamed maple com visual sofisticado
- ✓ Corpo totalmente oco — leve e confortável pra sessões longas
- ✓ Circuito completo (2V, 2T) — mais controle de mixagem entre captadores
- ✓ Nut de osso, melhor transmissão de vibração que plástico
- ✓ Visual clássico de archtop, raro em guitarra nacional nessa faixa
- ✗ Mais sujeita a feedback que a Ekosonic — corpo totalmente oco
- ✗ Ponte flutuante exige mais atenção na regulagem
- ✗ Corpo grande, pode incomodar quem tem estrutura menor
- ✗ Não é a escolha certa pra rock com ganho alto
Construção: archtop totalmente oca, tampo flamed maple
Corpo em Maple, tampo flamed maple — diferente da Ekosonic, que é semi-oca com bloco central sólido, a Jazz-1900 é uma archtop de verdade: totalmente oca por dentro, sem bloco de sustentação. É a construção clássica das guitarras de jazz das décadas de 1940-60, priorizando ressonância acústica sobre sustain elétrico.
Braço em Maple, shape C — perfil mais arredondado e confortável, comum em guitarras voltadas pra acordes com muitas notas, típicos do jazz.
Escala Technical wood com 22 trastes, raio 12" (mais plano que o padrão Fender de 9.5") e nut de osso de 43mm — largura generosa que facilita voicings de jazz com o polegar.
Tampo flamed maple, corpo totalmente oco, cordal trapézio, ponte flutuante. Vem com case rígido de fábrica.
Como soa a Jazz-1900
Você já notou como uma archtop soa "encorpada" mesmo sem plugar? A Jazz-1900 confirma isso com folga — desconectada, ela já tem volume e projeção suficientes pra ensaio informal. Ligada, o caráter muda: fica mais redondo, quente, sem as frequências agudas cortantes de uma guitarra sólida.
Captador do braço (neck): encorpado e quente, com os graves realçados típicos do formato archtop. É o som clássico de jazz limpo — pense em acordes com sétima estendida soando cheios sem embolar.
Captador da ponte (bridge): mais definido, mas ainda suave comparado a captadores modernos. Funciona bem pra blues e passagens melódicas, sem a agressividade que um humbucker de corpo sólido entregaria.
Comparada com a Ekosonic, que já detalhamos em review própria, a Jazz-1900 tem um caráter acústico bem mais presente — faz sentido, já que o corpo é totalmente oco. Se seu uso é 90% jazz e blues limpo, a Jazz-1900 entrega mais autenticidade. Se você também quer usar ganho e rock clássico de vez em quando, a Ekosonic lida melhor com essa versatilidade.
Hardware: ponte flutuante, cordal trapézio e o case incluso
A ponte flutuante em madeira não é parafusada no corpo — fica presa no lugar pela tensão das cordas, apoiada sobre o tampo. Isso é diferente de tudo que já vimos nas outras guitarras Tagima revisadas: exige atenção na primeira regulagem (a ponte pode deslizar de posição ao trocar cordas), mas em compensação transmite vibração de forma mais direta ao tampo, o que ajuda na resposta acústica.
O cordal trapézio segura as cordas na extremidade do corpo, sem tocar diretamente no tampo — outra característica clássica de archtop que contribui pro caráter sonoro mais aberto e ressonante.
O case rígido incluso segue o mesmo padrão da Ekosonic — item que normalmente custaria R$ 400–800 à parte, e aqui já vem no pacote.
Jazz-1900 vs concorrentes: comparativo honesto
Jazz-1900 vs Tagima Ekosonic: as duas são da mesma linha Jazz N Blue, mas propostas diferentes. A Ekosonic é semi-oca, com ponte fixa Tune-O-Matic — mais estável e versátil, lida melhor com ganho. A Jazz-1900 é archtop totalmente oca, com ponte flutuante — mais autêntica pro som de jazz clássico, mas mais delicada e sujeita a feedback. Se você não sabe qual escolher, pense no estilo: jazz/blues tradicional vai de Jazz-1900; algo mais versátil que também aguenta rock vai de Ekosonic.
Jazz-1900 vs Strinberg SHS-300: formatos parecidos na aparência (double cutaway com f-holes), mas construção bem diferente. A SHS-300 é semi-oca com braço colado e ponte fixa — muito mais em conta e mais versátil no dia a dia. A Jazz-1900 é archtop de verdade, focada em jazz, com preço mais alto mas construção mais tradicional. Fizemos um comparativo completo entre as duas, lado a lado.
Jazz-1900 vs Epiphone ES-335: a Epiphone é semi-hollow (não archtop total), com braço colado e reputação consolidada internacionalmente — mas custa bem mais. Veja mais na review Epiphone. São propostas de construção diferentes: se você quer especificamente o som e o visual archtop, a Jazz-1900 é a opção nacional mais fiel a esse formato.
Confira o preço atual da Jazz-1900 no Mercado Livre. A diferença entre vendedores pode passar de R$ 500.
Archtop totalmente oca: o que muda em relação a uma guitarra comum
A Jazz-1900 não é uma guitarra elétrica convencional. Ela é uma archtop hollow-body, com corpo totalmente oco e tampo arqueado, e isso muda o som, o peso e o jeito de tocar.
Som acústico considerável: por ser totalmente oca, o corpo ressoa e produz um volume acústico relevante mesmo sem amplificação. Você ouve o instrumento vibrando, o que ajuda no estudo silencioso e dá um caráter "vivo" ao timbre.
Timbre quente e redondo: os humbuckers alnico com cover metálico, combinados com o corpo oco, entregam um som encorpado e macio, com médios arredondados e agudos suaves. É o timbre clássico do jazz.
Peso leve: o corpo oco pesa bem menos do que o de uma guitarra maciça. É confortável para tocar sentado por horas, que é como o formato costuma ser usado.
Formato Florentine cutaway: a curva única facilita o acesso às casas mais agudas, apesar do corpo grande.
Escala de 24,75" e raio de 12": a escala mais curta deixa as cordas mais frouxas e o toque macio, e o raio mais plano ajuda em acordes e passagens rápidas.
Para entender melhor os formatos de guitarra, veja tipos de guitarra: o guia completo de formatos e modelos.
Ponte flutuante: como trocar as cordas sem desregular a guitarra
A ponte flutuante é o ponto que mais surpreende quem vem de guitarras com ponte fixa. Ela não é parafusada ao corpo: fica apoiada no tampo, presa apenas pela pressão das cordas. Isso exige alguns cuidados.
Uma corda por vez: na hora de trocar, troque as cordas uma a uma. Se você tirar todas de uma vez, a ponte pode se mover, e a intonação vai para o espaço.
Marque a posição: antes de trocar as cordas, marque a posição da ponte com uma fita adesiva ou um lápis suave no tampo. Se ela sair do lugar, é só reposicionar.
Intonação: se a afinação na 12ª casa destoar, a ponte pode estar fora do ponto. Um técnico faz esse ajuste sem demora.
Cordal trapézio: o cordal em formato de harpa prende as cordas na parte de baixo do corpo. Vale conferir se está firme e sem folga.
Para entender o processo de regulagem, veja como funciona a regulagem da guitarra.
Microfonia: como evitar o apito em guitarra totalmente oca
O ponto de atenção de qualquer guitarra oca é a microfonia. Com volume alto e muito ganho, o corpo vibra junto com o alto-falante e gera aquele apito que cresce.
Volume e ganho moderados: a Jazz-1900 brilha com sons limpos e com overdrive leve. Com distorção pesada em volume de palco, a microfonia aparece.
Posição no palco: evite ficar de frente para o amplificador. Colocar o amp de lado ou atrás de você reduz a realimentação.
Ajuste o tom: reduzir agudos e presença no amplificador ajuda a controlar o apito. Com os controles de volume e tom individuais, você pode moldar o timbre com precisão.
Para mais ganho: se você toca rock em volume alto, uma semi-oca com ponte fixa, como a Ekosonic da mesma linha, é mais adequada. Veja a review da Tagima Ekosonic.
Estilos musicais: onde a Jazz-1900 rende mais
Jazz e bossa nova: é o território natural. O timbre redondo e quente, com sons limpos, acompanha acordes com extensões e linhas melódicas.
Blues: o captador do braço com um pouco de overdrive entrega um som macio e expressivo. A resposta dinâmica dos alnico ajuda nas nuances.
MPB e samba-jazz: funciona muito bem para acompanhamento e solos com som limpo e cheio.
Pop e soul: serve bem para timbres quentes e suaves. Para timbres mais brilhantes, uma strato costuma ser mais versátil.
Rock pesado e metal: não é o foco. O corpo oco gera microfonia com muito ganho, e para esse perfil uma guitarra maciça é mais natural. Para entender a diferença entre captadores, veja single coil vs humbucker.
Como configurar a Jazz-1900 depois da compra
Cordas: no jazz, é comum usar cordas de calibre mais grosso e de tipo mais macio ao toque, como as flatwound, que reduzem o ruído de dedo e dão um timbre mais redondo. Se você quer o timbre clássico, vale conversar com o luthier. Cordas frescas fazem diferença imediata no brilho e na afinação.
Altura das cordas: como referência geral, algo entre 1,6 e 2,2 mm na 12ª casa costuma ser confortável em archtops. O ajuste na ponte flutuante é feito pelas rodas laterais.
Altura dos captadores: aproximar o captador dá mais força, mas em corpo oco também dá mais realimentação. Um parafuso de cada lado regula a altura; a chave de fenda pequena resolve.
Umidade: instrumentos totalmente ocos são mais sensíveis a mudanças de umidade e temperatura. Guarde a guitarra no case incluso, longe de sol direto e ar-condicionado.
Erros de compra com a Jazz-1900
Comprar para rock pesado: o corpo oco e a ponte flutuante não combinam com muito ganho e volume alto.
Trocar todas as cordas de uma vez: a ponte flutuante pode se mover. Troque uma corda por vez e marque a posição.
Não usar o case: o case rígido incluso protege a guitarra do transporte e das mudanças de umidade. Vale usá-lo sempre.
Não comparar alternativas: a Strinberg SHS-300 é uma semi-oca mais barata. Veja a review da SHS-300 antes de decidir.
O que conferir na sua Tagima Jazz-1900 ao abrir a caixa
A ponte flutuante: ela deve estar assentada e reta em relação ao braço. Tire uma foto assim que abrir a caixa, para ter referência da posição original.
O cordal trapézio: confira se os parafusos de fixação estão firmes e se as cordas passam sem ranhuras que cortem.
Os f-holes e as bordas do tampo: em archtop oca, rachaduras nessas regiões são o defeito mais sério. Examine com uma lanterna.
O case rígido: teste as travas e veja se o interior está limpo e acolchoado.
Prós e contras — resumo final
- ✓ Case rígido incluso — economia real sobre comprar separado
- ✓ Tampo flamed maple com visual sofisticado
- ✓ Formato archtop clássico, autêntico pra jazz
- ✓ Circuito completo (2V, 2T) — mais controle de mixagem
- ✓ Corpo leve, confortável pra sessões longas sentado
- ✓ Excelente pra jazz, blues e MPB
- ✗ Mais sujeita a feedback que uma semi-acústica
- ✗ Ponte flutuante exige regulagem mais cuidadosa
- ✗ Não recomendada pra rock com ganho alto
- ✗ Corpo grande, pode incomodar quem tem estrutura menor
Para quem a Jazz-1900 faz sentido
Compre a Jazz-1900 se: você toca jazz, blues tradicional ou MPB e quer o formato archtop clássico com autenticidade sonora. Se você valoriza o visual e a resposta acústica de uma guitarra totalmente oca. Se o case incluso e um circuito mais completo (2V, 2T) fazem diferença pro seu uso.
Não compre se: seu repertório inclui rock com ganho alto ou distorção pesada — o risco de feedback torna a experiência frustrante nesse cenário; a Ekosonic lida muito melhor com isso. Também não é ideal se você prefere não lidar com a manutenção extra de uma ponte flutuante.
A Jazz-1900 preenche um nicho que praticamente não existia em guitarra nacional acessível: uma archtop de verdade, com tampo flamed maple e case incluso, num preço bem abaixo de importadas equivalentes. Não é pra todo mundo — mas pra quem busca especificamente esse som e esse formato, é provavelmente a melhor opção nacional disponível hoje.
Se meu repertório fosse majoritariamente jazz e blues limpo, ia de Jazz-1900 sem pensar duas vezes — o formato archtop entrega uma resposta acústica que nenhuma semi-acústica replica de verdade. Mas se eu quisesse uma guitarra única pra tocar de tudo, incluindo rock com ganho, a Ekosonic ainda seria minha escolha — a ponte fixa e o corpo semi-oco dão uma versatilidade que a Jazz-1900 não tem. As duas com case incluso ajudam a justificar o investimento de qualquer lado que você escolher.
Veja o preço atual da Tagima Jazz-1900 no Mercado Livre. Preços oscilam bastante entre vendedores — vale comparar antes de fechar.