Os números principais
Ranking completo: as 20 marcas de guitarra mais buscadas
Quer só a lista? Está aqui. O número é a média de buscas mensais no Google Brasil nos últimos 12 meses, sempre para o termo "guitarra + marca".
| # | MARCA | ORIGEM | BUSCAS/MÊS | % DO TOTAL |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Tagima | Brasil | 9.900 | 16,9% |
| 2 | Fender | EUA | 6.600 | 11,2% |
| 2 | Ibanez | Japão | 6.600 | 11,2% |
| 4 | Gibson | EUA | 3.600 | 6,1% |
| 4 | Jackson | EUA | 3.600 | 6,1% |
| 4 | Strinberg | Brasil | 3.600 | 6,1% |
| 7 | Cort | Coreia do Sul | 2.400 | 4,1% |
| 7 | Giannini | Brasil | 2.400 | 4,1% |
| 7 | PRS | EUA | 2.400 | 4,1% |
| 7 | Waldman | Brasil | 2.400 | 4,1% |
| 7 | Yamaha | Japão | 2.400 | 4,1% |
| 12 | Memphis | Brasil | 1.900 | 3,2% |
| 13 | Condor | Brasil | 1.600 | 2,7% |
| 13 | Epiphone | EUA | 1.600 | 2,7% |
| 13 | Schecter | EUA | 1.600 | 2,7% |
| 13 | Squier | EUA | 1.600 | 2,7% |
| 17 | Michael | Brasil | 1.300 | 2,2% |
| 17 | SX | EUA/China | 1.300 | 2,2% |
| 19 | Washburn | EUA | 1.000 | 1,7% |
| 20 | ESP | Japão | 880 | 1,5% |
O desempate: o que o Google Trends mostra
Rodamos as mesmas marcas no Google Trends, em consultas com termo em comum para que todas ficassem na mesma escala. Fizemos três consultas cruzadas para conferir a consistência: a razão entre Ibanez e Fender deu 0,70 em duas delas, e entre Gibson e Fender, 0,443 nas duas. Índice com a Tagima em 100:
| MARCA | FAIXA SEMRUSH | ÍNDICE TRENDS | O QUE MUDA |
|---|---|---|---|
| Tagima | 9.900 | 100 | lidera nas duas fontes |
| Fender | 6.600 | 72 | à frente da Ibanez, não empatada |
| Ibanez | 6.600 | 50 | cerca de 30% abaixo da Fender |
| Gibson | 3.600 | 32 | lidera o trio da faixa 3.600 |
| Strinberg | 3.600 | 27 | segunda do trio |
| Jackson | 3.600 | 25 | terceira do trio |
| Giannini | 2.400 | 21 | lidera a faixa 2.400 |
| Squier | 1.600 | 20 | alinhada com a Epiphone |
| Epiphone | 1.600 | 20 | empate confirmado nas duas fontes |
| Cort | 2.400 | 16 | abaixo da Giannini, mesma faixa |
| Waldman | 2.400 | 10 | metade da Giannini, mesma faixa |
O caso mais distorcido é o da faixa 2.400: Giannini e Waldman aparecem com o mesmo número no Semrush, mas a Waldman tem cerca de metade da procura da Giannini. Já o empate entre Squier e Epiphone se confirma nas duas fontes.
A ordem geral do ranking se mantém. O que muda é a leitura dos empates: eles marcam marcas de porte parecido, e não de procura idêntica.
Fonte: levantamento Guia da Guitarra com dados do Semrush (base Brasil), coletados em 11/09/2026. Empates refletem a faixa de volume arredondada que a ferramenta informa. "Origem" indica a sede da marca, não o país onde a guitarra é fabricada.
Por que a Tagima está no topo
Faz sentido pensar que Fender, a marca da Stratocaster, ganharia fácil. Não ganha. A Tagima tem 9.900 buscas mensais contra 6.600 da Fender, uma vantagem de 50% pela faixa do Semrush, e de cerca de 40% pelo Google Trends.
Minha leitura, depois de anos atendendo cliente na bancada: a Tagima é a guitarra que o brasileiro de fato consegue comprar. Ela cobre a faixa de R$ 800 a R$ 3.000 com modelos que parecem Strat, Tele e Les Paul, e está em quase toda loja física do país. Quem digita "guitarra tagima" geralmente já decidiu a marca e está comparando modelo e preço. Contamos com mais calma o que a marca entrega em guitarra Tagima é boa?.
Tem outro detalhe: a Memphis, 12ª do ranking com 1.900 buscas, é a linha de entrada da própria Tagima. Somando as duas, o grupo chega a 11.800 buscas por mês, mais que Fender e Squier juntas (8.200).
Nacionais x importadas: 39% contra 61%
Separamos as marcas pela sede. Sete são brasileiras: Tagima, Strinberg, Giannini, Waldman, Memphis, Condor e Michael. Várias fabricam fora do país, mas a marca, o projeto e a distribuição são daqui.
| GRUPO | MARCAS | BUSCAS/MÊS | PARTICIPAÇÃO |
|---|---|---|---|
| Brasileiras | 7 | 23.100 | 39,4% |
| Importadas | 13 | 35.580 | 60,6% |
| Total | 20 | 58.680 | 100% |
As importadas levam a maior fatia, mas precisam de quase o dobro de marcas para isso. Em média, cada marca nacional do ranking recebe 3.300 buscas por mês, contra 2.737 de cada importada.
Se a sua dúvida é justamente escolher entre as brasileiras, montamos uma tabela comparativa de guitarras brasileiras com preço e especificação lado a lado.
O efeito "desejo x bolso": Fender e Gibson atraem mais que suas linhas baratas
Esse foi o dado que mais gostei de encontrar. Fender e Gibson têm cada uma a sua marca de entrada, feita para caber no orçamento de quem está começando: Squier e Epiphone. O público que compra, em tese, está na faixa mais barata. Mesmo assim, as buscas vão para o nome da marca-mãe.
- Fender x Squier: 6.600 contra 1.600 pela faixa do Semrush, o que daria 4,1 vezes. No Google Trends, a proporção é de 3,6 vezes. Ou seja, entre 3 e 4 buscas pela Fender para cada uma pela Squier.
- Gibson x Epiphone: 3.600 contra 1.600 pela faixa, o que daria 2,25 vezes. No Trends a diferença é menor, de 1,6 vez. A Gibson, que no Brasil passa fácil dos R$ 15 mil, continua à frente da sua própria linha de entrada.
Quem já trabalhou em loja conhece a cena: o cliente entra perguntando da Fender e sai com uma Squier ou uma Tagima. O Google mostra o começo dessa conversa, que é o nome que a pessoa sonha. Se você está nesse dilema, o nosso guia sobre a Fender explica onde a diferença de preço aparece de verdade, e o da Epiphone faz o mesmo do lado da Gibson.
Metodologia
Fonte: volume médio mensal de busca no Google, base Brasil, dos últimos 12 meses, medido pela ferramenta Semrush. Coleta feita em 11 de setembro de 2026.
Critério: todas as marcas foram medidas no mesmo formato, "guitarra + marca". Buscar só "Yamaha" misturaria motos e pianos; só "Gibson" ou "Jackson" traria sobrenomes e outras marcas. O prefixo "guitarra" deixa a comparação justa.
Seleção das marcas: as 20 marcas com presença relevante no varejo brasileiro de instrumentos, entre nacionais e importadas. Marcas com volume abaixo de 880 buscas mensais ficaram fora do ranking.
Limitações: o Semrush informa o volume em faixas arredondadas (por isso os empates), e o número é uma estimativa, não a contagem exata do Google. Refizemos a consulta em 11/09/2026 e os valores se repetiram. Para separar as marcas dentro de uma mesma faixa, cruzamos com o Google Trends, que usa escala contínua; esse desempate está na seção "O desempate". O Google Trends confirma a liderança: entre as buscas relacionadas a "guitarra" no Brasil, "guitarra tagima" aparece em primeiro lugar nos últimos 12 meses.
Para jornalistas e criadores de conteúdo
"Segundo levantamento do Guia da Guitarra, a Tagima é a marca de guitarra mais buscada no Google pelos brasileiros, com cerca de 9.900 buscas mensais, de 40% a 50% à frente da Fender, a segunda colocada."
"As marcas brasileiras respondem por 39% das buscas por guitarra no Google, segundo o Guia da Guitarra."
"Para cada busca por Squier, a linha de entrada da Fender, há de três a quatro buscas pela própria Fender, aponta pesquisa do Guia da Guitarra."
Uso livre com crédito ao Guia da Guitarra e link para esta página. Para a planilha completa ou entrevista com o editor, fale com a gente pela página de contato.
Eu esperava ver a Fender em primeiro, confesso. Ver a Tagima 50% à frente me lembrou do que acontece no balcão: a guitarra que o brasileiro pesquisa é a que ele consegue pagar em dez vezes. Se hoje eu tivesse R$ 1.500 e estivesse começando, também começaria pela Tagima ou pela Strinberg e guardaria a Fender para a segunda guitarra. Quer ver as melhores opções de entrada dessas marcas? Estão no Top 10 guitarras para iniciantes.